<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481</id><updated>2012-02-01T16:35:05.908Z</updated><category term='Outros futebóis'/><category term='J. Business'/><category term='Other business'/><category term='In the mood'/><category term='Resoflexões'/><category term='C. business'/><category term='E para os amigos'/><category term='Take (time)'/><category term='Tempo de excertos'/><title type='text'>tempos que fogem</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>109</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-27091062695579276</id><published>2008-10-23T16:39:00.004+01:00</published><updated>2008-10-23T17:15:14.203+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='C. business'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resoflexões'/><title type='text'>Retornar</title><content type='html'>E a Vida brinca mais uma vez ao "1, 2, 3, diga &lt;em&gt;coincidência&lt;/em&gt; mais uma vez..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meros sinais da tua tua presença já me fizeram tremer o corpo, já me secaram a boca, já me plantaram uma pedreira no estômago... Fui percebendo que o epicentro do tsunami físico que semevas em mim, aos poucos, se deslocava, afrouxando a nefasta devastação que me provocavas... Meses passaram sem a intempérie de te vislumbrar, até que na quinta-feira lá estavam os teus indicíos, lá estavas tu... Mas, em mim, não houve uma nuvem que se formasse, não se discerniu uma brisa, não se apagou o sol que agora brilha e me aquece. Sorri, depois, quando percebi de que é que se tratava... a &lt;a href="http://temposquefogem.blogspot.com/2008/10/memria-dissipada.html"&gt;memória do corpo dissipara-se&lt;/a&gt;, finalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase jurava que tinhas avistado o bom tempo que em mim fazia ou que engenhosamente terias encontrado este espaço de confissões e, por isso, após meses de hirto silêncio frio, decidiste assolar-me com um contacto (&lt;em&gt;por sms, como tu e os adolescentes tanto apreciam...&lt;/em&gt;). Mas, não, nada disso. É só a culpa, que tarda, mas não falha, é só o &lt;a href="http://temposquefogem.blogspot.com/2008/02/o-mito-do-efmero-retorno.html"&gt;retorno&lt;/a&gt; de uma lembrança torta que transportas, é só a porta entreaberta que, por teimosia, não fechaste. Faz frio, não é? Que pena não te poder ajudar, mas essa corrente de ar já não me incomoda, já não estou do outro lado à tua espera...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-27091062695579276?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/27091062695579276/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=27091062695579276' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/27091062695579276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/27091062695579276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/10/retornar.html' title='Retornar'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-8744143059724332194</id><published>2008-10-16T18:00:00.005+01:00</published><updated>2008-10-16T19:17:18.241+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resoflexões'/><title type='text'>Memória dissipada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_6IIqGRP7TzE/SPeE39IYB-I/AAAAAAAAAR0/BfdOh-TcpA0/s1600-h/a+paisagem+que+escapuliu_LuÃ&amp;shy;s+Andrade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257817186815707106" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_6IIqGRP7TzE/SPeE39IYB-I/AAAAAAAAAR0/BfdOh-TcpA0/s200/a+paisagem+que+escapuliu_Lu%C3%ADs+Andrade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E depois, um dia, agora, o corpo deixa de ranger quando intui a tua presença. Já não és ladrão, malfeitor e foragido. Foste amnistiado da condenção do afecto, da raiva, da ternura e do medo que te prendiam.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixaste de ser procurado e depois, um dia, agora já não se oferecem recompensas a um sol que entregue a tua sombra. Desconheces, ignoras e és alheio a este processo, porque é só minha a celebração da liberdade que te encerra nas grades opacas da indiferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor já não é, já não está, nem sequer vagamente. Agora, a dor é só textura da memória seca e encarcaquilhada dos estilhaços do antes, de um dia...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: "A paisagem que escapuliu " de Luís Andrade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-8744143059724332194?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/8744143059724332194/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=8744143059724332194' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/8744143059724332194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/8744143059724332194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/10/memria-dissipada.html' title='Memória dissipada'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_6IIqGRP7TzE/SPeE39IYB-I/AAAAAAAAAR0/BfdOh-TcpA0/s72-c/a+paisagem+que+escapuliu_Lu%C3%ADs+Andrade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-2183888336614321835</id><published>2008-10-06T19:49:00.006+01:00</published><updated>2008-10-06T20:38:48.382+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><title type='text'>Reseting</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E os regressos ficam difíceis quando a motivação que originou a partida se esvai, se dissolve noutras possíveis alavancas, que ainda não se perscrutam, que ainda não se adivinham como tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não me recordo se aqui escrevi o porquê (&lt;em&gt;e não me apetece reler tudo o que já está empilhado&lt;/em&gt;) ou se terá sido através de uma troca de e-mails, ou se num comentário em post alheio, ou se é o eco na minha cabeça à força de algumas vezes me ter obrigado a enunciar um edifício justificativo para o blogue... Já não me recordo... Apenas reconstruo, com o cimento do hoje, aquilo restou de ontem. Dilacerava-me vagamente numa situação em particular que alimentava as raízes da reflexividade. Apaziguava-me, de início, o mero acto da escrita. Agradava-me, já um pouco depois, a dinâmica própria que o espaço gerava, ao servir de plataforma que crescia como uma espiral de integração em outros espaços. Contudo, este segundo aspecto foi sempre um efeito e não uma causa. A Razão, a motivação original residiu sempre no abraço de conforto, no afago que a escrita produzia em mim. Há, portanto, uma raíz vincadamente onanística neste blogue. O problema é que estes ensejos de masturbação emocional não se subjugam a obrigações, nem a frequências temporais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, hoje, apeteceu-me vir... outra vez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_6IIqGRP7TzE/SOpoH1vrOHI/AAAAAAAAARk/MM4JnwSUo_s/s1600-h/A+turbulencia+do+silencio_b.silva.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254126399176521842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_6IIqGRP7TzE/SOpoH1vrOHI/AAAAAAAAARk/MM4JnwSUo_s/s400/A+turbulencia+do+silencio_b.silva.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: "A turbulência do silêncio", de b.silva.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-2183888336614321835?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/2183888336614321835/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=2183888336614321835' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/2183888336614321835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/2183888336614321835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/10/reseting.html' title='Reseting'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6IIqGRP7TzE/SOpoH1vrOHI/AAAAAAAAARk/MM4JnwSUo_s/s72-c/A+turbulencia+do+silencio_b.silva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-4551040457295683511</id><published>2008-07-25T17:36:00.004+01:00</published><updated>2008-07-25T17:53:37.795+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><title type='text'>Dolce fare niente</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SIoEpDRzSSI/AAAAAAAAARc/uFohsoU38Ho/s1600-h/2095090.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SIoEpDRzSSI/AAAAAAAAARc/uFohsoU38Ho/s400/2095090.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226995420818000162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oficialmente, inicia-se hoje o período de &lt;em&gt;dolce fare niente&lt;/em&gt;. Oficiosamente, como atesta a (in)actividade do blog, esse tempo há muito que se iniciou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormi mal... O calor dos último dias insiste em depositar-se integralmente na minha habitação. Abri as janelas, na esperança de plantar correntes de ar e, assim, espantar os excessos da canícula. Se calhar, não fiz bem... Acordei de madrugada com o alarido da chuva e dos trovões, enrolei-me com mais força nos lençóis, procurando remeter a intempérie para um espaço subconscientemente onírico, mas a manhã molhada, cinzenta e pesada empurrava-me para a realidade de uma cidade onde o verão é uma farsa colectivamente encenada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pelo burgo, nestas férias. Ainda não resolvi o problema da tv cabo e caso o sol insista na greve, sem atender aos serviços mínimos a que a estivalidade obriga, terei de arranjar forma de me (in)ocupar. E isto introduz um factor de stress de insegurança ontológica: as manhãs reservarão sempre a surpresa de adivinhar qual a estação do ano a usufruir. Não me agrada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defini objectivos mínimos para este tempo, tão só, reforçar a frente de batalha do desânimo, do desalento e do cansaço. So help me... someone!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Foto: "Brisa do entardecer", de Luís Lobo Henriques&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-4551040457295683511?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/4551040457295683511/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=4551040457295683511' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4551040457295683511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4551040457295683511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/07/dolce-fare-niente.html' title='Dolce fare niente'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SIoEpDRzSSI/AAAAAAAAARc/uFohsoU38Ho/s72-c/2095090.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-5384282751094660504</id><published>2008-07-14T18:06:00.003+01:00</published><updated>2008-07-14T18:27:37.065+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><title type='text'>Para que nem tudo fique na mesma...</title><content type='html'>Normalmente, a mudança abraça-se com a relutância com que, de olhos fechados, se aperta o caule de uma rosa selvagem entre os dedos. Resiste-se à troca do que é familiar e conhecido pelo que é incógnito e oculto. É assim nas mais pequenas coisas: a alteração do percurso habitual para casa, a troca da marca de café, a incursão num bar que não é o habitual... É assim nos alicerces estrutrais de vida: mudar de cidade, sair do país, terminar uma relação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O risco de apertar um espinho e sangrar apenas é celebrado quando supera uma rotina demasiadamente pesada, quando grita mais alto do que a tautológica repetição do que nos é insuportável...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondi hoje a um anúncio de emprego. Até aqui, não haveria novidade. Há três anos que trabalho no mesmo sítio, mas nunca me coibi de estar atenta a outras potenciais ofertas. Mas as candidaturas foram sempre feitas com a displicência do que é acessório e supérfluo. Preocupavam-me os argumentos que teria de arranjar para declinar educadamente eventuais respostas positivas, alimentando a perenidade do cenário laboral presente. Mas, hoje, ao responder a esse anúncio, ocupava-me o pensamento a projecção desse novo emprego, o desejo por essa equação futura de incógnita desconhecida. Definitivamente, é urgente encontrar saída e soletrar M U D A N Ç A.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SHuHwfY2o-I/AAAAAAAAARU/rUFcRc_cM84/s1600-h/na+luz+de+um+desenho_bruno+silva.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SHuHwfY2o-I/AAAAAAAAARU/rUFcRc_cM84/s400/na+luz+de+um+desenho_bruno+silva.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222917459995436002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Foto: "Na luz de um desenho" de Bruno Silva.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-5384282751094660504?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/5384282751094660504/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=5384282751094660504' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5384282751094660504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5384282751094660504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/07/para-que-nem-tudo-fique-na-mesma.html' title='Para que nem tudo fique na mesma...'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SHuHwfY2o-I/AAAAAAAAARU/rUFcRc_cM84/s72-c/na+luz+de+um+desenho_bruno+silva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-6140954831118364505</id><published>2008-07-11T16:28:00.002+01:00</published><updated>2008-07-11T16:33:06.795+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outros futebóis'/><title type='text'>Decomposição</title><content type='html'>&lt;a href="http://causaoufatalidade.blogspot.com/"&gt;Osga&lt;/a&gt;, o teste diz que sou assim: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://temposquefogem.mypersonality.info" target="_top"&gt;&lt;img src="http://badges.mypersonality.info/badge/0/8/85744.png" alt="Click to view my Personality Profile page" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o pior é que vim sem livro de reclamações! Uma vergonha...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-6140954831118364505?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/6140954831118364505/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=6140954831118364505' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6140954831118364505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6140954831118364505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/07/decomposio.html' title='Decomposição'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-4114257772571538013</id><published>2008-07-10T13:12:00.004+01:00</published><updated>2008-07-10T14:02:57.923+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><title type='text'>Muito pouco nada</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SHX9D_dpPuI/AAAAAAAAARM/RzcYMsTR5ks/s1600-h/Picture0004.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SHX9D_dpPuI/AAAAAAAAARM/RzcYMsTR5ks/s400/Picture0004.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221357588023164642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho um sonho, cada vez mais e mais intenso: trabalhar pouco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias que correm, não é bem visto dizer que se trabalha pouco. Note-se que com &lt;em&gt;pouco&lt;/em&gt;, se entende um número ajuizadamente pequeno de horas, isto é, as 8 normativamente prescritas em código laboral (actualmente sob revisão). Dizer que se trabalha &lt;em&gt;apenas&lt;/em&gt; as 8 horinhas constitui uma gaffe social, sancionada com olhares reprovadores e imediata catalogação com a etiqueta do fracassado-pouco-ambicioso-nunca-há-de-ser-ninguém"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação socialmente bem cotada é, então, trabalhar muito, isto é, no mínimo, para além das 8 horas diárias. Este é o cenário narrativo ideal para expor em contextos sociais diversos. Fica bem dizer, “eh, pá, eu ando a trabalhar uma média 12, 14 horas por dia, mais fins-de-semana”. Quando ouço algo deste género (da minha boca ou de terceiras) viajo até aos tempos idos da Revolução Industrial, nos manuais de História, em que me chocavam sempre os relatos da época, sobre 14 e 16 horas de trabalho em subsolo de carvão, com condições inimagináveis. Nas novas “explorações mineiras”, vulgo &lt;em&gt;entidades empregadoras&lt;/em&gt;, os mineiros, vulgo &lt;em&gt;colaboradores flexíveis&lt;/em&gt; esgrimem entre si argumentos sobre quem trabalha mais horas e menos tempo livre tem, assim como os velhos, em bancos de jardim e autocarros, disputam o lugar no pódio das maleitas e o lugar cimeiro na maratona das doenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Foto: Moi meme a bulir fora d'horas.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-4114257772571538013?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/4114257772571538013/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=4114257772571538013' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4114257772571538013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4114257772571538013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/07/muito-pouco-nada.html' title='Muito pouco nada'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SHX9D_dpPuI/AAAAAAAAARM/RzcYMsTR5ks/s72-c/Picture0004.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-2731207547244911513</id><published>2008-07-07T14:56:00.002+01:00</published><updated>2008-07-07T15:02:03.382+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resoflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J. Business'/><title type='text'>Intimidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SHIg2ZTXTfI/AAAAAAAAAQ8/ZZyK-UeKYyg/s1600-h/A+invers%C3%A3o+do+tempo_Ana+Franco.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SHIg2ZTXTfI/AAAAAAAAAQ8/ZZyK-UeKYyg/s400/A+invers%C3%A3o+do+tempo_Ana+Franco.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220271036952956402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana que passou, ao final do dia, perdi-me em busca de uma localidade remota algures na periferia do Porto. Conduzia um pouco à toa, achando que as placas de informação me elucidariam e que a hora de ponta não me atrapalharia. Quando percebi que me encontrava num ponto sem referência dei a busca por terminada e querendo regressar a terra conhecida, vi-me forçada a resgatar um caminho recentemente abandonado que percorria unicamente para encontrar os braços que desejava. Refazer esse caminho, conduziu-me à formulação de pensamentos tontos. Desfilavam no tapete da minha memória os impulsos que outrora me comandavam os passos naquele percurso, os diferentes trajes de desejo com que o corpo se vestia de latejo e palpitação… Aqueles pensamentos magnetizavam &lt;em&gt;aquele&lt;/em&gt; local, impeliam-me para &lt;em&gt;aquela&lt;/em&gt; casa, “só para confirmar se ela ainda lá estaria”. Avistar &lt;em&gt;aquele&lt;/em&gt; carro, confirmando a continuação &lt;em&gt;daquela&lt;/em&gt; presença, já descontínua em mim… Prosseguia em controverso colóquio comigo mesma: ir; não ir; vantagens; desvantagens… Até que tu provas, mais uma vez, que as coincidências existem. Tu provas, mais uma vez, que me adivinhas, mesmo sem saberes. Tu resgataste-me desse redemoinho lodacento da memória e atiras-me para um futuro certo e próximo, quente e aconchegante… Peixe grelhado e arroz de tomate cozinhado por ti, para mim?! É claro que quero jantar contigo, só quero jantar contigo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho resistido à tentação de escrever sobre ti. Tenho tentado evitar depositar as palavras que podem empilhar-se e formar um “nós”. Sim, é sobretudo isso. Parece-me que se não escrever, se não falar do assunto ele não se torna coisa, não assume uma verdadeira existência. E é, tão só, porque me assusta a ideia de perda. Aquela ideia de perda cujo horizonte traçaste com umas, &lt;a href="http://temposquefogem.blogspot.com/2008/05/o-tempo-do-presente.html"&gt;simples, irrepetíveis (quem sabe, até, ocas), palavras&lt;/a&gt;. Aquela assustadora e injusta ideia de perder o que não se viveu. Mas, é justamente a viver, a agir, a fazer que temos criado um “nós”, quase sem reticências. Não tenho, nem desejo (salvo em alguns momentos de puro terror de naufrágio) contornar a acção, evitar os momentos, os nossos instantes em que essas palavras parecem um idioma estranho sem qualquer correspondência à realidade. Até agora, a única coisa que pedes é que seja a vontade a ditar a rotina dos nossos encontros: a minha e a tua. Tem sido assim e tem sido tão bom… E foi desse modo que o peixe ganhou cor e gosto, que os misteriosos grãos brancos se imiscuíram crescentemente com a água e o tomate, que o vinho se elegeu para molhar a conversa que entre nós já não cessa. E foi desse modo que esboçamos uma dança quando o Paul Desmond tocava Adeus, que sentamos em uníssono os corpos no sofá e que as mãos se tocaram como faíscas que tudo o resto incendeiam. E foi num rasto de fogo, de terra queimada onde muito mais promete germinar, que nos quedamos na tua cama, como se o meu corpo ali pertencesse e os teus braços tivessem sido concebidos para me embalar até adormecer. Amanheceríamos juntos para um dia comum, para a banalidade que nos preenche e caracteriza no compasso regular e previsível de todos os dias. Enganar o despertador, fintando as horas de levantar, alternar banhos, tomar o pequeno-almoço, fitar-te no elevador e desejar-te: um bom dia… como se todos os dias tivessem sido assim, mas desconhecendo (porque nunca se conhece) como serão os próximos. Quero-te assim também, nessa normalidade idêntica, sem nada de extraordinário, nesse desfiar dos dias que se contam iguais e cujas diferenças apenas se vislumbram através de uma inquietante e rara proximidade, através da frágil teia de intimidade que sem molde e sem planos urdimos sem querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto: "A inversão do tempo" de Ana Franco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-2731207547244911513?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/2731207547244911513/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=2731207547244911513' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/2731207547244911513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/2731207547244911513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/07/intimidade.html' title='Intimidade'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SHIg2ZTXTfI/AAAAAAAAAQ8/ZZyK-UeKYyg/s72-c/A+invers%C3%A3o+do+tempo_Ana+Franco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-6068792053024314670</id><published>2008-07-03T15:20:00.005+01:00</published><updated>2008-07-03T16:29:42.283+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Other business'/><title type='text'>... pouca uva</title><content type='html'>Então, foi intensa, sim senhor, mas tudo bem esprimidinho resume-se a meia dúzia de linhas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Euro 2008:&lt;br /&gt;A moral da história é mesmo, "prognósticos, no fim do jogo...". Os ditos "favoritos" foram caindo que nem tordos até restar uma Espanha invicta no final do campeonato. A Alemanha também lá esteve e, num daqueles heurísticos momentos televisivos, em que se inquirem os adeptos, o jornalista lá perguntava "e, então, acha que a Alemanha vai ganhar a final?" e respondia a senhora alemã com inusitada sabedoria, "ah, eu até gostava, mas eles não se mexem!". Pois, não mexem, mas mordem... só que não é sempre! Humpf! Ainda por cima antipatizei solenemente com a camisa imaculadamente branca, vincada e justa do treinador, sem uma mancha de suor ao fim de sucessivos 90 minutos agonizantes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Noite de S. João&lt;br /&gt;Só mesmo para a facção ortodoxa e fundamentalista da festa. As tradicionais orvalhadas do dia santo começaram a orvalhar logo de manhãzinha. Portanto, não se vislumbrou uma nesga de sol e as gotículas de humidade cinzenta e pegajosa decidiram não dar tréguas. A sardinhada exigiu perícia e rapidez, porque, com a chuva, o bicho começava a boiar no prato. A hora de ver o fogo de artifício originou trocas de argumentos persuasivos sobre dispensabilidade do guarda-chuva com os senhores que se encontravam à minha frente. Não tive fôlego para o intenso debate que se seguiu sobre a qualidade do dito espectáculo pirómano, até porque previa o desfecho conclusivo: "ah, o do ano passado foi muito melhor!" (mas, alguém se lembra realmente como é que foi o fogo do ano passado?!?). Passagem pela Ribeira, estadia prolongada em Miragaia pó bailarico, pois claro! Definitivamente, não gosto de chegar de manhã a casa, fico toda trocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dia de S.João&lt;br /&gt;O despertador lança-me piropos ao meio-dia. Decido ignorar, porque "mulher séria não tem ouvidos". Volta a insistir ao meio dia e meia hora. Constato que não é possível levantar-me e deslocar-me a casa dos meus pais, para deglutir o assado sério da minha mãe. Envio sms, "mãe, não vou almoçar". A mãe telefona: "atão, não vens?", "não, estou muito atrasada", "mas, ainda não vamos almoçar já", "pois, mas não tenho muita fome". Ao que se segue um extenso questionário sobre o conteúdo do meu frigorífico e sobre os viveres com que me alimentarei (a minha mãe tem duas grandes preocupações para comigo: comer e dormir. Mais, a minha mãe tem duas dimensões explicativas para os possíveis problemas que eu possa ter: "ah, não comes como deve ser" ou "ah, deitas-te às quinhentas e não dormes quase nada". Já deixei de retorquir, limito-me a assentir com um lento e envergonhado movimento de cabeça).&lt;br /&gt;No meu vagar, lá me levantei, tomei banhinho, comi chocapics (a base de uma alimentação saudável) e fui até às praias de Gaia esplanar com quem me tem ocupado os pensamentos (e não só...) nos dias que correm. Quem diz esplanar, diz jantar e quem jantar, diz nanar... Não, isso não, porque no dia seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Congresso em Lisboa&lt;br /&gt;Lisboa é uma cidade deserta. Não mora lá uma só pessoa. Há figurantes que são pagos para se deslocarem nesse espaço diariamente, pintando-o de movimento e cosmopolitismo. Porquê? Porque, ou eu tenho muito azar, ou não há uma pessoa a quem me tenha dirigido, a pedir uma informação geográfica, que detenha esse conhecimento. Já experimentei com polícias, funcionários do Metro, empregados de café, velhotes desocupados... Nada. Não sabem, não são dali, estão naquele sítio a trabalhar há pouco tempo... Enfim, gasto uma pequena fortuna em táxis que fazem por ignorar o meu sotaque estrangeiro e me exigem que escolha um caminho, entre percursos que desconheço. Puff...&lt;br /&gt;Quanto ao congresso, decidi ignorar a maratona que a organização propunha, exposta num programa de 200 páginas (!!!), e optei pela solução congresso-buffet. Escolhi umas coisinhas e fui peregrinando no meu ritmo. Concluí que há gente com muita lata e outra tanta (nomeadamente, eu) que não tem nenhuma. O grau de lata varia em função da posição que ocupamos: comunicador/receptor. Há comunicadores com muita lata, malta que não tem nada, mas mesmo nada para dizer, mas ainda assim vai lá mostrar a inocuidade dos primeiros anos de trabalhos de doutoramento (que suspeito, estarão eternamente inacabados). Há receptores (como eu) que constatando o desaforo intelectual que algumas apresentações constituem, nada dizem. Há ainda a estirpe que opta por falar, elogiando o "notável trabalho do caro colega". Irrita-me sobremaneira este pa-ta-ti-pa-ta-tuá. Irrita-me ainda mais, não ter tomates para quebrar com essa polida e densa hipocrisia social que alimenta egos e nada acrescenta ao trabalho que se pretende realizar. Portantos, ignorei os "parabéns" e os "podia dar-me o seu e-mail, tinha muito interesse em trocar umas impressões...". Bah!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O regresso:&lt;br /&gt;Em comboio rápido, com ar condicionado, com direito a recepção na estação de Campanhã e mais jantarinho e tutti-tutti, foi bom, muito bom. Mas, esta semana foi presenteada com um capricho tecnológico. É que até ontem, como diria a Carol de uma qualquer Little Britain, perto de nós: COMPUTER SAYS NO! Felizmente, já se resolveu...&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SGzteENabbI/AAAAAAAAAQ0/ivy-IOd-xm8/s1600-h/default2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SGzteENabbI/AAAAAAAAAQ0/ivy-IOd-xm8/s400/default2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218807168997420466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-6068792053024314670?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/6068792053024314670/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=6068792053024314670' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6068792053024314670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6068792053024314670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/07/pouca-uva.html' title='... pouca uva'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SGzteENabbI/AAAAAAAAAQ0/ivy-IOd-xm8/s72-c/default2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-4350594309725222951</id><published>2008-06-21T16:05:00.003+01:00</published><updated>2008-06-21T16:18:55.140+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resoflexões'/><title type='text'>Muita parra...</title><content type='html'>Semana intensa, a que se avizinha, com, quase certa, ausência internética (&lt;em&gt;ela já tem andado intermitente, mas isso são contas de outro rosário..&lt;/em&gt;.):&lt;br /&gt;- Fim de semana: ver jogos do euro. Tenho de arranjar uma equipa adoptiva e não me consigo decidir. Pensei que seria a Croácia, mas os turcos trocaram-me as voltas (está decidido, serei turca no duelo meta-futebolístico Alemanha-Turquia). Hoje, serei holandesa e amanhã espanhola (que remédio... italiana é que jamais!). É muito difícil esta transmutação nacionalista...&lt;br /&gt;- Na segunda-feira, serei tripeira, sem alho-porro, nem martelo, mas na rua até de manhã a festejar um santo, de sua graça, João.&lt;br /&gt;- Na terça-feira, serei tripeira ressacada, sem alho-porro, com a cabeça a martelar, na cama até ser noite a amaldiçoar um santo, ou dois, ou três...&lt;br /&gt;- Na quarta-feira e até sábado, serei alfacinha, em chato congresso profissional...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E, contra todas as expectativas, pelo menos as minhas, este é o post número 100... shuif, shuif)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-4350594309725222951?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/4350594309725222951/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=4350594309725222951' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4350594309725222951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4350594309725222951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/06/muita-parra.html' title='Muita parra...'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-4394014879430565001</id><published>2008-06-19T11:19:00.000+01:00</published><updated>2008-06-19T11:21:00.418+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><title type='text'>My name is Tixa, Lagartixa</title><content type='html'>&lt;script type="text/javascript" src="http://quiz.sapo.pt/quiz/blog/239776"&gt;&lt;/script&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-4394014879430565001?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/4394014879430565001/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=4394014879430565001' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4394014879430565001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4394014879430565001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/06/my-name-is-tixa-lagartixa.html' title='My name is Tixa, Lagartixa'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-8591629167020120877</id><published>2008-06-17T12:42:00.004+01:00</published><updated>2008-06-17T12:54:39.966+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outros futebóis'/><title type='text'>Prioridades</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A mudança e instalação na casa nova (&lt;em&gt;já lá vão quase dois anos…xiiii&lt;/em&gt;) realizou-se em modo lento e solitário. Na altura, apetecia-me transportar cada uma das inutilidades que possuía e distribuí-las, pesando isoladamente as vantagens da sua localização. Os móveis e os electrodomésticos que não tinha iam chegando aos poucos em horas marcadas e em que a espera se fazia ânsia doce. Nas primeiras semanas, não tive televisão. Mais, nas primeiras semanas, alimentava a mitomania que poderia passar sem ela: toda eu seria livros e dvd’s da colecção completa de Godard’s e Bergman’s… toda eu ia endoidecendo com tamanha erudição. Lá comprei a caixinha e, para meu grande espanto, quando chamei “uns senhores” para fazerem a ligação, percebi que o meu universo não se esgotava nos 4 canis nacionais, ele estendia-se inexplicavelmente a mais 40!!! Claro, que nunca fiz perguntas incómodas aos senhores da tv cabo, “atão há dois anos que isto dura e eu não pago nada?”. Não, preferi desconhecer os porquês e alimentar essa larga ligação ao mundo da AXN, da FOX… Até que, um belo dia, aparentemente igual aos outros, aconteceu! Sem um sinal, sem um aviso prévio, ela desapareceu totalmente deixando um irritante formigueiro no ecrã. Poderia ter sido uma saída em &lt;em&gt;fade out&lt;/em&gt;, aos poucos, para eu me ir habituando: primeiro o canal Infinito, depois o Biography, a seguir o Porto Canal… Mas não, não houve uma carta, não houve um telefonema, um sms… Simplesmente, um dia desapareceu…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta súbita ausência coincidiu com o pico de trabalho na tese e eu, achando que não bastava o suplício em que tal exercício consiste, decidi agravá-lo um pouco mais com uma auto-chicotada infantil: &lt;em&gt;enquanto não acabares isso, não há televisão para ninguém&lt;/em&gt;. E assim têm sido os meus dias, somente com formigueiro no ecrã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aqui, deu para ir levando as coisas. Mas, como fazer com os jogos do Europeu ao rubro? Descobrir um café perto de casa era imperativo… Desconfio que Portugal deve ser dos países com mais cafés por metro quadrado e a zona peri-urbana onde habito não é excepção. Estava filada num que abriu recentemente, com um ar de &lt;em&gt;design made in Vila da Feira&lt;/em&gt;: elementos decorativos integrados e monocromáticos em materiais fracos e um grande plasma. Mas, está fechado à segunda-feira. Depois, há um outro, fica totalmente virado para poente, tem um sofazinhos confortáveis, com um ar caseiro, mas têm a mania das quiches saudáveis e dos sumos de fruta natural e mai-não-sei-quê, maneiras que na televisão, bola, nem vê-la, assistia-se ao noticiário, pufff. Já em desespero, atravesso a rua e o meu olhar míope parece vislumbrar um buraco esconso, cuja televisão tinha relva. Lá fui eu e encontrei o oásis do café para esta fase dos grupos. O dito café, apresenta-se com vista para dois estádios em simultâneo. Há duas televisões a transmitir os dois jogos ao mesmo tempo, há uma população masculina, com bigode, que passa em revista todos os acontecimentos futebolísticos do dia, há incursões históricas sobre o valor da Holanda em 84, sobre a selecção de Humberto Coelho, há debates acesos sobre o valor do Estado-Nação e de um seleccionador brasileiro, sobre a regionalização e a legitimidade cultural e simbólica da autonomização do “povo tripeiro”, há a dona Albertina que chinela do balcão para as mesas com tremoços e cervejas, há um senhor que liberta um inevitável “Fuôda-se!” perante a bala disparada por Ballack e que, consciente de uma presença feminina estranha, olha para mim, enquanto leva a mão à boca e balbucia “ó menina, desculpe qualquer coisinha”. Sorri ao meu colega de bancada, enquanto pensava ”Homem, não tem nada que pedir desculpa, é um golo do caralho!!”&lt;br /&gt;Para quê tv cabo, quando o mundo passa em directo no café-tasco em frente a casa?!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje lá estaremos novamente!!!&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212814687943913858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SFejVwrV8YI/AAAAAAAAAQs/9QuhAUbFEgE/s400/DESTAQUES_140064.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: d&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.record.pt/fotogaleria_imagem.asp?id=791628&amp;amp;idCanal=2439"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-8591629167020120877?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/8591629167020120877/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=8591629167020120877' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/8591629167020120877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/8591629167020120877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/06/prioridades.html' title='Prioridades'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SFejVwrV8YI/AAAAAAAAAQs/9QuhAUbFEgE/s72-c/DESTAQUES_140064.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-1036315425387186912</id><published>2008-06-13T13:15:00.001+01:00</published><updated>2008-06-13T13:17:28.701+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outros futebóis'/><title type='text'>A ordem natural das coisas</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SFJlPL5M5rI/AAAAAAAAAQc/QOHsnGjJxgU/s1600-h/50064.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211339030386239154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SFJlPL5M5rI/AAAAAAAAAQc/QOHsnGjJxgU/s320/50064.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tudo está bem, quando parece acabar bem...&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://football.uk.reuters.com/european/news/L138546.php"&gt;UEFA annuls Porto Champions League exclusion - reports&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-1036315425387186912?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/1036315425387186912/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=1036315425387186912' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/1036315425387186912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/1036315425387186912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/06/ordem-natural-das-coisas.html' title='A ordem natural das coisas'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SFJlPL5M5rI/AAAAAAAAAQc/QOHsnGjJxgU/s72-c/50064.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-8307239318727328497</id><published>2008-06-12T10:49:00.007+01:00</published><updated>2008-06-12T11:07:46.650+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Take (time)'/><title type='text'>Ora, ponha aqui o seu pezinho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O domingo de imensa, gigantesca e incomensurável neura passou-se entre o horário tardio de despertar, o almoço tardio e longo em casa dos pais, a tarde sem a habitual companhia para café e actualização dos jornais tardiamente revistos e a tardia e inútil tentativa de restaurar algum equilíbrio na roupa por passar a ferro que se acumulava numa pilha que diariamente ameaçava tombar. A noite teria de ser compensada. Eu pensava que queria ir ver o Sabor do Amor do Wong Kar-Wai. Como em tudo ao longo desse dia, cheguei tarde para a sessão desse filme o que me empurrou para uma película que já tinha decidido não ir ver: O Sexo e a Cidade. Belíssimo engano, percebi depois que era o filme perfeito para esse dia. Despretensioso, irreal, fantasioso e com um remate de Cinderela dos tempos modernos a roçar descaradamente o happy end. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SFDzqN2zdcI/AAAAAAAAAQU/3snEhbXsLDA/s1600-h/NMX09NR_ex.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210932675467244994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 177px; CURSOR: hand; HEIGHT: 249px" height="288" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SFDzqN2zdcI/AAAAAAAAAQU/3snEhbXsLDA/s400/NMX09NR_ex.jpg" width="196" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu sou &lt;em&gt;sériedependente&lt;/em&gt;, admito. Devo ter visto praticamente todos os episódios da série, embora, muito provavelmente tenha trocado a ordem às temporadas e aos episódios. Recordo como especialmente boas a primeira e a última temporadas, porque lá, pelo meio, já não sei muito bem o que se passou. Acho que a ficção não tem obrigação nenhuma de respeitar a realidade. Contudo, sempre me intrigou e aborreceu ligeiramente (nessa série, como em outras) a ausência do factor trabalho e a opulenta presença do seu suposto resultado: dinheiro a rodos para jantares, festas, vestidos, sapatos e carteiras. Ainda assim, cativaram-me aquelas caricaturas toscas de mulheres ultra românticas, hiper racionais, puramente libertinas ou vincadamente analíticas. Dificilmente alguém se define unicamente através de uma dessas ou de outras características, porém em função das circunstâncias é possível que uma dessas facetas se sobreponha às demais que em doses diferentes nos constituem. Nessa história e nessas mulheres, há de tudo, como na farmácia e, em conformidade com a maleita, imagino-me no vestiário dos feitios a escolher a farpela que melhor se adequa às situações: de manhã, Charlotte, à tarde, Miranda, ao jantar Carrie e, à noite, sem dúvida, Samantha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sapato:  &lt;a href="http://www.neimanmarcus.com/store/catalog/prod.jhtml;jsessionid=S2UYPWR1KRPVYCQAAKHRACI?itemId=prod64820067&amp;amp;parentId=cat000209&amp;amp;masterId=&amp;amp;cmCat="&gt;Something Blue Satin Pump&lt;/a&gt;, de Manolo Blahnik (&lt;em&gt;Claro!&lt;/em&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-8307239318727328497?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/8307239318727328497/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=8307239318727328497' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/8307239318727328497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/8307239318727328497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/06/ora-ponha-aqui-o-seu-pezinho.html' title='Ora, ponha aqui o seu pezinho'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SFDzqN2zdcI/AAAAAAAAAQU/3snEhbXsLDA/s72-c/NMX09NR_ex.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-4947652537294052688</id><published>2008-06-08T17:05:00.003+01:00</published><updated>2008-06-08T17:13:23.458+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J. Business'/><title type='text'>(des)acertos</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SEwE3KMAF2I/AAAAAAAAAQE/j8pQ2maqar4/s1600-h/2+inmotion+III_ddiarte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209544214634829666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SEwE3KMAF2I/AAAAAAAAAQE/j8pQ2maqar4/s320/2+inmotion+III_ddiarte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#993300;"&gt;Desconcertas-me e isso desconserta-me...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#993300;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;Foto: 2 in motion III, de DDiArte&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-4947652537294052688?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/4947652537294052688/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=4947652537294052688' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4947652537294052688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4947652537294052688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/06/desacertos.html' title='(des)acertos'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SEwE3KMAF2I/AAAAAAAAAQE/j8pQ2maqar4/s72-c/2+inmotion+III_ddiarte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-2363566490421128721</id><published>2008-06-05T18:13:00.004+01:00</published><updated>2008-06-05T18:36:31.846+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resoflexões'/><title type='text'>Longe da vista... perto de um click</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há alturas em que se torna muito evidente o motivo pelo qual não partilho, mesmo com os que me são mais próximos, a existência e a morada deste espaço. Para mim, é importante que existam duas, três pessoas, não mais, que saibam detalhada e actualizadamente o que se passa na minha vida. Que conheçam os factos, mesmo os mais insignificantes, que compreendam o que eles representam para mim, como me tocam, como me moldam o humor, o olhar e o sorriso. Ainda assim, há coisas que não se partilham, mesmo com quem nos conhece em cada íntimo minuto da vida. Podem ser situações muito diferentes, em geral, motivo de embaraço, vergonha ou pudor. Mas, essas duas, três pessoas, não mais, não me julgariam, não me avaliariam a partir do que é risível, maldoso, infantil e tosco em mim. Acumulariam apenas esse facto onde juntam todos os outros, num saco que já não comunica com o incondicional afecto, com a Amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a convivência, movida pelo amor, pela paixão, pelo devaneio passageiro… termina, em regra, estabelece-se um novo espaço, uma distância operativa para o fim que se decretou. Não se busca a co-presença (&lt;em&gt;ou, então procura-se “acidentalmente”, só para ver mais uma vez…&lt;/em&gt;). Deixa de se contribuir massivamente para o enriquecimento das redes móveis, à custa de sms de “só para enviar um beijo…”, de telefonemas sem razão, ou melhor, com a única que vale a pena, “era só para ouvir a tua voz…”. É assim que deve ser. Mas, sabemos que não o é, quando a cidade ou um confinado quarto de subúrbio gritam uma presença que já não deve existir. Sabemos que assim não é, quando nos aventuramos num espaço que sabemos ser habiual dessa ausência e fingimos surpresa quando ela se materializa no corpo que já lá não está. Sabemos que assim não é, quando o ritmo a que o sangue se passeia no corpo aumenta &lt;em&gt;inexplicavelmente&lt;/em&gt;, apenas porque “aquele carro vermelho é do…”, até a vista nos informar da combinação atribuída pela DGV ao veículo e a dança vermelha no interior do corpo regressar ao compasso lento (e um pouco mais triste) que lhe é habitual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre a partida se anuncia no território. Por vezes, já apartados, apertamo-nos em rotinas que inevitavelmente se cruzam, a sala de aula? o local de trabalho? … Onde é que se arruma o olhar, nesta circunstância? Onde é que se constroi o edifício do esquecimento de um corpo que diariamente se passeia na retina? Como é que se interrompe a torrente de pensamentos “por que é está a rir? por que é que está tão sério? or que é não olha? por que é olha?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve alturas em que pensava esta ténue ou férrea inscrição do Outro no espaço se solucionava mudando de cidade, mudando de país, cortando de vez com a ligação ao território que alimentava tudo o resto numa ininterrupta vertigem de articulação. Mas, como é que é possível fazer isso hoje? Mesmo quando (por sorte) já não se comunga de um local onde os corpos esbarram, mesmo quando já se eliminaram os números de telefone, da memória do mesmo (&lt;em&gt;embora ainda subsistam numa outra...&lt;/em&gt;), quando no mero gesto de um click ordinário, bisbilhoteiro e voyerista acedemos a uma despudorada página internética onde aquela vida ausente jaz escarrapachada?&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208447088896522146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SEgfCCUYN6I/AAAAAAAAAP8/IzmQPFvGHmM/s400/Off+mode_Rattus.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: "Off mode", Rattus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-2363566490421128721?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/2363566490421128721/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=2363566490421128721' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/2363566490421128721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/2363566490421128721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/06/longe-da-vista-perto-de-um-click.html' title='Longe da vista... perto de um click'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SEgfCCUYN6I/AAAAAAAAAP8/IzmQPFvGHmM/s72-c/Off+mode_Rattus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-734551365890948266</id><published>2008-06-04T22:09:00.005+01:00</published><updated>2008-06-04T22:15:22.566+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outros futebóis'/><title type='text'>Rock junto ao rio (por um mundo não muito pior, vá!)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pelos vistos a cidade siamesa do Porto, decidiu animar a malta e propõe, para os dias 17, 18 e 19 de Julho um &lt;a href="http://www.festivalmaresvivas.com/"&gt;festival&lt;/a&gt;, na margem do rio, pelo preço (&lt;em&gt;bem mais amigo&lt;/em&gt;) de 30 euros (&lt;em&gt;sim, para os três dias!&lt;/em&gt;!) e com um alinhamento (&lt;em&gt;algo requentado, é certo!&lt;/em&gt;) que não será de desprezar:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208136934372125474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SEcE8qrXqyI/AAAAAAAAAP0/VAfYKdOs_mE/s400/bandas.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;EU&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;(só não) &lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;strong&gt;VOU&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; (se não puder…)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-734551365890948266?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/734551365890948266/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=734551365890948266' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/734551365890948266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/734551365890948266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/06/rock-junto-ao-rio-por-um-mundo-no-muito.html' title='Rock junto ao rio (por um mundo não muito pior, vá!)'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SEcE8qrXqyI/AAAAAAAAAP0/VAfYKdOs_mE/s72-c/bandas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-429243871036582039</id><published>2008-06-03T23:05:00.010+01:00</published><updated>2008-06-03T23:40:34.629+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resoflexões'/><title type='text'>Contra(o)tempo</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SEXCLxuUJkI/AAAAAAAAAO0/cWux2j4kUNU/s1600-h/C0032317.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207782051705792066" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SEXCLxuUJkI/AAAAAAAAAO0/cWux2j4kUNU/s320/C0032317.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Este blog teve um irmão que não sobreviveu aos dois primeiros posts. Quer dizer, provavelmente, ainda tem, mas eu abandonei-o, porque não tinha como o sustentar. Deixei-o, esqueci-me do seu nome e do caminho para lá chegar. Sei que, já na altura (&lt;em&gt;aí, quê, há uns três anos ou mais&lt;/em&gt;), o nome já tinha alguma coisa a ver com &lt;em&gt;tempos&lt;/em&gt;, porque eu e o dito cujo temos uma relação antagonicamente umbilical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A este, acho que lhe quis chamar &lt;em&gt;tempos que correm&lt;/em&gt;, mas descobri que esse nome já existia e dava nome ao blog de &lt;a href="http://blog.miguelvaledealmeida.net/"&gt;Miguel Vale de Almeida&lt;/a&gt;, antropólogo, que aborda de uma forma notável os mais diversos temas da actualidade política e social. Pensei, “pois, &lt;em&gt;tempos que correm&lt;/em&gt; é uma designação bastante acertada para falar disso, mas não é disso que quero falar. Aliás, eu gostava era de ter tempo para andar devidamente informada, ter tempo para reflectir sobre o que se passa à minha volta, ter tempo para produzir uma opinião que originasse dois parágrafos com pés e cabeça".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, num e-mail muito amável e deveras lisonjeiro, alguém tropeçava num &lt;em&gt;lapsus linguae&lt;/em&gt; soberbo, que originou um imediato segundo e-mail explicitando a devida desculpa, porque o assunto da primeira missiva falava de &lt;em&gt;tempos que fodem!&lt;/em&gt; Ora, pensei eu, “isso é que era um nome fantástico, como é que não me lembrei disso na altura do baptismo?!?”. Retorqui imediatamente, “nã, estes tempos não copulam tanto como gostariam e um blog monotemático exige uma especialização que &lt;em&gt;ainda&lt;/em&gt; (sublinhe-se o esperançoso e optimista &lt;em&gt;ainda&lt;/em&gt;) não tenho. Numa outra acepção da dita classificação dos tempos, está bem que há uns que são maus, chatos, isto é, fodidos, mas também há outros bons e assim ficaria desajustado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá me conformei com os tempos que fogem, porque, para mim, a expressão não&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SEXEJ1k9GoI/AAAAAAAAAO8/K_Q9rsKxqKs/s1600-h/LS021322.jpg"&gt;&lt;/a&gt; poderia ser mais adequada. O meu problema com o tempo remonta até onde a minha memória me alcança. Até&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SEXFEitf9PI/AAAAAAAAAPM/DKQfN8I2ozU/s1600-h/bxp196533.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207785225951638770" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SEXFEitf9PI/AAAAAAAAAPM/DKQfN8I2ozU/s320/bxp196533.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; aos seis anos, ficava em casa dos meus avós que habitam a uma curta distância dos meus pais. Ignoro as manhãs em que a minha mãe se degladiava com o relógio e uma criança pequena indiferente a esse ritmo. Sei que, em casa dos meus avós, o tempo se moldava como plasticina entre as minhas mãos. Havia ritmos mais ou menos definidos que coincidiam quase exclusivamente com as refeições. Ora, como já na altura comer era um puro acto de deleite e prazer, as horas das refeições não constituíam um problema. Eu domava o relógio com um pequeno chicote que ainda ignorava o tamanho da fera. Até ao dia em a escola desferiu um primeiro e rude golpe no meu edifício de vontade (julgado) intemporal. A escola impunha um horário que tinha de se cumprir, gritava uma ordem às tarefas e um ritmo que não admitia desvios: acordar, tomar banho, lavar dentes, vestir, pentear (&lt;em&gt;eterno suplício materno de riças e lágrimas para desenhar duas grossas tranças&lt;/em&gt;), tomar o pequeno-almoço, pegar na mochila, caminhar, chegar, sentar, abrir livros, ouvir, aprender no período estipulado, fazer os exercícios rápida e certeiramente, ouvir a campainha, esticar os 30 minutos do recreio… Começou aí a enrijecer a plasticina do tempo, até hoje ser mármore fria que constantemente se me escapa dos dedos e se estilhaça no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho à minha volta, com o autismo infantil que, pelo menos agora, me caracteriza e não vejo ninguém com idêntica dificuldade. É sempre, mas sempre num esforço de Sisífo que procuro cumprir com um tempo que desde há muito não agarro com jeito. É sempre, mas sempre, com a fatalidade de um castigo divino, que o mármore se me escapa dos dedos e rola pela escarpa abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SEXHv9mwRGI/AAAAAAAAAPc/VpoviMFmZ9o/s1600-h/BU010077.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207788170928735330" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SEXHv9mwRGI/AAAAAAAAAPc/VpoviMFmZ9o/s320/BU010077.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Este paleio todo para dizer que ainda estou a braços com uma tese que disse acabar em Dezembro e, depois, em Abril, e, depois, em Maio... Isto para dizer que, desde Dezembro e, depois, Abril, e, depois, Maio, que finalmente penso que vou telefonar às pessoas de quem gosto e que há tanto não ouço, que vou finalmente cumprir com as dezenas de “sim, quando eu acabar a tese, a ver se tomamos um cafezinho e pomos a conversa em dia”, que vou finalmente passar fins de semana a cozinhar pequenos banquetes caseiros para receber os meus amigos, que vou finalmente ler sem culpa os outros livros de que gosto e que nem conhecem a palavra ciência, que vou finalmente avançar para além das letras gordas do diário jornal que ainda insisto em comprar. Que vou finalmente alcançar o tempo e agarrá-lo com as duas mãos e voltar a moldá-lo como barro na forma da minha vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hummm, é por estas e por outras concepções idealistas que ele me escapa… &lt;a href="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SEXH-3cJ47I/AAAAAAAAAPk/0wJDG8Si75I/s1600-h/200192894-001.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207788584695397922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SEXIIDAafiI/AAAAAAAAAPs/e-9RM0N0KWQ/s320/200192894-001.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotos: &lt;a href="http://www.fotosearch.com.br/fotos-imagens/ampulheta.html"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-429243871036582039?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/429243871036582039/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=429243871036582039' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/429243871036582039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/429243871036582039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/06/contraotempo.html' title='Contra(o)tempo'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SEXCLxuUJkI/AAAAAAAAAO0/cWux2j4kUNU/s72-c/C0032317.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-3702399845305371988</id><published>2008-06-02T21:29:00.008+01:00</published><updated>2008-06-02T22:20:52.364+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Other business'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='E para os amigos'/><title type='text'>Matar-nos mais um bocadinho</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SERZJdsgyiI/AAAAAAAAAOc/mIlNv7U-HGg/s1600-h/Longest+Journey_Thorsten+Jankowski.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207385088272157218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SERZJdsgyiI/AAAAAAAAAOc/mIlNv7U-HGg/s400/Longest+Journey_Thorsten+Jankowski.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há uma pedra que cresce e que me afasta de ti. Alimenta-se dos sedimentos de silêncio e de incomunicação que depositamos entre nós. Agigantou-se de tal modo, que não nos permite estar na mesma divisão. Dilatou-se ao ponto de me expulsar da nossa cama, porque não cabemos lá os três. E tu insistes em não a quebrar. Teimas em não perceber que a minha força diminui e que os golpes que desfiro nessa montanha são cada vez mais inócuos e inofensivos. Viras a cara para não perceber que esse pedregulho me entala nas paredes da nossa casa, me esmaga na estreiteza da minha garganta. Desespera-me o esforço do gesto cansado que procura antecipar o que queres, o que te faz feliz. Desgasta-me o estado de alerta que não me deixa dormir, porque aguardo o sobressalto e a agitação em que ficarei, assim que ouvir a tua chave na porta, assim que o mundo declarar que vais invadir e que, a partir daí, se inicia a guerrilha terrorista da palavra, do movimento, do silêncio, da quietude que, a partir do inesperado, me ataca e transforma esta serenidade fria de alumínio numa lâmina que me atravessa a garganta. E tu, até aí, não dizes nada. Tu, depois disso, nada dizes. Nada muda. Colocamos a serenidade cortante em posição de ataque e volta tudo ao início, tudo a repetir-se: adivinhar-te, sobressaltar-me, vigiar-te, armadilhar-me, chorar-te, matar-nos mais um bocadinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos em tormento e tu insistes em virar a cara para o lado, para a frente para trás, para todo o lado menos para o animal em agonia em que nos transformamos. Porque não falas? Estarás bem assim? Será isto o que tu queres? Com certeza é, mas a mim não me basta. Para mim, basta! Para que acordes, para que percebas que isto assim não está bem, para que mudes provisoriamente durante duas semanas, para pelo menos ganhar um abraço, conquistar um olhar, arrancar-te uma palavra que me seja dirigida. Para que recordes o desespero gravado no corpo da última vez que estiveste próximo do abismo de me perder. Isso, essa memória vai fazer-te entender…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não. Já não há memória, já não há medo, já não há olhar e os teus braços não se movem para me abraçar. Os teus braços apoiam-se na pedra que nos separa, enquanto arremessas balbuciantes "não sei” a tudo o que pergunto. O teu corpo instala-se nessa maldita laje que nos separa para me atirar, sem aviso prévio, essa indiferença e apatia que desconheço. "Não sei"?!? Mas, então, há quanto tempo "não sabes"? Há quanto tempo te arrastas para casa como quem caminha para um covil de lobos? Há quanto tempo me magoas propositadamente? Há quanto "não sabes" e ainda assim fingias surpresa quando te dizia que não estávamos bem, que precisávamos de conversar? Há quanto tempo "não sabes" e eu me consumo sozinha neste pântano de culpa por não nos querer assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, que era só certezas, desfiz-me nesta espiral de loucura e irracionalidade que te vasculha os bolsos do casaco em busca de uma razão chamada Maria, Alexandra, Rosa... E eu, que só precisava de esboçar-te um olhar, indiciar-te um sorriso, para te ver rendido à paixão, perco-me neste catálogo de artifícios de sedução inúteis perante a força da tua indiferença. E eu, sempre a poupar-te, porque tu sofrerias mais, tu eras o eterno e desajeitado apaixonado. E eu, sem dúvida, acharia fácil deixar-te partir, até ao momento em que descobri que já cá não estavas, que tinhas abalado numa noite que desconheço, sem dizer adeus, como um ladrão, roubando-me o que me pertence: o poder de decretar a tua partida. Porque, agora, estou refém deste quarto vazio, confundindo as migalhas com o bolo, misturando o amor com o apego, Achando que, perante esta dor, a felicidade é adivinhar-te, sobressaltar-me, vigiar-te, armadilhar-me, chorar-te, matar-nos mais um bocadinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se a História e as histórias são pedagogos eficazes dos afectos, das emoções e dos sentimentos. A &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Compaix%C3%A3o"&gt;compaixão&lt;/a&gt; redigiu esta história que não é minha, mas podia ser, porque é de alguém muito próximo que nunca imaginaria (e que nunca se imaginaria) encontrar no enredo que vive nestes dias difíceis, lodosos e cinzentos. Que o sorriso, com que pintas de azul os dias, se desenhe novamente no teu rosto, D.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: "Longest Journey" de Thorsten Jankowski.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-3702399845305371988?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/3702399845305371988/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=3702399845305371988' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/3702399845305371988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/3702399845305371988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/06/matar-nos-mais-um-bocadinho.html' title='Matar-nos mais um bocadinho'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SERZJdsgyiI/AAAAAAAAAOc/mIlNv7U-HGg/s72-c/Longest+Journey_Thorsten+Jankowski.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-7079557484997225948</id><published>2008-05-29T18:56:00.001+01:00</published><updated>2008-05-29T18:58:33.746+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><title type='text'>Vuelvo al sur</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Vuelvo al Sur,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;como se vuelve siempre al amor,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;vuelvo a vos, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;con mi deseo, con mi temor...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Era bom, não era?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois, mas este regresso ao sul, não para aquilo que o Piazzolla pensa…&lt;br /&gt;Os compromissos laborais empurram-me para terras alentejanas. Se estivesse bom tempo, seguramente, passaria lá o fim-de-semana. Mas, com este Inverno que insiste em não perceber que já não é bem-vindo, não há nada a fazer. Excepto, claro… deliciar-me com aquele pão divino, as azeitonas, as migas, a açorda, a carninha de porco preto… nham, nham.&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205860194493450770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SD7uQ9sgyhI/AAAAAAAAAOU/dhlCT5YAgEs/s400/gastronomiabanner.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-7079557484997225948?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/7079557484997225948/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=7079557484997225948' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/7079557484997225948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/7079557484997225948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/05/vuelvo-al-sur.html' title='Vuelvo al sur'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SD7uQ9sgyhI/AAAAAAAAAOU/dhlCT5YAgEs/s72-c/gastronomiabanner.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-3466345159467953949</id><published>2008-05-28T15:10:00.004+01:00</published><updated>2008-05-28T15:23:45.213+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outros futebóis'/><title type='text'>Crash</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Após uma semana de subjectivo mal-estar difuso, de origem esparsa e vagamente compreendida, sucede-se o culminar objectivo e factual da indisposição.&lt;br /&gt;A sexta-feira anunciava-se precocemente finita, após estadia prolongada em funesto local de trabalho. Os amigos, mais concretamente, o apelo genuíno de uma amiga, fizeram-me adiar o projecto acalentado de ir para casa às onze e meia (a uma sexta à noite!! Não me recordo da última vez que tal aconteceu). O acto de protelar o regresso a casa sucedeu-se hora após hora, acontecendo apenas às seis e meia da manhã. Já o dia despontava e as ruas húmidas e cinzentas da cidade acolhiam tímidos movimentos antagónicos: uns encetavam o desejado regresso a casa e o encontro já atrasado com o sono; outros, abandonavam os braços de Morfeu e iniciavam o desfile dos compromissos laborais.&lt;br /&gt;Ia assim, absorta em pensamentos inócuos e incompletos, que estancavam num semáforo vermelho. Os semáforos costumam ser os locais onde testo os meus reflexos &lt;em&gt;Fittipaldinescos&lt;/em&gt;: fico muito atenta às movimentações luminosas e, assim, que a mudança ocorre, o carro desloca-se com uma primeira ágil e desenvolta transformação de velocidade. Normalmente, sorrio satisfeita: fui a primeira a arrancar. Costuma durar pouco, porque o meu chasso utilitário rapidamente é ultrapassado por cilindradas capitalistas: Humpf! Já me tinha detido algumas vezes a pensar no movimento oposto: isto é, nos colegas que dilatam a permissão do verde, até ao amarelo intermitente e ao proibitivo vermelho. Estas vontades contrárias um dia haveriam de chocar. Um dia, foi no sábado…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205431363483781634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SD1oPtsgygI/AAAAAAAAAOM/5gkuNxbukik/s400/Sem%C3%A1foro_Padroense.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já em movimento, pelo canto do olho, percebi, em instantes temporais que se dilatavam, que o choque seria inevitável. Em transversal e hiper estado de alerta, o corpo reage com uma inusitada rapidez e as sinapses sucedem-se de uma forma alucinante. Recordo esses instantes, como longos e lentos momentos em que pude pesar diversas alternativas e decisões: travar e, ainda assim, saber de antemão que não seria suficiente… Crash! Menos mal, foi só chapa, gritava o meu lado optimista… Ai o c&lt;span style="font-family:webdings;"&gt;arago&lt;/span&gt;, vociferava o meu lado realista (e tripeiro), enquanto constatava que a apólice do meu colega condutor se encontrava caducada… Coitado do senhor, vê-se pelo carro de um modelo que já não se fabrica, pela ausência de alguma dentição frontal e pelo horário madrugador de labuta ao fim-de-semana que não tem pais ricos, não ganhou a lotaria e o BES não lhe empresta 5 euros que sejam, gritava a minha costela das questões sociais de esquerda. Não tem seguro, vai de transportes públicos e não se arrisca a passar um vermelho e a prensar-me em chapa barata, vociferava a minha costela individualista e &lt;em&gt;self-made-man&lt;/em&gt; de direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ando com tempo, nem espaço mental para resolver aporias, mas já me fui mentalizando que o subsídio de férias tem destino certo: vai para a garagem do meu mecânico e eu fico a beber daiquiris em praias longínquas e paradisíacas? Não, copos de água, pedidos com jeito e especial favor numa barraca das praias de Leça, com vista para a refinaria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até para o azar é preciso ter sorte ou dinheiro!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: "Semáforo", de Padroense&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-3466345159467953949?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/3466345159467953949/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=3466345159467953949' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/3466345159467953949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/3466345159467953949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/05/crash.html' title='Crash'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SD1oPtsgygI/AAAAAAAAAOM/5gkuNxbukik/s72-c/Sem%C3%A1foro_Padroense.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-5819841411409284939</id><published>2008-05-21T16:16:00.007+01:00</published><updated>2008-05-21T16:32:32.268+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tempo de excertos'/><title type='text'>Acha-me!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SDRADbwc08I/AAAAAAAAAOE/EncvYJxBaQY/s1600-h/Caama^no+Castro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202853897254523842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SDRADbwc08I/AAAAAAAAAOE/EncvYJxBaQY/s400/Caama%5Eno+Castro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SDQ9sbwc07I/AAAAAAAAAN8/Ezi76Y1K5Es/s1600-h/Caama^no+Castro.jpg"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;Não sei como dizer-te que minha voz te procura&lt;br /&gt;e a atenção começa a florir, quando sucede a noite&lt;br /&gt;esplêndida e vasta.&lt;br /&gt;Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos&lt;br /&gt;se enchem de um brilho precioso&lt;br /&gt;e estremeces como um pensamento chegado. Quando,&lt;br /&gt;pelo pressentir de um tempo distante,&lt;br /&gt;e na terra crescida os homens entoam a vindima&lt;br /&gt;- eu não sei como dizer-te que cem ideias,&lt;br /&gt;dentro de mim, te procuram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as folhas da melancolia arrefecem com astros&lt;br /&gt;ao lado do espaço&lt;br /&gt;e o coração é uma semente inventada&lt;br /&gt;em seu escuro fundo e em seu turbilhão de um dia,&lt;br /&gt;tu arrebatas os caminhos da minha solidão&lt;br /&gt;como se toda a casa ardesse pousada na noite.&lt;br /&gt;- E então não sei o que dizer&lt;br /&gt;junto à taça de pedra do teu tão jovem silêncio.&lt;br /&gt;Quando as crianças acordam nas luas espantadas&lt;br /&gt;que às vezes se despenham no meio do tempo&lt;br /&gt;- não sei como dizer-te que a pureza,&lt;br /&gt;dentro de mim, te procura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a primavera aprendo&lt;br /&gt;os trevos, a água sobrenatural, o leve e abstracto&lt;br /&gt;correr do espaço –&lt;br /&gt;e penso que vou dizer algo cheio de razão,&lt;br /&gt;mas quando a sombra cai da curva sôfrega&lt;br /&gt;dos meus lábios, sinto que me faltam&lt;br /&gt;um girassol, uma pedra, uma ave – qualquer&lt;br /&gt;coisa extraordinária.&lt;br /&gt;porque não sei como dizer-te sem milagres&lt;br /&gt;que dentro de mim é o sol, o fruto,&lt;br /&gt;a criança, a água, o deus, o leite, a mãe,&lt;br /&gt;o amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que te procuram."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Tríptico II, Herberto Helder&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: Camaaño Castro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-5819841411409284939?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/5819841411409284939/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=5819841411409284939' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5819841411409284939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5819841411409284939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/05/acha-me.html' title='Acha-me!'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SDRADbwc08I/AAAAAAAAAOE/EncvYJxBaQY/s72-c/Caama%5Eno+Castro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-3108322254627167226</id><published>2008-05-20T19:24:00.002+01:00</published><updated>2008-05-20T19:35:15.124+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J. Business'/><title type='text'>Cansa-me (outra vez...quem sabe)</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SDMXwrwc04I/AAAAAAAAANk/M_ORmZ-lKaQ/s1600-h/a+escada+do+desespero_arlinda+mestre.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202528119690154882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SDMXwrwc04I/AAAAAAAAANk/M_ORmZ-lKaQ/s400/a+escada+do+desespero_arlinda+mestre.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cansa-me o que se repete, mesmo quando não é igual. Cansa-me o movimento idêntico, a replicação cansada do gesto desacreditado. Cansa-me o precário equilíbrio oscilante, negociado sem rede. Cansam-me as falsas partidas e as advertências (sempre) tardias do juiz de linha, porque o empenho já se encontrava depositado em todo o mais ínfimo músculo em tensão. Hoje, não quero mais falsos começos. Hoje, não quero mais fins disfarçados de (re)inícios requentados, celebrados com a cerimónia da refeição em casa estranha. Amanhã, não sei… Mas, hoje é o desafio da permanência provisória, da perenidade temporária, do infinito a prazo que quero aprender.&lt;br /&gt;Ainda assim, custa dizer &lt;em&gt;adeus&lt;/em&gt;, quando o sorriso de um &lt;em&gt;olá&lt;/em&gt; recente ainda jaz na boca.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: A Escada do Desespero de Arlinda Mestre&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-3108322254627167226?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/3108322254627167226/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=3108322254627167226' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/3108322254627167226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/3108322254627167226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/05/cansa-me-outra-vezquem-sabe.html' title='Cansa-me (outra vez...quem sabe)'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SDMXwrwc04I/AAAAAAAAANk/M_ORmZ-lKaQ/s72-c/a+escada+do+desespero_arlinda+mestre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-5274258507693851402</id><published>2008-05-20T16:36:00.004+01:00</published><updated>2008-05-20T16:46:02.759+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='E para os amigos'/><title type='text'>Os feios que me perdoem...</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SDLxOrwc03I/AAAAAAAAANc/PWBe0Dut-xE/s1600-h/bbaward+(2).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202485754132747122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="193" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SDLxOrwc03I/AAAAAAAAANc/PWBe0Dut-xE/s320/bbaward%2B%25282%2529.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;... mas, beleza é fundamental e, &lt;em&gt;ervilhicamente&lt;/em&gt; falando, esta blogger é despigmentadamente bonita... &lt;a href="http://ervilhasalbinas.blogspot.com/"&gt;Ele&lt;/a&gt; lá sabe...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Eu sei que fico (como dizem os brasileiros) "sem jeito" perante cumprimentos e elogios. Ocorre-me um insuficiente, muito ruborizado e lírico, &lt;em&gt;obrigada&lt;/em&gt; de menina...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-5274258507693851402?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/5274258507693851402/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=5274258507693851402' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5274258507693851402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5274258507693851402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/05/os-feios-que-me-perdoem.html' title='Os feios que me perdoem...'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SDLxOrwc03I/AAAAAAAAANc/PWBe0Dut-xE/s72-c/bbaward%2B%25282%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-2368199128234928373</id><published>2008-05-19T13:21:00.004+01:00</published><updated>2008-05-19T15:09:31.214+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resoflexões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J. Business'/><title type='text'>O tempo do presente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um presente transporta sempre consigo uma dedicatória acoplada. Com uma oferenda, estabelecemos uma ponte física entre nós e o Outro: há uma coisa, escolhida, tocada por nós que se desloca até ao toque do Outro, escolhido óbvio do nosso desejo, da nossa vontade, da nossa preferência. A intenção da dedicação está lá também, muda ou em letras capitalmente escritas. Tem de ser medida até à mais ínfima grama: não a queremos inócua e sem significado, mas também não a desejamos traidora, delatora total do delírio em que nos encontramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;a href="http://temposquefogem.blogspot.com/2008/05/especulativamente.html"&gt;meu presente &lt;/a&gt;foi recebido na sexta-feira e, nesse dia, o encontro deu-se sem marcação prévia, não por obra e graça do destino, mas porque os passos, nesta cidade, tendem a ser decalcadamente idênticos. Esqueçamos a explicação lógica e agarremo-nos à deslumbrante força da racionalidade do destino. Sem falar, sem combinar, estamos aqui, outra vez, no espaço onde a dança do corpo nos juntou. Dançamos novamente… “&lt;em&gt;Tinha acabado de te enviar uma mensagem…&lt;/em&gt;” Afirmação sincronicamente confirmada pela vibração sentida no bolso da trás das minhas calças. “&lt;em&gt;Mais uma vez, estou neste antro de perdição e só penso em ti. Só em Ti! Quem me dera estares aqui. Vem ter comigo! Beijos… dos nossos&lt;/em&gt;”. E eu, ali estava, antecipando as ordens desconhecidas daquela sms, ainda incrédula com aquela coincidência, mais do que provável… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202063417113629506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SDFxHbwc00I/AAAAAAAAANE/ntnGXTl8CJI/s400/%2523PP_PORTO_01.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fim de festa. Dia aberto na cidade ainda a espreguiçar-se, ainda a esboçar movimentos tímidos e frios. Pequeno-almoço na confeitaria possível, junto ao ícone do burgo. Falamos da coincidência deste encontro. Falamos da dedicatória acoplada ao presente que te havia enviado… Os olhos, agora humedecidos, denunciam o emocionado agrado que ele te causou. A boca, ainda lenta e adormecida pelo álcool, adverte cautela, pronuncia-se sobre “o cuidado” que eu devo ter… O indizivelmente paternalista, “&lt;em&gt;tem cuidado contigo&lt;/em&gt;”, costuma servir uma de duas funções: uma vez dito, iliba o emissor de eventuais responsabilidades sobre o que possa vir a acontecer, por outro lado, o cuidado feito voz, não escolhe destinatário, é uma advertência para quem o diz também (&lt;em&gt;não me posso esquecer que preciso ter cuidado&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguem-se mais frases habitualmente usadas em enredos desta natureza: “não tenho nada para dar”; “não tenho expectativas”; “não me quero envolver”. Surge a vaga e insuficiente explicação da dor passada, como sustentáculo da postura que se procura consolidar no presente e no futuro. &lt;em&gt;Como se a vida se amordaçasse com os frágeis açaimes que lhe destinamos…&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste caminho, duas vias possíveis emergem com clareza. Vou ignorar, registar e assobiar para o lado, é a minha história e quem define o argumento sou eu. Escolho a outra e insisto. Eu também não sei o que tenho para dar. A última coisa que procurava e achava que iria encontrar neste momento seria a intenção de me envolver. Mas, eu tenho vontade de me deixar levar, de me deixar ir nesta história, cujo início anunciava precocemente um fim. E não tem sido assim, não é? Então, o que eu te pergunto é o que é que tencionas fazer quando, e se, o momento se dilatar para outros espaços: vais decepá-lo ou permitir que ele cresça, sem agenda e programa definido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uns olhos que me fitam com incredulidade, há um abraço que me ampara o corpo que treme no declive dessa manhã fria. “&lt;em&gt;Ainda por cima, és brilhante, és tão inteligente. Não podias ser uma burrinha qualquer?!&lt;/em&gt;”. Sorrio, afastando o embaraço com uma piada transparente: “&lt;em&gt;Tu é que insistes em ignorar as minhas raízes capilarmente loiras&lt;/em&gt;”.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Olha para mim, a ser burra que nem um cepo e a dar-te a mão e a puxar-te para o interior do táxi, enquanto anuncio a minha morada. Olha para a torre dos Clérigos que nos observa lá do alto, enquanto se interroga: por que é as pessoas insistem em complicar o que é simples, o que é claro, por que é se refugiam em esconderijos frágeis e armaduras inúteis… A Torre a antecipar-se à minha espiral reflexiva e adivinhar a pena que sentiria por saber que este não é o momento para eu resgatar futuros, junto a quem insiste por decreto, em não descolar de passados e a permitir-se apenas mergulhar timidamente no cálido líquido do presente. A Torre a lamentar, antes de mim, que não me apeteça lançar-me nesse longo e potenciamente infrutífero empreendimento demonstrativo de que 1 e 1, também podem ser 3... &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: Paulo Pimenta&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-2368199128234928373?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/2368199128234928373/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=2368199128234928373' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/2368199128234928373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/2368199128234928373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/05/o-tempo-do-presente.html' title='O tempo do presente'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SDFxHbwc00I/AAAAAAAAANE/ntnGXTl8CJI/s72-c/%2523PP_PORTO_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-156595234824502521</id><published>2008-05-16T15:15:00.009+01:00</published><updated>2008-05-16T17:47:27.189+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J. Business'/><title type='text'>Especulativamente</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SC25u7wc0zI/AAAAAAAAAM8/MHEbLunIGc0/s1600-h/isgeuoh83160508135942photo00.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201017360648819506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SC25u7wc0zI/AAAAAAAAAM8/MHEbLunIGc0/s400/isgeuoh83160508135942photo00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SC2XMbwc0yI/AAAAAAAAAM0/_UMo0Wse7ME/s1600-h/isgeuoh83160508135942photo00.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Talvez com excepção do reduto bolsista, creio que a actividade especulativa, raramente gera dividendos proveitosos. Dou comigo a fazê-lo, sem ganhar nada, mas nada, com isso…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Facto: Enviei a &lt;a href="http://temposquefogem.blogspot.com/2008/05/desencaixilhando.html"&gt;dita cartinha e o dito cedêzinho&lt;/a&gt;, a quem de direito e…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espiral especulativa: Os CTT são um serviço terceiro-mundista, funcionando com atrasos colossais e ainda não chegou. Ou... Os CTT estão calibrados como um relógio suíço e, no dia seguinte, a encomenda repousava na caixa do destinatário, mas… A carta chegou e ele ainda não foi ver o correio… resta esperar. Ou... A carta chegou, ele foi ver o correio e… Pensou, “iac, que ideia peregrina”, nunca mais quero falar com esta maluca". Ou... Pensou “iac, que ideia peregrina”, ver se lhe pergunto o que lhe passou pela cabeça, mas mais tarde, quando a medicação lhe estiver a fazer efeito". Ou... Pensou, “olha, é fofo, que ideia gira, mulher linda, brilhante, sublime… Como é que lhe hei-de retribuir… Vou começar por me prostrar aos seus pés, subindo por aí a fora..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puff! Vou ali, resgatar as minhas economias, no valor de 5 euros e comprar duas acções da Galp, pelo menos sei que aí estarei em alta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: APF (ou lá o que é)...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-156595234824502521?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/156595234824502521/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=156595234824502521' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/156595234824502521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/156595234824502521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/05/especulativamente.html' title='Especulativamente'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SC25u7wc0zI/AAAAAAAAAM8/MHEbLunIGc0/s72-c/isgeuoh83160508135942photo00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-4042862147266364587</id><published>2008-05-15T18:49:00.001+01:00</published><updated>2008-05-15T18:51:17.124+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><title type='text'>Wishful thinking</title><content type='html'>&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;&lt;strong&gt;"Maio molhado, verão ensolarado!"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Oxalá exista este ditado popular, acabado de inventar...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-4042862147266364587?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/4042862147266364587/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=4042862147266364587' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4042862147266364587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4042862147266364587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/05/wishful-thinking.html' title='Wishful thinking'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-7514943398180354739</id><published>2008-05-14T20:21:00.003+01:00</published><updated>2008-05-14T23:52:56.250+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outros futebóis'/><title type='text'>O cubo e o mágico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em jeito de bombeira, dou comigo constantemente a apagar os pequenos fogos que pululam na instituição pirómana em que laboro. Um dos últimos visava deslocar-me à apresentação pública de um programa de financiamento em que figuraria a senhora ministra da educação. Aprecio particularmente a forma como a questão é colocada às 11 da manhã, por quem melhor do que ninguém deveria conhecer o meu trabalho (vulgo &lt;em&gt;patrão&lt;/em&gt;, eufemisticamente designado de &lt;em&gt;coordenador&lt;/em&gt;): “&lt;em&gt;tens assim um dia muito ocupado?&lt;/em&gt;”, “&lt;em&gt;nã, eu só vim cá ver a bola e apreciar o serviço da máquina de vending, inebria-me esta águazinha acastanhada de bebida com sabor a café…&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Às 15 horas lá estava eu no dito sítio… Bom, na verdade, cheguei passavam 20 minutos, porque estas coisas nunca começam a horas, justamente, porque pessoas como eu nunca se apresentam a horas e (&lt;em&gt;pescadinha de rabo na boca&lt;/em&gt;) segue por aí a fora... Sala acanhada, ministra igual a si própria, inexpressiva e impertubável com o facto de a &lt;em&gt;comunidade científica&lt;/em&gt; aqui, da terra, se fazer representar por uma dúzia de gatos pingados (&lt;em&gt;eram mesmo 12, eu contei!&lt;/em&gt;). A peça não prometia: não gostei do cenário e ainda menos das personagens, ostentando figurinos tacanhos e cinzentos que hostilizavam visualmente as minhas calças de ganga e respectivas sapatilhas. Os olhares reprovadores acalmaram-se na repetição de um provável mantra silencioso: “ah-é-jovem-e-tal… ah-é-jovem-e-tal...”&lt;br /&gt;Ora muito bem, aquilo devidamente espremido é o seguinte: diz que o ministério da educação, de há uns tempos a esta parte, recolhe dados, informações, estatísticas, rankings e &lt;em&gt;mai-não-sei-o-quê&lt;/em&gt;. Diz que é preciso, porque há uma tal de União Europeia e OCDE que, vira e mexe, pedem os numerozinhos para &lt;em&gt;ver-se-o-meu-é-maior-que-o-teu&lt;/em&gt;... Diz que aqui, o povo lusitano, não fica lá muito favorecido na estatística foto de família. Oh diacho! Há um tal insucesso escolar que se cola ao país, como um adolescente se agarra ao seu telemóvel. Mas, o que é que sucede: aquela parafernália de dados pode ser tratada de formas muito diferentes (&lt;em&gt;os números são assim volúveis, voláteis... enfim, pequenas putas moldáveis aos caprichos dos clientes&lt;/em&gt;). Diz que a “comunidade científica” domina esta cena das análises. Vai daí, &lt;em&gt;tomai e comei&lt;/em&gt; um programa de financiamento, com panfleto político acoplado e tudo (&lt;em&gt;só não lê quem não quer… embora, tal como nos contratos de créditos manhosos, estas letras sejam pequeninas&lt;/em&gt;). Estes dados, a que actualmente ninguém tem acesso, serão protocolarmente cedidos às instituições que tutelem as candidaturas aprovadas. Claro está, esses dados serão unicamente tratados de acordo com as linhas de investigação aprovadas à luz dos critérios e finalidades prescritos pelo ministério, obviamente.&lt;br /&gt;Não fosse o povo (&lt;em&gt;doutorado na sua maioria, é certo, mas povo, na mesma&lt;/em&gt;) não ter percebido, o senhor da Direcção Geral não-sei-das-quantas ilustra o que se pretende, com “um pequeno exemplo”:&lt;br /&gt;Ora vejam aqui, os dados do PISA (estudo internacional sobre os conhecimentos e as competências dos alunos de 15 anos nos domínios da leitura, matemática e ciências). O que é que acontece quando desagregamos estes dados? Como Portugal tem das mais altas taxas de reprovação, há um elevado número de alunos com 15 anos a frequentar o 7º ano de escolaridade, cujo &lt;em&gt;score&lt;/em&gt; ronda valores próximos do México e do Brasil. Mas, quando comparamos estes alunos (com 15 anos a frequentar o 7º ano) com os alunos na mesma situação dos países do sul da Europa, nós estamos à frente! (&lt;em&gt;Ah, pois é, entre os que reprovam, ninguém nos bate, pensei&lt;/em&gt;). Passa-se o mesmo no 8º ano. No 9º, já não, porque com 15 anos e no 9º ano a coisa já anda &lt;em&gt;ela-por-ela&lt;/em&gt; com os outros países. Conclusão: estão a ver como até nem estamos assim tão mal, se estes alunos não tivessem reprovado, os resultados eram muito diferentes (&lt;em&gt;Ahhh! Pois… Ehhh... É só de mim, ou continuamos sem sair do sítio?! &lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, eu percebo! Quando eu era mai-nova houve um infeliz qualquer que me ofereceu um cubo mágico. Eu rodava, rodava, rodava e não havia maneira de aquilo ficar direito. O que é que eu fiz? Declarei-me inábil e disposta a aprender, tentando sempre até conseguir? Nã… Tenho muito jeitinho de mãos, descolei os autocolantes coloridos e dispu-los como mandava a regra, alinhados por faces cromaticamente iguais, que disfarçavam a minha incapacidade para resolver o quebra-cabeças. Estava lá, físico, palpável, visível e indesmentivelmente resolvido... Parece, não parece? Pois, mas, não é!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200316348971668242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SCs8Krwc0xI/AAAAAAAAAMs/aEJn3NVZu6s/s400/Helga+Carina+Correia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: Helga Carina Correia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-7514943398180354739?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/7514943398180354739/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=7514943398180354739' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/7514943398180354739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/7514943398180354739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/05/o-cubo-e-o-mgico.html' title='O cubo e o mágico'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SCs8Krwc0xI/AAAAAAAAAMs/aEJn3NVZu6s/s72-c/Helga+Carina+Correia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-354272830047412163</id><published>2008-05-13T20:31:00.003+01:00</published><updated>2008-05-13T21:45:43.767+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J. Business'/><title type='text'>(des)Encaixilhando</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SCnstLwc0wI/AAAAAAAAAMk/wYGweYT9jTg/s1600-h/Hugo_Tinoco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199947505770222338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SCnstLwc0wI/AAAAAAAAAMk/wYGweYT9jTg/s320/Hugo_Tinoco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não me contento com momentos emoldurados, dependurados nas frágeis curvas de &lt;em&gt;ses&lt;/em&gt;, estrategicamente colocados nos buracos das paredes, por forma a ocultarem a profundidade de tudo o que poderiam ter sido. Tendo a agarrar os momentos com as duas mãos, espremendo-os até às últimas gotas de possibilidade. Arranco-lhes promessas que ostento como os limites manifestos de um horizonte de possíveis.&lt;br /&gt;Não adianta, não durmo tranquila, não me alimento devidamente, não sossego, sabendo que ali, atrás daquela tela, se encontra uma fractura que grita por ser vivida. Ao contrário do quadro, a fractura raramente é bela. Está ali, rachando a parede e abrindo caminho para uma praia paradisíaca ou para um esgoto a céu aberto. Mas, é tão mais do que o quadro… tem cheiro, tem textura, tem sabor, tem movimento e ruído, com modulações, com o inexpectável, com tudo o que escapa à frame do momento …&lt;br /&gt;Curiosamente, não me arrependo de nenhuma das paredes escavacadas da minha casa. Quando regresso, reponho o quadro, tapo as fendas e durmo apaziaguada, porque ali está somente um quadro, belo, muito belo, belíssimo… mas um quadro que eu já vi(vi).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: Intróito auto-justificativo para o facto de ter "cumprido" com a minha "parte". Se os CTT cumprirem com a sua função, amanhã, há um senhor que, entre a Dica da Semana, a factura do Condomínio e os omnipresentes panfletos da Telepizza/Pizza Hut, receberá um disco do João Gilberto acompanhado de uma carta assim a puxar para (quase) aquele &lt;em&gt;ridículo&lt;/em&gt; de que falava o Pessoa. Quando eu me sentir ridícula e com vontade de me enfiar num armário de tanto embaraço, venho aqui, leio a &lt;em&gt;postazinha&lt;/em&gt; e... começo a escolher uma, das tantas pontes desta cidade, para me atirar... :)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: Hugo Tinoco&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-354272830047412163?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/354272830047412163/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=354272830047412163' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/354272830047412163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/354272830047412163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/05/desencaixilhando.html' title='(des)Encaixilhando'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SCnstLwc0wI/AAAAAAAAAMk/wYGweYT9jTg/s72-c/Hugo_Tinoco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-1609519084045827322</id><published>2008-05-12T19:37:00.007+01:00</published><updated>2008-05-12T20:35:22.874+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J. Business'/><title type='text'>Quando os pés não descolam do chão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SCiTD7wc0vI/AAAAAAAAAMc/enhFh_BgPv0/s1600-h/envelhece-se+mais+devagar+ao+anoitecer_Mariah.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199567465589035762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 142px; CURSOR: hand; HEIGHT: 225px" height="278" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SCiTD7wc0vI/AAAAAAAAAMc/enhFh_BgPv0/s320/envelhece-se+mais+devagar+ao+anoitecer_Mariah.jpg" width="249" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não sei explicar muito bem o que acontece no agora, no já. Não sei o que é, não sei o que vale. Desconheço quanto pesa. Ignoro se levita ou se deve ser enterrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que é uma inesperada nesga de luz cintilante que, comandada por uma vontade sem freios, nem normas, rasga o uniforme cinzento e previsível com que se farda o quotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tão… perfeito, é isso! É tão perfeito que não pode ser real, não pode ser palpável, não pode ser a bonança. Porque, se é, então, entretenho-me a antecipar a tempestade e começo a cerrar janelas, a verificar o ferrolho da porta, a contar os mantimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contenho-me.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As mãos procuraram papel e caneta de tinta preta e desenharam coisas tontas que receio não conseguir partilhar contigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;J., &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Obrigada, é uma daquelas palavras gastas de tanto uso inútil, circunstancial e oco, porque desprovido de um genuíno sentido de agradecimento. Na realidade, agradecer também não era exactamente o meu propósito. Mas, as palavras têm estas limitações, de apenas esboçarem de uma forma muito imperfeita e grosseira o que pensamos e sentimos.&lt;br /&gt;Feita esta ressalva, aquilo que eu quero dizer, na impossibilidade de inventar uma palavra mais fiel ao que pretendo exprimir, é: obrigada…&lt;br /&gt;Pelas inesperadas, surpreendentes e maravilhosas horas, em que o prazer desaguou em todos os minutos como um oceano, inundando e diluindo o tempo, arrastando-me e fazendo-me transbordar de mim, em ti.&lt;br /&gt;Envio um João (mas este é Gilberto) e, apesar de me fazer viajar, planando na sua voz doce, cheia e sublime, fica a anos luz, do deleite em que tu, mesmo sem palavras, me submerges de uma forma plena, completa… perfeita!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Perdi a conta aos bilhetes, às cartas, às surpresas que, por receio do ridículo, do medo de ser desmesurada, deixei de partilhar com quem de direito. Os destinatários foram-se todos. Mais leves, porque eu fiquei com os excessos, em caixas em que ainda tropeço. Não ficaram por se encontrarem mais ligeiros, não deixaram de partir pelo peso na bagagem e eu fiquei sempre com algo a mais, que não me pertence, a não ser que seja partilhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;To send or not to send&lt;/em&gt;, talvez dependa disto: de deixar de me tentar encaixar naquilo que eu acho que o outro quer, deseja ou projecta. Eu sou assim, desmedida e ridiculamente romântica, sonhadora, arrebatada... Talvez, quem não goste ou não possua caixas para partilhar os excessos (com medos ou sem eles)... Talvez, não deva ficar...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: "Envelhece-se mais devagar ao anoitecer" de Mariah.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-1609519084045827322?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/1609519084045827322/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=1609519084045827322' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/1609519084045827322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/1609519084045827322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/05/quando-os-ps-no-descolam-do-cho.html' title='Quando os pés não descolam do chão'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SCiTD7wc0vI/AAAAAAAAAMc/enhFh_BgPv0/s72-c/envelhece-se+mais+devagar+ao+anoitecer_Mariah.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-6715657018949214222</id><published>2008-05-08T23:14:00.003+01:00</published><updated>2008-05-13T21:12:34.925+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='E para os amigos'/><title type='text'>Antes selo que parecê-lo (trocadilho inevitável)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Podemos retirar-nos do mundo, mas o mundo não se retira de nós… Vai daí, hoje, saí mais demoradamente do casulo, onde tenho desenvolvido o meu trabalho de &lt;em&gt;patchwork&lt;/em&gt; pseudo-científico (&lt;em&gt;à laia de catarse, daqui a uns tempos, esse empreendimento ainda deve vir a originar um post ou outro&lt;/em&gt;…). Não resisti a passear pelas esquinas bloguísticas onde costumo parar e descobri um postal da &lt;a href="http://xinhesices.blogspot.com/"&gt;Xinha&lt;/a&gt;, com selo e tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh pra ele:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198134270457502642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SCN7k_1nW7I/AAAAAAAAAMM/egGh9ecBKwM/s320/Amizade.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Bom, diz que o selo tem regras, mas as regras, em regra, só valem o que assim o entendermos. Então o selado (&lt;em&gt;no caso, moi&lt;/em&gt;), deverá, por sua vez, selar 10 blogs amigos (supostamente, &lt;em&gt;and so on... ou não&lt;/em&gt;). Antes de mais, impõe-se uma ressalva, eu sou demasiado nova nestas lides para ter 10 blogs amigos. Mas, pelas diferentes razões que apontarei, destacaram-se de imediato:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sexualidademedular.wordpress.com/"&gt;Depois do Trauma&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Notável iniciativa de alguém (não menos) notável. Trata-se, sobretudo, de um espaço de partilha de informação actualizada sobre a pesquisa que se encontra a realizar, no domínio da sexualidade de lesionados vértebro-medulares. Um dos posts inspirou-me um e-mail que enviei sem acalentar grande expectativa de resposta. Houve resposta, houve novas perguntas e novas respostas. Houve uma surpreendente disponibilidade para um almoço, com vista para o mar e para o tudo o resto que a minha vista cansada não conseguia enxergar. Curiosamente, foi através dessa troca de e-mails que redescobri a capacidade desocultadora que o exercício de escrita pode conter. Daqui à criação do blog, foi um pequeno passo. A partilha da existência deste espaço que (pelo menos, por agora) considero íntimo e privado com a Ana, foi a minha forma (necessariamente) incompleta e insuficiente de dizer, obrigada, pelas palavras firmes como pedra, embaladas com fitas de veludo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://amacadeeva.blogspot.com/"&gt;A Maça de Eva&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Já não sei porquê, recebo uma espécie de newsletter da Sapo. Também não interessa, porque deixei de estranhar as ofertas com que o e-mail, volta e meia, me presenteia, ele é &lt;em&gt;enlarge your penis&lt;/em&gt;, lotaria espanhola, viagra ao preço da chuva... Mas, mais estranho é, um dia, eu ter lido a tal newsletter e, nesse dia, encontrar boa fruta nos blogs que apareciam recomendados. Qual Eva, que não resiste à tentação, fiquei com a maça e, desde então, não dispenso dentadas (quase) diárias em maças (sobretudo envenenadas).&lt;br /&gt;&lt;a href="http://girls-go.blogspot.com/"&gt;Bad Girls Go Everywhere&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, confesso, foi pelo título, se as raparigas más vão para toda a parte, então também quero. Rapidamente, se esquecem as raparigas e se fixa Bad, personagem/autora (fronteira em constante negociação, parece-me).&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ervilhasalbinas.blogspot.com/"&gt;Ervilhas Albinas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para além dos blogs, gosto muito de ler os comentários. Ora, a ervilhinha aparecia amiúde a botar faladura nos posts que visitava. Fui cuscar… Ainda me levou uns dias a ler o blog de uma ponta à outra, mas tal facto deveu-se aos constantes intervalos para rir. Começo a ronda (quase) diária dos meus blogs aqui - é boa disposição garantida!&lt;br /&gt;&lt;a href="http://amorumlugarestranho.blogspot.com/"&gt;O Amor é um Lugar Estranho&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Também vim aqui a parar pelo título, claro está. Ou não fosse &lt;em&gt;Lost in Translation&lt;/em&gt; um dos meus filmes de eleição. Estou a falar de blogs amigos, mas, às vezes, há o risco de confundirmos o blog com a pessoa (que não conhecemos de lado nenhum). Curiosamente, dizendo muito de si e bem mais das suas circunstâcias, ouso achar que ali, na Kitty, está uma pessoa com quem fora da blogosfera poderia ser amiga.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://eueomeumbigo.blogspot.com/"&gt;Eu e o Meu Umbigo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gosto da escrita despretensiosa, sem agenda (nunca se sabe o assunto que poderá originar um post) e da língua sem papos para dizer o que pensa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://umamoratrevido.blogspot.com/"&gt;Um Amor Atrevido&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tinha fechado, pouco tempo depois de eu o ter descoberto. Felizmente, reabriu e, a julgar pelos dois últimos posts, com um fôlego redobrado. Para mim, é quem melhor pinta com palavras em tela blogosférica as ínfimas nuances com que o amor se pode apresentar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://paradoxosdoedu.blogspot.com/"&gt;Paradoxos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sou fã desta palavra e encontrei-a nos blogues recomendados da &lt;a href="http://xinhesices.blogspot.com/"&gt;Xinha&lt;/a&gt;. E, "como amigo do meu amigo, meu amigo é", espreitei e seria impossível não me perder nesse pomar, em que se rouba sempre uma laranja suculenta para alimentar a alma.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://estacoesdiferentes.blogspot.com/"&gt;Estações Diferentes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Descoberta mais recente de onde brota perplexidade &lt;em&gt;amiga&lt;/em&gt;, porque vem de mãos dadas com a reflexão.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mm-malmenor.blogspot.com/"&gt;Mal Menor&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se a inteligência, servida com doses massivas de humor causticamente subversivo, pagasse imposto, então a DGCI não largaria este senhor!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-6715657018949214222?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/6715657018949214222/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=6715657018949214222' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6715657018949214222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6715657018949214222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/05/antes-selo-que-parec-lo-trocadilho.html' title='Antes selo que parecê-lo (trocadilho inevitável)'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SCN7k_1nW7I/AAAAAAAAAMM/egGh9ecBKwM/s72-c/Amizade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-5602933599579793433</id><published>2008-05-04T00:11:00.003+01:00</published><updated>2008-05-13T21:12:42.351+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='E para os amigos'/><title type='text'>T.</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;Porto, 29 de Abril de 2008&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, nada correu bem, nada correu de acordo com o planeado (&lt;em&gt;correspondência tonta entre o planeado e o bem&lt;/em&gt;). Só agora, ao fim do dia, rendida perante o indesmentível facto de a realidade escapar à grelha que lhe havia desenhado, de a realidade insistir em ser má, percebi. Saltei de fogo em fogo, com pequenos baldes de água que nada resolveram, porque havia sempre uma chama lá, mais à frente, que eu teimava em não ver, à qual não me lembrava de chegar. Só agora parei e vi que arde a memória da tua ausência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez hoje seis anos que a inquietação, que durou todo o dia no meu corpo, me lembrava o que os chamamentos prosaicos do quotidiano teimavam em calar. Fez hoje seis anos, precisamente... Apesar de uma meia dúzia de vezes ter atravessado a data, nunca me consigo lembrar do dia... 29, 30, 1, 2. Foi confuso, porque a autópsia não foi contornada, o feriado manteve-se imóvel e o ritual fúnebre sucedeu a tudo isso... Por isso, confundo o dia exacto... Mas, lembro aquela terça-feira com a exactidão de quem decora a tabuada à força de tantas vezes a repetir. Recordo-a sempre de fora, como se me assistisse em cena, num palco redondo, em que todos os ângulos são possíveis. Vi-os a todos, mas o desfecho teima em persistir, triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo-me a ligar-te de véspera. Ouço-te a despachar-me, alegando o mal-estar da tua mãe. Aceito a recusa da minha companhia para o dia seguinte. Sinto que foi estranho, mas nada mais do que isso. Essa noite passou, com as horas de todas as outras. Essa manhã despontou igual às irmãs que nasceram antes dela. Rumar à faculdade, dirigindo-me para Associação de Estudantes (&lt;em&gt;nesse ano, achava-me comprometida e empenhada no movimento colectivo de luta pela mudança... é com cada uma&lt;/em&gt;...). Lembro com precisão o ponto do percurso em que me encontrava, quando estranhei não atenderes a minha chamada, mas prossegui. Tentei de novo ao início da tarde, obtendo idêntico resultado. Afastava a preocupação ridícula que infundadamente (&lt;em&gt;insistia eu&lt;/em&gt;) se queria instalar. Arredei-a sempre que me falaste do assunto. Arrumei-a sempre, afundando a premissa inicial da tua doença, não permitindo, assim, dar seguimento mental à resolução que mais do que uma vez me anunciaste. Não, já disse. Não!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, foi com a preocupação estendida do ringue, mas não KO, que digitei o número da tua casa. Estranhei a São a atender o telefone, agitei-me com a voz que tremelicadamente lhe saía da boca: "É a menina Clepsydra? A senhora está aqui num desespero, queria falar consigo, mas não encontrava o número. Ele levou tudo, as agendas todas e ontem já não dormiu cá..."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Recordo-me estática, não compreendendo o mundo que teimava em rodar. Recordo-me falsamente serena e formal a ligar para a morgue, para confirmar a loucura alheia, "Muito boa tarde. Seria possível informar-se se deu entrada ...? Sim, sou parente". E a voz a mudar do outro lado, para um tom formalmente compungido e riscado à força de tanto de se repetir. E a minha loucura a confirmar-se e não a do mundo... E um choro que não dava vazão ao que sentia a preencher-me o corpo. E o grito fundo na garganta como um poço a calar-me a voz...&lt;br /&gt;As informações que detalhavam o processo iam chegando aos poucos. Foi possível saber as horas em levantaste os exames na clínica. Assinalar o ponto da tarde em que informaste que não jantarias em casa. Identificar o horário do avião em que embarcaste para Lisboa. O nome do hotel, o andar e o quarto em que te instalaste. Entre registos, descortinou-se o tempo em que o serviço de quartos te levou um Logan com gelo que adormeceu a réstea de medo que (eventualmente) sentias. Por estimativa forense, foi também possível saber quando é que atravessaste a janela, pisando, vivo, pela última vez, o chão firme. Só não se define a hora em que a reconstituição da tua ausência ocorre. Só não se preenchem nunca completamente os laços da compreensão plena, total e completa. As tuas últimas palavras com destinatários óbvios: a tua mãe, o teu pai invocado, porque já falecido, o teu irmão, a tua irmã e, depois, a amiga, "a tua grande amiga". Eu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram tantas as perguntas que me nasciam orfãs de resposta. Era tão misturado e oscilante o que sentia. Tantos ses aniquilados em duros, desiguais, longos e persistentes combates. À força de tudo isso fui construindo uma certeza instável resignada, na qual me apoiei para voltar a sorrir, a "ser bonita" (como me dizias nas derradeiras palavras que me dirigiste). Ainda assim, às vezes, vacilo, insisto em má, escapando ao que me planeio, insisto em ser feia e choro, molhando a secretária de &lt;em&gt;saudágrimas&lt;/em&gt; tuas, muitas, imensas, meu querido! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-5602933599579793433?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/5602933599579793433/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=5602933599579793433' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5602933599579793433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5602933599579793433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/05/t.html' title='T.'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-260920861804029890</id><published>2008-04-28T21:09:00.001+01:00</published><updated>2008-04-28T21:11:21.289+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resoflexões'/><title type='text'>Tempo de pausa, sem ócio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ai as férias! Já deviam ter começado na quinta-feira. Contudo, eu, que juro a pés juntos ter o espírito do pior funcionalismo público cravado em mim, com a força e a convicção de um casaquinho de malha pelas costas e um porta-moedas debaixo do braço, sucumbi à culpa de um projecto não concluído (por responsabilidades terceiras) e hoje ainda vim dar o ar da minha graça à chafarica. Mas, agora, sim: as férias. Não vou dizer “finalmente”, porque não são essas vacaciones (de sol, praia e papo pó ar). São “aquelas” em que, durante duas semanas, me entranharei num fato de treino de algodão, descobrindo a sopeira que há em mim, e me fecharei para o mundo para acabar a &lt;span style="font-family:webdings;"&gt;merda&lt;/span&gt; da tese.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até lá, estes tempos ficam aferrolhados e sem hipótese de fuga.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-260920861804029890?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/260920861804029890/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=260920861804029890' title='57 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/260920861804029890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/260920861804029890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/04/tempo-de-pausa-sem-cio.html' title='Tempo de pausa, sem ócio'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><thr:total>57</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-4876667598420920075</id><published>2008-04-28T17:10:00.007+01:00</published><updated>2008-04-28T18:06:02.754+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Other business'/><title type='text'>Deus, afinal existes e guias um bus!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SBX4hjTjakI/AAAAAAAAAL8/U-D_eDWlY08/s1600-h/thumbs.sapo"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194331000538360386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SBX4hjTjakI/AAAAAAAAAL8/U-D_eDWlY08/s320/thumbs.sapo" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E se as sete da manhã de sábado fossem presenteadas por uma sms de uma quase desconhecida, bradando:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Boizola, é o meu motorista! Deus, afinal existes e guias um bus!!!”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os festejos do 25 de Abril no Porto são cada vez mais deprimentes. A última vez que assisti ao entoar da Grândola na Avenida dos Aliados foi há dois anos e, desde então, pensei “enquanto me lembrar disto assim, não torno cá”. O (inevitável) Coral de Letras, uma aparelhagem sonora muito rafada e uns grupelhos de resistentes dispersos e tímidos. A partir desse ano, privatizou-se (irónico, não?) a festa que, normalmente, dá lugar a jantarinho em casa de amigos. Sexta feira lá se fez a jantarada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei contente com a ideia de (aparentemente) irem pessoas novas. A partir de uma determinada altura (&lt;em&gt;não vou dizer idade, humpf!)&lt;/em&gt; é difícil renovar as águas paradas da sociabilidade e, portanto, alegro-me sempre que essa ténue possibilidade espreita. Rapidamente se esvaiu tal cenário. “&lt;em&gt;Então, quem é que vem? Ah, é o não-sei-quantos? Hum, conheço, foi meu prof na faculdade. E a fulaninha? Pois, sei quem é. Era a namorada do cicraninho que fazia parte da Associação de Estudantes&lt;/em&gt;”. Enfim, anátemas de uma cidade que, às vezes, mais parece uma junta de freguesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O M. foi meu professor numa cadeira de primeiro ano da faculdade. Mas, é um gajo novo, de esquerda e mai-não-sei-quê, maneiras que findo o 1º ano (brindado com 17 – avaliação que lhe deve ter criado a ideia que eu tinha dois dedos de testa) a gente sempre se tratou por tu. É bom moço e, no contexto do jantar, lá veio o tradicional preâmbulo da conversa, “então e como é que andam as coisas?”. Rapidamente, começa a expor a sua argumentação sobre o estado de sítio em que a instituição Universidade se encontra, a mercantilização dos seus propósitos, o governo, a globalização… Eis que, no meio da sua elucubração teórica, penso imediatamente no L. (amigo, com A maiúsculo) que nutre idêntica simpatia e fulgor oratório pelas temáticas. E eu, achando-me a &lt;em&gt;miss match maker&lt;/em&gt; lá do sítio vai de o meter ao barulho:“Oh L., então o que é tu achas do modelo fundacional das universidades? Aqui, o M., estava dizer-me que blá-blá- blá?”&lt;br /&gt;É assim, a coisa até podia ter corrido bem, mesmo muito muito bem. E não estou a entrar no raciocínio linear do “já que ambos nutrem simpatia por espécimes do mesmo género, porque não?”. Não, eu fui além desse pensamento rasteirinho. De repente, parecia-me que 1 e 1 só podia ser 2: são ambos solteiros, são gajos atentos aos que se passa no mundo, gostam de falar e de discutir essas situações, são de esquerda, logo isto pode correr bem. Colossal equívoco de análise. A conversa começou a descambar logo de início. De facto, ambos gostam &lt;em&gt;falar&lt;/em&gt; das mesmas coisas, mas, nem um outro, nem outro, é particularmente dotado para &lt;em&gt;ouvir&lt;/em&gt; sobre esses mesmos assuntos. Especialmente, ouvir posições diferentes, porque originárias de pólos (de esquerda) diametralmente opostos. Maneiras que a amena conversa degenerou em &lt;em&gt;drama queen&lt;/em&gt; que, por pudor social se arrefeceu, mantendo-se, contudo, a faísca das leves bocas, cuja força crescia à medida que o vinho soltava as línguas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O jantar acabou tarde (5&lt;em&gt; da manhã é tarde para um jantar&lt;/em&gt;), mas ainda estávamos decididos a ir dançar. Pusemos pé ao caminho e, nessa senda, fomos perdendo companheiros da luta do baile que, cobardemente desertavam em táxis. Fiquei eu e o L. no antro do (quase) costume até o dono nos expulsar amigavelmente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, rumamos à paragem de autocarro. Rapariga bem mandada, opto por não conduzir, sempre que bebo. Rapariga mais preguiçosa do que bêbada, geralmente, prefiro não beber e poder conduzir. A última vez Baco venceu a Preguiça foi no último dia de 2007, brindado com a descoberta da divindade dos transportes púbicos: Buseus, de sua graça. Eu e o L. achamos que era um presságio do que 2008 nos traria. Ora, qual não é nosso espanto quando às 7 e 20 da manhã, o autocarro do L. se aproxima da paragem, abre as portas e tcharam: lá estava ele. Lindo, loiro, fresco, no seu posto de motorista zeloso, com um sorriso que ofuscava de tanta beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já muito embalados e etilicamente desbocados, não contivemos o riso cúmplice. O L. entra, senta-se logo no banco da frente e eu atiro com um:&lt;/div&gt;Moi - Ai, eu se calhar vou no teu autocarro que o meu nunca mais vem...&lt;br /&gt;L. - Ah! a que horas é o teu?&lt;br /&gt;Moi - É agora, mas os senhores nunca cumprem...&lt;br /&gt;L. - Ai não, não cumprem. Os senhores cumprem, não cumprem?&lt;br /&gt;Buseus - (entre risos) Sim, nós cumprimos. Deve estar aí mesmo a chegar.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E puff, lá foi ele. Razão pela qual se seguiu a minha mensagem, incompreensível, fora do seu contexto (e mesmo com ele…). De modos, que há um Luís (que recordo vagamente), rapaz apresentável, dotado de massa cinzenta, que (por razões de &lt;em&gt;timming&lt;/em&gt;) estava em &lt;em&gt;stand by&lt;/em&gt; para quem-sabe-um-dia que deve achar "olha aquela rapariga que eu até achava sensata e quem-sabe-um-dia, afinal não joga com o baralho todo..."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não Esquecer - Escrever ao Provedor do Cliente. Felicitar pelos critérios estéticos que presidem à política de recrutamento da empresa. Sugerir que os contactos telefónicos e as fotografias dos colaboradores sejam disponibilizados na página web, com vista a uma maior proximidade e humanização do serviço prestado ao público.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194342008539540050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SBYCiTTjalI/AAAAAAAAAME/DK8lPr4ZaCk/s320/provedor.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: Pedro Correia in Jornal de Notícias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-4876667598420920075?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/4876667598420920075/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=4876667598420920075' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4876667598420920075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4876667598420920075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/04/deus-afinal-existes-e-guias-um-bus.html' title='Deus, afinal existes e guias um bus!'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SBX4hjTjakI/AAAAAAAAAL8/U-D_eDWlY08/s72-c/thumbs.sapo' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-6557365361587367634</id><published>2008-04-24T12:39:00.003+01:00</published><updated>2008-04-24T12:50:20.154+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outros futebóis'/><title type='text'>Mal dizer (literalmente)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SBByMDTjajI/AAAAAAAAAL0/grN1h2RNHBA/s1600-h/cavaco_silva-ls.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192775921729497650" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SBByMDTjajI/AAAAAAAAAL0/grN1h2RNHBA/s320/cavaco_silva-ls.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:arial;color:#000000;"&gt;A propósito da dança de cadeiras do PSD, um querido amigo partilha comigo a recusa opinativa do senhor presidente da república:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000000;"&gt;"Há uma coisa que um presidente da república nunca pode fazer que é comentar, em público, a vida dos partidos políticos. Nunca o fiz, não faço, &lt;strong&gt;nem façarei&lt;/strong&gt;." &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#000000;"&gt;Eis como (com ou sem acordos) se conjuga um &lt;em&gt;novo futuro&lt;/em&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;(disponível em versão audio em&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.tsf.pt/online/portugal/interior.asp?id_artigo=TSF190971" target="_blank" rel="nofollow"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;color:#000000;"&gt;http://www.tsf.pt/online/portugal/interior.asp?id_artigo=TSF190971&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt; )&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-6557365361587367634?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/6557365361587367634/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=6557365361587367634' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6557365361587367634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6557365361587367634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/04/mal-dizer-literalmente.html' title='Mal dizer (literalmente)'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SBByMDTjajI/AAAAAAAAAL0/grN1h2RNHBA/s72-c/cavaco_silva-ls.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-5558642546290885073</id><published>2008-04-23T18:18:00.007+01:00</published><updated>2008-04-23T20:42:35.544+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outros futebóis'/><title type='text'>Feito por medida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SA90yTTjaiI/AAAAAAAAALs/PTmQWQZ1v2I/s1600-h/Priscila+Franco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192497302906038818" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SA90yTTjaiI/AAAAAAAAALs/PTmQWQZ1v2I/s320/Priscila+Franco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tal como o governo, em tempos de crise, corto com as despesas da rubrica &lt;em&gt;Coisas-Culturais-Sem-as-Quais-Ainda-Assim-Consigo-Respirar&lt;/em&gt;. O meu orçamento segue, actualmente, um plano de &lt;em&gt;Corpo Danone&lt;/em&gt; e exclui as excedentárias calorias das despesas dos concertos. Foi obrigatório abrir uma excepção para o concerto dos Portishead (10 anos de fome mereciam uma iguaria). Será igualmente imperativo interromper a dieta para receber &lt;span style="color:#000000;"&gt;Celso Fonseca&lt;/span&gt;, no dia 21 de Maio, no Cinema Batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho, há muitos anos, um caso de paixão assumida com muita da música que atravessa o Atlântico e que aqui desagua, num português cantado com açúcar na boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri o Celso Fonseca em 2002. Trabalhava em &lt;em&gt;part-time&lt;/em&gt; na loja de discos do aeroporto. Agora, não sei como é que aquilo anda, mas, na altura, era um verdadeiro apeadeiro. Pouquíssimo voos, menos vendas ainda. Portanto, ocupava as horas a ler, a descobrir música e a enxotar os poucos clientes que lá se atreviam a entrar. Foi aí que percebi uma (des)orientação vocacional: nunca na vida poderia depender de uma função comercial para comer.&lt;br /&gt;“Oh menina, vou levar este. Mas, aqui é mais barato, não é?”&lt;br /&gt;“Ehh, olhe, nem por isso… Se vai para Lisboa e não tem pressa, veja na Fnac” (&lt;em&gt;o que é que eu havia de dizer?!?&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá, no meio dos discos e da minha gerente brasileira, encontrei-me com Juventude &lt;em&gt;– Slow Motion Bossa Nova&lt;/em&gt; (disco de 2001, gravado em parceria com Ronaldo Bastos). Marcado por um dos acontecimentos mais tristes que já me assolou (sobre o qual, curiosamente, passam em breve 6 anos), para mim, 2002 foi &lt;em&gt;annus&lt;/em&gt; &lt;em&gt;horribilis&lt;/em&gt;. Esse disco, que fala do encontro, do amor, da partida e do desapego (&lt;em&gt;e de uma estadia em Espanha, T., parece uma música feita para nós, meu querido&lt;/em&gt;), esse disco foi uma das bonitas flores que, nesse ano agreste, ousou despontar. Esse disco ofereci-o, pelo menos, a 4 pessoas. Há um prazer que cresce como uma manhã com sol, na partilha do que se ama, com quem se ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2002 passou-se e 2003, que chegava prenhe de promessas e de esperança, revelou-se estranhamente estéril e sombrio. Em momentos de desapontamento e de desilusão com os outros (ou melhor, com alguns-outros), procuro alimentar a (infundada, claro está) mitomania do &lt;em&gt;estou-sozinha-e-não-preciso-de-ninguém&lt;/em&gt;. Desafio-me com inofensivos Himalayas, cuja aprendizagem em escalada solitária imagino vital. Foi assim, por exemplo, com o cinema, situação que, durante muito tempo, só imaginava acompanhada. Hoje, confesso que é coisa que nem me ocorre – o que às vezes me traz dissabores, &lt;em&gt;“atão foste ao ciné e num dizes nada?”. &lt;/em&gt;Foi assim com o hábito de estar sozinha em cafés. Aliás, acho que comecei a fumar um pouco por isso, para tentar driblar o desconforto da situação (&lt;em&gt;estava feita se fosse agora…).&lt;/em&gt; Ainda há muita montanha para escalar (teatro, bares, discotecas, férias…).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abalançar-me sozinha para o concerto do Celso no (extinto) Hard Club, na ribeira de Gaia, foi também uma montanha social alcançada (serra, vá… monte, ok… pronto, era um só pequeno degrau). É patético, bem sei, mas, na altura, chegar lá e estar sozinha num espaço e num contexto que, no mínimo, pedia um par, foi assim uma pequena vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O concerto era minimal: o Celso (que é um homem assim a fugir pó feiinho, com as suas calças de ganga com 2 anos em cima e umas sapatilhas que já levavam 4) e, claro, o seu violão. Mas, nada mais era preciso para planar naquela voz doce, morena e sublime. Na deliciosa “Feito prá você”, normalmente, é a Jussara Silveira quem o acompanha. Como ela não estava, (&lt;em&gt;com certeza, para desespero de quem se encontrava ao meu lado&lt;/em&gt;) fiz um dueto com ele, cantado assim em jeito de oração pelo despontar do momento em que se decreta o fim da solidão, porque se descobre um braço esculpido para encaixar com perfeição no entalhe da curva do nosso pescoço, um braço que grita  &lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;fui feito prá você&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Onde vai parar, o que o amor vai me fazer&lt;br /&gt;Vai me embriagar, chega a doer de tanto bem&lt;br /&gt;Quando estou feliz, me acostumei a solidão&lt;br /&gt;Chega um novo amor, me desmantela o coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu sei do cor o que o amor vai me trazer&lt;br /&gt;Se me faz sonhar depois me acorda prá viver&lt;br /&gt;Vive prá me dar a ilusão de tudo ser&lt;br /&gt;Tenho a sensação de que fui feito prá você&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;Foto: Celso Fonseca, por Priscilla Franco&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;(bonito, bonito era isto ter um botãozinho para ouvir a musiqueta, mas ainda sou uma analfablogobeta... Fica o link :&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.celsofonseca.com.br/sec_discografia_view.php?id=3"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;http://www.celsofonseca.com.br/sec_discografia_view.php?id=3&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt; )&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-5558642546290885073?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/5558642546290885073/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=5558642546290885073' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5558642546290885073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5558642546290885073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/04/feito-por-medida.html' title='Feito por medida'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SA90yTTjaiI/AAAAAAAAALs/PTmQWQZ1v2I/s72-c/Priscila+Franco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-6207891427581342815</id><published>2008-04-22T18:15:00.003+01:00</published><updated>2008-04-22T19:21:28.683+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><title type='text'>A chuva que molha tolos e todos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SA4eQjTjagI/AAAAAAAAALc/6Jpl5OWSSAc/s1600-h/LuÃ&amp;shy;s+Zilhao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192120690108754434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SA4eQjTjagI/AAAAAAAAALc/6Jpl5OWSSAc/s400/Lu%C3%ADs+Zilhao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Detesto a chuva. Ainda mais, detesto a chuva como pretexto fácil para infringir a regra do silêncio confortável que a custo se procura manter, quando o abrigo se busca no meio do dilúvio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Anónima - Será que não nos vai largar? (&lt;em&gt;olhar vago e perdido na água que pinga&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;Moi - Ehh, há-de largar, há-de largar…&lt;br /&gt;Anónima - Será que nos larga no 25 de Abril?&lt;br /&gt;Moi - … (&lt;em&gt;no 25 de Abril, pensei?!?Será uma resistente nostálgica?&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;Anónima - Podíamos ter rosas, em vez de cravos. São mais bonitas...&lt;br /&gt;Moi - … (&lt;em&gt;ehh, ok, aqui não pensei nada&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;Anónima - Eu não sou contra, nem a favor. Só sou contra aqueles que morreram, lá… inutilmente (&lt;em&gt;intensifica o olhar vazio e aponta com queixo para "lá"&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;Moi - (&lt;em&gt;precipitadamente ajuizei uma opinião que pedia resposta&lt;/em&gt;) É sempre inútil morrer em guerra... (&lt;em&gt;com esta frase feita à medida achei que rematava o convívio&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;Anónima - Humpf! É sempre inútil! Ainda por cima para deixar tudo àqueles, àqueles...&lt;br /&gt;Moi - .... (&lt;em&gt;Eu bem me parecia que me tinha precipitado. Mas, por que é que não me calo?!?&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu detesto, mas é que detesto até à última molécula do meu ser, todo e qualquer pingo de chuva. E não me venham com a conversa da minha avó, “é bom para a terra e para as culturas”, porque a única coisa que eu planto em vasos (na ausência de cinzeiros) são cigarros mortos. Grrrrrrrrr… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: S/T, Luís Zilhão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-6207891427581342815?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/6207891427581342815/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=6207891427581342815' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6207891427581342815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6207891427581342815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/04/chuva-que-molha-tolos-e-todos.html' title='A chuva que molha tolos e todos'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SA4eQjTjagI/AAAAAAAAALc/6Jpl5OWSSAc/s72-c/Lu%C3%ADs+Zilhao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-7862512461357899446</id><published>2008-04-21T18:10:00.008+01:00</published><updated>2008-05-12T20:31:17.699+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J. Business'/><title type='text'>A sedução da circunstância III</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A confirmação do nosso encontro foi cronologicamente antecedida pela necessária preparação que a possibilidade desse acontecimento exigia. Na ausência de intimidade e do filtro protector do afecto, as pequenas manchas não têm lugar. São nódoas observadas à luz branca e crua da retina, são defeitos sem história, são pontos sem lastro que, sem clemência, se julgam. O ritual de preparação, da apresentação do eu ao outro, é, assim, um conjunto de actos sequenciados, comandados pelo prazer egoísta da dissimulação. Quero-me desejável, ao olhar nos teus olhos, encontrando o reflexo que me pertence e que espero que me seja devolvido. É nesta ânsia que a pele se alisa e perfuma, que, com especial cuidado, os cabelos se lavam e penteiam, que as unhas se moldam como pequenas garras, que as peças de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lingerie&lt;/span&gt;, assentes no corpo, finalmente se encontram, casadas com um ente da mesma cor e espécie. A alegria da festa começa, assim, bem antes, forçando o corpo a um estágio antecipado do prazer que se adivinha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O dia passou com paragens frequentes nas imagens desfocadas de ti. Forçava-me a desenhar-te a face, mas as tuas feições teimavam em permanecer ocultas. Recordo com facilidade os nomes, mas não consigo guardar os rostos (a miopia sem óculos que me acompanha deve ter algo a dizer sobre isto). Procurava alinhar as outras pistas que tinha sobre ti. A textura das tuas mãos? Disso, eu recordava-me. Mas, o que é que indicava? Em que se ocupariam elas nos dias comuns? Não sabia. Nada sabia de ti e queria que esse estado primitivo de ignorância fosse preservado até ao limite possível da sua pureza.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Saí do trabalho sem pressa e, desprovida de um sentido de orientação geográfico operativo, lancei-me na confusão labiríntica do concelho peri-urbano da tua morada. Tinha decidido que não me faria anunciar com um ridículo telefonema em que afirmasse estar perdida. Portanto, foi já com a luz do fim do dia sumida entre as nuvens e acompanhada da chuva que, tal como eu, persistia na sua tarefa, que me encontrei no ponto certo. Deixei o carro e ensaiei o passo em direcção ao número da tua porta. Agora, só agora, a inquietação e o nervosismo se faziam coisa pesadamente depositada no estômago. Aligeirava-o com o exercício habitual de racionalizar a vida e as suas opções.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A campainha tocou. A porta da entrada abriu-se. O elevador avançou para o primeiro andar. No meu lado esquerdo, uma nesga de luz denunciava uma porta entreaberta para me receber. Segundos, não mais do que isso, foi o tempo que ambos tivemos para processar a informação do exame visual que decorria. O resultado seria imediato e eu, tentava adivinhar a posição da minha avaliação na tua escala. (Acho que passei… Tu também não estiveste nada mal.)&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Chegada ali, já havia pago a portagem que me permitia transpor a soleira da tua porta. Tinha decidido nada dizer, mas traiu-me a sofreguidão e o desconforto miudinho das situações não dominadas. Não resisti a escudar-me ridiculamente num “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;não foi nada fácil chegar a tua casa…&lt;/span&gt;”. Sorrias, nervoso também, “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Imagino que não…&lt;/span&gt;” Estancava-se aqui a corrente de civilidade. Podemos falar do tempo, mas do nosso, da tempestade que nos percorre e que ameaça desabarmo-nos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ensaia-se a medo um recomeço. Onde é que havíamos ficado mesmo? Onde é que eu tinha deixado as minhas mãos? Onde é que me esqueci do beijo? Sim, foi aí, e aí, e ali também. Como se os dias e as noites não nos tivessem afastado, retomamos a dança, agora, sem música. Recomeçamos essa conversa perfeita que nunca teve palavras. Senhor da pista, conduzias-me por corredores incógnitos, cujas paredes eu tacteava para não me perder no frágil equilíbrio que tentávamos manter. Fomos desaguar ao quarto onde se entranhavam alguns pormenores daquele espaço, preparado por ti, para aquele tempo: um cheiro cítrico e fresco, a luz franzina e esguia das velas, a cama feita com rigor… (&lt;i style=""&gt;afinal também te preparaste, pensei…&lt;/i&gt;)&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Sem palavras, libertamo-nos das roupas. Sem roupas, libertamo-nos da pele. Éramos bolas de desejo concentrado, corpo em carne viva, que se ateava e inflamava mesmo em movimentos mínimos e meros sussurros. Achei graça ao teu diluído esclarecimento de músico que, intuindo um público ignorante da partitura, se apressa a travar aplausos no fim do primeiro andamento. “Aplaude-se no fim, menina”. O concerto continuaria animado pela vontade férrea de me ver ora rendida, ora combatente sem tréguas face a ti. Tal como num concerto, impõe-se um intervalo em que outras capitais necessidades se satisfazem. Morder alguma coisa? Matar a sede? Fumar um cigarro? A pausa é também o espaço de sociabilidade por excelência No intervalo, vestimos a palavra e agora, sim, mais cobertos e compostos, emerge o desconforto da conversa que se força e do nada tem de brotar. No amplo salão do verbo, éramos crianças descoordenadas e trôpegas que, a custo, ensaiam um passo. Primeiro um pé, depois o outro, agora, o entusiasmo deslumbrado do movimento com mais rapidez para, em seguida, nos espalharmos ao comprido num silêncio duro.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;“É tarde, acho que vou andando”, disse, esperando que assim se findasse a pausa social. “Podias ficar mais um bocadinho…”. “Mais um bocadinho? Pergunto, enquanto me desconjunto de novo no teu colo… É, mais um bocadinho, então… Até se acender a luz e olhar em volta. Até ser hora de recolher as ruínas e abrigar o corpo nos despojos da roupa confusa que o chão oferece. Mais um bocadinho e chego a casa. Mais um bocadinho e desconfio que, de uma forma ou de outra, voltaremos a alinhar-nos, renovando as teias de perpétuos círculos de sedução que ora se ateiam, ora se extinguem. Mas, agora estamos por nossa conta. Somos nós e não a circunstância. Começas tu?&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SA0QCE8km_I/AAAAAAAAALU/RuRJa01HtXI/s1600-h/1396202.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SA0QCE8km_I/AAAAAAAAALU/RuRJa01HtXI/s400/1396202.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191823573301631986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: Sonhos de Sal de Paulo César&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SA0QCE8km_I/AAAAAAAAALU/RuRJa01HtXI/s1600-h/1396202.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-7862512461357899446?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/7862512461357899446/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=7862512461357899446' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/7862512461357899446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/7862512461357899446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/04/seduo-da-circunstncia-iii.html' title='A sedução da circunstância III'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SA0QCE8km_I/AAAAAAAAALU/RuRJa01HtXI/s72-c/1396202.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-822326617573820059</id><published>2008-04-18T17:29:00.004+01:00</published><updated>2008-05-12T20:31:17.700+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J. Business'/><title type='text'>A sedução da circunstância II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SAjMZqfRI7I/AAAAAAAAALE/5K4Q0Dv7SYw/s1600-h/Luis+MendonÃ§a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190623311818728370" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SAjMZqfRI7I/AAAAAAAAALE/5K4Q0Dv7SYw/s320/Luis+Mendon%C3%A7a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Convalescendo da súbita e intensa proximidade, injectei a devida distância entre nós. Dirigi-me à porta, buscando o ar, que me exercitasse os pulmões, e um caminho, onde um outro passo se insuflasse. O teu sorriso barrou-me a saída. Intercepta-me a tua repetida rejeição do “Não”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detenho-me nesse instante que há anos me intriga e fascina. A (intrinsecamente masculina?) capacidade de, a partir dos “Nãos”, improvisar degraus e construir escadas, por onde se esgueira e eleva a vontade. Onde se aprende a ouvir “não” e ainda assim prosseguir? Em que bancos da escola foi matéria leccionada essa indomável persistência? Em que manuais se explica e se ensina a resolução das quotidianas equações potencialmente elevadas à recusa?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fascina-te?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Sim, deslumbra-me isso em ti, e em ti, e no outro e naquele… Essa hábil arte de contornar, de ignorar, de insistir, de reescrever essa palavra que com N tudo finda e, no entanto, onde tudo pode começar. Porque eu sucumbo quando apenas a intuo. Porque vacilo se apenas lhe imagino os contornos. Parece-me tão grande, tão pesada… Onde é que a ponho? Onde é que a guardo? Onde é que a escondo, uma vez que me embaraça? Um “Não” é desmedido e colossal. Portanto, admiro todos os que, dispondo apenas de uma discreta algibeira, generosamente se oferecem para o albergar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda ofuscados, os olhos tocaram-se pela primeira vez. Ocorreu-te que sou mulher e que, agora, banhada em luz e discernimento, caíra no desempenho funcional do meu papel: tímida, recatada, pudica, falsa virgem à procura de um véu.&lt;br /&gt;“Então, pelo menos dá-me o teu contacto. Amanhã podíamos combinar um café… ou assim…”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“… um café ou assim…” – pensei. É impagável o vértice de sociabilidade que se deposita e se bebe em tão pequena chávena…&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;“Está bem.” Tinhas agora um nome e uma combinação numérica que accionei, para que se desbloqueasse também o meu anonimato. O meu telefonema a escassos centímetros de ti e um emaranhado de números e piscarem digitalmente no teu visor… “Chamo-me Clepsydra. Se amanhã, ainda tiveres a mesma vontade, então, liga-me.”&lt;br /&gt;E com uma rara agilidade felina saltei dos teus braços para o parapeito da minha janela, enrosquei-me numa cesta, embalando a volúpia ainda desperta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia seguinte passou na velocidade e nos rituais com se escreve Domingo. Destoava a ridícula e inflamada inquietação adolescente que ausência do teu contacto produzia. Teria a tua vontade desvanecido nessa manhã limpa? Não era relevante. À noite, a minha ainda ali estava, acicatada e viva, convidando-me a um novo papel. Sejamos predadores e entremos no jogo… Não há? Então, inventa-se…:&lt;br /&gt;“Um dia destes, apetecia-me retomar e completar o ponto em ontem ficamos…” (&lt;em&gt;sem perguntar, só afirmando – truques baratos de quem ainda não aprendeu a deixar espaço no bolso para guardar um Não…)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;“Passei o dia todo a pensar nisso e agora ainda fiquei com mais vontade. Um dia destes, por mim já amanhã, quando quiseres…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradou-me… A resposta pronta. O sim apresentado em palavras completas e frases que se alinhavam com pontuação - não posso evitá-lo, em tempos de xx’s e kk’s, comove-me o domínio (ainda que rudimentar) da língua. A ausência da despedida, habitualmente servida de &lt;em&gt;bjos&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;jinhos&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;jocas&lt;/em&gt;... Surpreendeu-me agradavelmente a tua imediata compreensão do jogo sem regras que te propunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia destes, irrompeu numa manhã com sol: “e se um dia destes fosse hoje?”. Brindaste-me com o que achavas que eu consideraria adequado, com o que pensavas que teria faltado na noite em que a dança nos juntou. Expliquei-te, “num bar, nós já nos encontramos. Hoje, pensava num espaço mais recatado… “ Novamente em jogo, “Então, vem ter a minha casa. Rua (&lt;em&gt;perdida algures entre tantas outras, n.º xx&lt;/em&gt;). A partir das 19 horas estou lá. Aguardo-te ansiosamente.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;“Ansiosamente, chegarei lá. Até ti…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: S/N, de Luís Mendonça&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-822326617573820059?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/822326617573820059/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=822326617573820059' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/822326617573820059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/822326617573820059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/04/seduo-das-circunstncias-ii.html' title='A sedução da circunstância II'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SAjMZqfRI7I/AAAAAAAAALE/5K4Q0Dv7SYw/s72-c/Luis+Mendon%C3%A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-6732140786907869014</id><published>2008-04-17T17:21:00.006+01:00</published><updated>2008-05-12T20:31:17.700+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='J. Business'/><title type='text'>A sedução da circunstância I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SAd6W6fRI6I/AAAAAAAAAK8/ZLMT58jM14I/s1600-h/abrito.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190251629643899810" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SAd6W6fRI6I/AAAAAAAAAK8/ZLMT58jM14I/s320/abrito.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Já era tarde, muito tarde. E a noite, para surpresa e agrado de todos, tinha-se feito alegre, vibrante e ritmada. Os anos 80 destilavam vapores intensos, recordando a memória de letras que já se julgavam esquecidas. Os amigos iam cedendo ao cansaço e ao peso etílico que as garrafas vazias haviam depositado no corpo. Ainda assim, o chão teimava em permanecer frenético, rodopiante e escorregadio. Quase certa do meu isolamento, abandonei a vista, enquanto os olhos se cerravam. Ficava só a música, ficava só o corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua silhueta, camuflada pelo som, pela intermitência das luzes e das sombras e pela minha (deliberada) distracção, encontrava-se ali, como um astro, em alinhamento cósmico com a minha votada solidão. Não foi imediato. Ainda à distância, a percepção que um do outro tomávamos e a consciência partilhada das engrenagens desse processo dilatou uns instantes, preenchendo o momento. Consumado o conhecimento, plantou-se o leve e doce desconforto da confissão assinada da corte. A comunicação feita coisa, feita matéria, inegavelmente vertida em forma moldável para a receber, nascia ali. Ainda ténue. Ainda tímida. Sempre ambígua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distância encurtava-se, porque os corpos agora soluçavam a uma só voz, a do nosso (possível) entendimento. Os joelhos faíscam quando se tocam, ainda sem querer. Os dedos roçam-se em coreografia sem ensaio prévio, mas com passos sabidos de cor. Eu não recuo e tu também não. Repetem-se os toques. Improvisam-se avanços. O espaço some-se no encaixar das nossas pernas. Perfeitas, como peças desenhadas desde o início para tal fim. A tua mão descobre a depressão da minha cintura, fincando-se na fronteira da minha anca. Ainda é leve e inofensiva. Aos poucos, ditará a sua sólida deliberação, acercando-me ainda mais de ti. Estamos agora prensados um no outro, reféns do teu desejo firme que me busca e que eu acho, com uma vontade que te engole entre as minhas coxas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linha do teu queixo revista-me a curva do pescoço. Encontra o arrepio em fuga, mas prossegue, mandatada por uma autoridade que nos escapa. A respiração encontra-se agora próxima, visível, incontornável. Mas os olhos permanecem fechados, votando na reeleição da magia e da ilusão. Poder ao demiurgo que nos comanda, accionando os fios invisíveis do desejo. Tacteia-me os lábios, invade-me sem pedir permissão e faz-me refém do teu beijo e raptora da tua vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há as mãos… As minhas mãos são o elemento mais insubordinado do corpo, presas por um receio sem nome, por um pudor sem sentido, recusam acatar a ordem de te tocar. Contrafeitos, os dedos vasculham-te a nuca, emaranhando-se no teu cabelo sem cor. É nas mãos que se encontra a resistência! É com elas que, aos poucos, e a custo te afasto... São as mãos que agora me articulam a boca, depositando as palavras que espalharei nos teus ouvidos: ”&lt;em&gt;... desculpa, mas acho melhor ir-me embora…&lt;/em&gt;”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: S/N, de abrito&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#999999;"&gt;&lt;em&gt;(to be continued... as it was)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-6732140786907869014?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/6732140786907869014/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=6732140786907869014' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6732140786907869014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6732140786907869014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/04/seduo-da-circunstncia-i.html' title='A sedução da circunstância I'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SAd6W6fRI6I/AAAAAAAAAK8/ZLMT58jM14I/s72-c/abrito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-873289912330521699</id><published>2008-04-16T19:00:00.006+01:00</published><updated>2008-04-16T19:29:55.611+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resoflexões'/><title type='text'>A adoração dos meninos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os estudos (&lt;em&gt;sim, esses todos que comprovam o que vou dizer&lt;/em&gt;) demonstram que o sono é muito vantajoso. Eu já suspeitava (&lt;em&gt;sim, porque alguns estudos tendem a comprovar tautologicamente o que já se sabia&lt;/em&gt;) e, como tal, respeito-o e ele a mim. É uma relação muito antiga que, com aviso prévio, se consuma invariavelmente na cama. Sem grandes preliminares (é chegar e dormir). Sem grandes inovações kama-sumátricas (barriga para baixo, sempre). Eu e ele somos criaturas de hábitos rígidos (sempre sem almofada). Não temos hora marcada, nem nos aborrecemos com isso. Ele confia em mim e sabe que eu regresso sempre. Eu não temo a sua ausência e confio que ele chega sempre sem demora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SAY_OqfRI2I/AAAAAAAAAKc/yNTtmfnPdeQ/s1600-h/paraesperarsentado_nunorodrigues.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189905141747229538" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SAY_OqfRI2I/AAAAAAAAAKc/yNTtmfnPdeQ/s200/paraesperarsentado_nunorodrigues.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Recentemente, há um terceiro elemento que teima em se intrometer. É o pré-sono e tende a acontecer no sofá. A carne é fraca e, às vezes, sucumbo à tentação de lá ficar. O dia seguinte é acompanhado de arrependimento e de uma pesada culpa, que se faz sentir com particular acutilância na zona lombar. Em acto de contrição intermitente, repito: &lt;em&gt;nunca mais, não volta a acontecer&lt;/em&gt;. Mas volta, porque o sofá é matreiro, sedutor e fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, quando durmo no sofá, os braços de Morfeu deixam as suas marcas na minha memória. Imagino que devo sonhar todos os dias, simplesmente não me lembro, excepto quando desfaleço no sofá…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Eu, assim, do nada estava grávida (bom, não era bem do nada, era mais de um recente casual-nada). Eu decidia ter a criança. O meu pai ficava muito contente com a sua filha mãe solteira (!!!) e com a sua condição de avô. Por seu turno, a minha avó fazia-me festas na cabeça e murmurava, “olha filha, tudo se cria, tudo se cria”. Num processo muito asséptico (menos mal, porque um sonho neo-realista eu não suportaria!), eu lá tinha a criança (em pé?!) e ficava muito admirada porque não tinha doído nada. Eu amamentava-a e fica novamente admirada porque não tinha doído nada. Eu olhava embevecida o meu/minha mini-me que não chorava e só sorria…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Eu, felizmente, acordei… alagada em suor e estupefacção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bem sei que, de há uns tempos a esta parte, alguns dos meus amigos e conhecidos decidiram apostar nesse empreendimento de longo prazo que consiste em procriar. Mas, à minha inicial alegria face à comunicação da notícia, têm-se contraposto sucessivos desgostos, porque vejo esses amigos e conhecidos a esvaírem-se no ralo da paternidade. O mundo é colocado entre parêntesis e de um só fôlego engolem o papel de mãe/pai que agora desempenham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança ainda não nasceu e já a conversa é totalitariamente absorvida pela projecção do dia em que tal venha a acontecer. Onde é que vai ser? Na clínica, na maternidade, no hospital, em casa à moda antiga? Como é que vai ser? Com epidural, sem epidural, cesariana, natural à moda antiga? Depois, nasce e, então, o deslumbramento é tanto que o resto do mundo é açambarcado na narrativa que repetem, à laia de pioneiros que pisam Terra Nova (&lt;em&gt;e pisam mesmo, mas&lt;/em&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SAY_2qfRI3I/AAAAAAAAAKk/JONekgtnrLc/s1600-h/19+Pieter+Coecke+van+Aelst+-+La+adoraciÃ³n+de+los+Magos.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189905828941996914" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SAY_2qfRI3I/AAAAAAAAAKk/JONekgtnrLc/s320/19%2BPieter%2BCoecke%2Bvan%2BAelst%2B-%2BLa%2Badoraci%25C3%25B3n%2Bde%2Blos%2BMagos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; antes já muita gente lá esteve, né?).&lt;/em&gt; Nesta odisseia ganham foros de assunto de Estado problemas como a cor do cocozinho e da ranhoca, a idade certa para lhe darem um irmãozinho (aqui a doutrina divide-se abissalmente; uns defendem o logo a seguir, outros advogam um período de pousio), a prospecção de infantários e colégios, lembrando-se da casa dos tios em Coimbra (no caso de ele/ela ficar lá estudar, quando entrar para a Universidade).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com os putos ainda de tenra idade, mas já mais crescidos, os pais tentam retomar uma suposta vida social e arriscam-se com a criatura em espaços públicos e semi-públicos. Aqui, já testemunhei comportamentos de crianças e, sobretudo, temeroso, cobarde e irresponsável, anuimento de pais anónimos que me arrepiam dos pés à cabeça. Custa-me quando isso é protagonizado por quem conheço e que igualmente criticava tais posturas. Desde logo, “é muito difícil sair de casa com eles”, é o carrinho, é o coque, é as fraldas, é o leite, é o robocope, é o playmobil, é o Noody, mais o c******. Depois, uma vez à mesa, é ponto assente que a criança tem de se distrair, ou melhor a criança tem de ser distraída. Mobiliza-se, assim, a corte de bobos… quer dizer, adultos nessa adulação por turnos ao rei… quer dizer ao puto. Eu não peço que uma criança se comporte como um adulto, mas exijo que um adulto (sobretudo, se meu amigo) não se comporte como uma criança. Ficam muito chocados com as críticas, alguns exclamam: “ah! Não gostas de crianças?”. “Não, não gosto de crianças, tal como não gosto de adolescentes e não gosto de velhos. Gosto de &lt;em&gt;algumas&lt;/em&gt; crianças. Dificilmente, de &lt;em&gt;alguns&lt;/em&gt; adolescentes. E, cada vez mais, de &lt;em&gt;alguns&lt;/em&gt; velhos!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puff, &lt;em&gt;much better&lt;/em&gt;! Tive algum receio da bruma delicodoce (&lt;em&gt;sim, admito&lt;/em&gt;) em que o sonho me envolveu, por isso precisava de destilar um contraponto, em modo concentrado, de bílis e fel. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: "Para esperar sentado" de Nuno Rodrigues.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pintura: "La adoracion de los magos" de Pieter Coecke van Aelst &lt;em&gt;(acho eu...)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-873289912330521699?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/873289912330521699/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=873289912330521699' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/873289912330521699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/873289912330521699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/04/adorao-dos-meninos.html' title='A adoração dos meninos'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SAY_OqfRI2I/AAAAAAAAAKc/yNTtmfnPdeQ/s72-c/paraesperarsentado_nunorodrigues.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-5736977261719285229</id><published>2008-04-15T14:14:00.006+01:00</published><updated>2008-05-13T21:13:29.443+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outros futebóis'/><title type='text'>Caimão: o teimoso regresso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SASqdqfRI1I/AAAAAAAAAKU/I-2kABmei1c/s1600-h/silvio-berlusconi-picture-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189460097236018002" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="251" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SASqdqfRI1I/AAAAAAAAAKU/I-2kABmei1c/s320/silvio-berlusconi-picture-1.jpg" width="181" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Enquanto uns e outros brandem infundadas (&lt;em&gt;espero eu&lt;/em&gt;) ameaças lusitanas, como "estou de regresso", não muito longe daqui, a intimação concretiza-se... e regressam mesmo... e com maioria absoluta (!!!!)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É costume dizer, "com o mal dos outros, posso eu bem". Porém, neste caso, compadeço-mo antecipada e solidariamente pelos nossos &lt;em&gt;fratelli&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É caso para dizer &lt;em&gt;Forza Italia&lt;/em&gt; (que bem vão precisar)... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-5736977261719285229?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/5736977261719285229/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=5736977261719285229' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5736977261719285229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5736977261719285229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/04/caimo-o-teimoso-regresso.html' title='Caimão: o teimoso regresso'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SASqdqfRI1I/AAAAAAAAAKU/I-2kABmei1c/s72-c/silvio-berlusconi-picture-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-7461184069391502433</id><published>2008-04-14T16:25:00.006+01:00</published><updated>2008-04-14T16:52:42.054+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Other business'/><title type='text'>Desmemorizando</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dizem-se aquelas coisas de circunstância perante uns provectos 80 anos, "ai quem me dera chegar lá"! A minha avó chegou lá no sábado. Este ano, ela ainda consegue saber que lá chegou. Em discurso telefónico, transporta a confusão cronológica de histórias repetidas, com pormenores trocados e personagens anónimos. Responde às correcções quotidianas, dos nomes das coisas e da ordem dos gestos, com um humilde (e quase envergonhado) "eu sei, filha, eu sei". E o pior é que eu acho que ela sabe aquilo que todos nós, família mais próxima, sabemos: inexoravelmente, a memória definha e a "minha avó" desaparece aos poucos...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189128809228608322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SAN9KKfRI0I/AAAAAAAAAKM/QNJoj2neJHw/s320/1862514.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;em&gt;É uma forma de demência devida à morte das células cerebrais que começa por aniquilar a memória e, subsequentemente, as outras funções mentais, determinando completa ausência de autonomia&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;(in &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.alzheimerportugal.org/"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;http://www.alzheimerportugal.org/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: "O sentir das presenças I", de joãoveríssimo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-7461184069391502433?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/7461184069391502433/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=7461184069391502433' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/7461184069391502433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/7461184069391502433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/04/desmemorizando.html' title='Desmemorizando'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/SAN9KKfRI0I/AAAAAAAAAKM/QNJoj2neJHw/s72-c/1862514.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-8315643963045583818</id><published>2008-04-11T18:11:00.004+01:00</published><updated>2008-04-11T18:17:56.746+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Other business'/><title type='text'>(desen)laços</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É, muito provavelmente, um problema meu. Será, muito provavelmente, um problema que tão cedo não irei resolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comparativamente à população que me rodeava, aderi muito tarde ao uso do telemóvel. Achei, durante muito tempo, que era uma moda e que iria passar. Puro, duro e redondo engano. Veio, instalou-se com modos senhoriais, e instituiu um modo de governação muito próprio, que perpassa as mais diversas esferas da vida. Deixei de estranhar a cobrança que bate à porta sempre que uma chamada não é atendida e sempre que, inevitavelmente tendo ficado registada, não é devolvida no tempo sentenciado como justo e certo. Contudo, ainda não assimilei esta terra-de-ninguém-não-protocolada das sms. Eu até acho graça ao exercício de escrita, onde as palavras adquirem outra forma, alinhando-se com outro ritmo e novas disposições afluem por caudais diversos. Mas, para mim, decretei funcionalmente o uso desse tipo de mini-mensagens. As sms servem o propósito de transmitir recados (“chego às não sei quantas horas”), colocar perguntas de resposta simples (“sempre vais ver o jogo ao café?”), jogar com outras pedras num possível tabuleiro de sedução (“vi-te e estavas linda…”), partilhar alguns estados de espírito (“penso em ti…”). Nesta prosaica e tabelada utilização não cabe o esclarecimento de possíveis mal-entendidos. Pelo contrário, acho que as sms têm a propriedade de os gerar, bem como de os agudizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é o problema de uma conversa em que os olhos se tocam e atentam num exercício completo (mas, ainda assim) muito complexo de (im)provável comunicação??&lt;br /&gt;Mais, qual é o problema contigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_-cT5K4eNI/AAAAAAAAAJs/QmHE6_tuSPM/s1600-h/Francisco+Garrett.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188037161332013266" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="204" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_-cT5K4eNI/AAAAAAAAAJs/QmHE6_tuSPM/s320/Francisco+Garrett.jpg" width="223" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Intuí cedo que não estavas bem, que não estávamos bem. Questionei-te atempada e repetidamente sobre o que é que se passava. A dada altura, comecei a acreditar no disco riscado que a tua boca debitava “não tem nada a ver contigo. Sou eu que não ando bem”. Por isso, foi com surpresa, com mágoa e com um inexplicável pânico que, num habitual final de tarde, recebi um “acabou”, embrulhado em clichés e palavras feitas. Procurei desatá-lo, desmontá-lo, dissecá-lo para te comprovar com rigor científico a insustentabilidade da tua doutrina. De nada valeu. E eu (que não sei porquê) me orgulho da digna capa de calma e tranquilidade que habitualmente me cobre, desfiz-me num choro inútil e incontido. Vestida de descontrolo e desespero, presenteei-te com a agilidade cruel que a mágoa, às vezes, permite. Em segundos, ou nem isso, passei em revista as nossas imensas conversas, os teus incontáveis desabafos, enumerei por ordem crescente a listagem das tuas fragilidades e decidi: vai ser aqui! (Ainda hoje me espanto com esse irrepetível processo que protagonizei.) Identificado o alvo, disparei com a precisão certeira de um atirador furtivo que dessa arte faz profissão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Insistes em colocar-te sempre, e em todas as situações, como expatriado da vida, como vítima inocente que, com tudo e todos, sofre e que, por tudo e todos, é abandonado e maltratado. Por isso, arremessei: “Se queres terminar, então terminamos. Mas, repara, neste momento, estás a fazer história e quero que tenhas noção disso. Eu continuo aqui, no mesmo lugar em que me apaixonei por ti. Eu continuo a amar-te. De acordo com o que me contaste, pela primeira vez, és tu quem está a acabar. És tu quem está a decidir virar as costas e ir embora. És tu quem me abandona”. E foi com um inconfessável prazer que vi o desespero assomar-te o rosto e a irracionalidade feita grito na tua boca: “Vai-te embora! Vai-te embora! Vai-te embora…”. Foi assim que de mim te despediste. E eu fui. Arrastando um pesado vazio nos pés, um horizonte cego nos olhos e uma pedra no lugar da garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um tempo de estrutural mudança para mim. Nesse mês, terminava o curso e ao fim de 17 anos nas carteiras da escola eu não sabia o que fazer, não sabia o que aí vinha e tentava orientar a jangada feita de incerteza em que embarcara, munida de indecifráveis coordenadas e inúteis bússolas que apontavam o Sul, o Este, o Oeste… nunca um Norte. Em relação a ti, eu carregava apenas uma verdade: aquela não podia ter sido a nossa última conversa. Tu foste embora, mas tu haverias de voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto era um dogma diluído em mim. Não era nítido, nem tão pouco verbalizável. Mas, eu sabia-o e, sabendo-o, esperava-te: dias, semanas, meses… Meses de espera sem nos cruzarmos uma única vez (nós que estávamos juntos todos os dias), meses de espera a catar informações de amigos comuns, sem nunca os questionar directamente a teu respeito. Até tu, no tempo que escolheste, decidires regressar. E eu lá estava, a sorrir-te e a falar-te como se não tivesse passado quase um ano. Como se nunca se tivesse rasgado o fino véu da nossa intimidade. Depois desse encontro, tu foste vindo de mansinho, como um menino regressa ao colo da mãe depois de uma travessura. E eu (estupidamente) recebi-te como tal, como uma mãe, cujo amor não se corrompe. A condição de amante, que se interpunha nesse amor, era apenas uma: nunca, mas nunca mais me vires costas, recusando-me a chave de interlocução que me pertence, isso não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tu fizeste? Está bom de ver…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um decalque, o relevo do sofrimento irrompeu novamente em mim. Porém, foi mais curto, porque agora não repousava da certeza do teu regresso, enxotava-o a minha vontade de te abandonar definitivamente. Não sei se o soubeste, mas foi aí, nessa tarde de domingo com sol, em que não me quiseste namorada que me despedi de ti. Foi só aí e nunca antes. Adeus, é uma palavra cujas letras se embolam na boca. É doloroso articulá-la. Mas, quando expulso o último s da boca, é um poço que irreversivelmente se tapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, de vez em quando. cruza-nos a estreita morfologia do convívio social aqui, do burgo. Nunca deixei de te saudar cordialmente. Mais do que uma vez, o teu olhar acusou a falta de calor com que me dirijo a ti e que contrasta com os demais que nos cercam. Mas, com essa ténue iniciativa da minha parte, sentes-te empurrado para a posição em que não te sabes ver: a posição de agressor e não de vítima. Acho que estes anos todos, sempre desejaste secretamente uma cena pública em que eu te enxovalhasse, um desprezo feito coisa visível a todos os olhos, um safanão dirigindo-te para o lugar que é teu de direito e fora do qual tu não sabes como agir, como falar, como pensar. Mas, não. Tal nunca aconteceu… O que é curioso é que ao fim destes anos todos, face a mim, ainda tentes colocar–te nesse papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num apertado, escuro e ébrio bar de sábado à noite, as cinco e meia da manhã presentearam-me com a tua patética tentativa de o fazer. Como? Por sms, pois claro. “responde-me por favor… desprezas-me assim tanto ao ponto de me virares a cara?”. Pelos vistos, estiveste ali, viste-me e não conseguiste vir ter comigo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabes, não é bem desprezo. É mais pena de ti e do ardiloso esforço que depositas nas armadilhas que constróis para te apanhares a ti próprio, numa contínua espiral de infelicidade…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto de Franscisco Garrett&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-8315643963045583818?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/8315643963045583818/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=8315643963045583818' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/8315643963045583818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/8315643963045583818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/04/muito-provavelmente-um-problema-meu.html' title='(desen)laços'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_-cT5K4eNI/AAAAAAAAAJs/QmHE6_tuSPM/s72-c/Francisco+Garrett.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-3484105631222093583</id><published>2008-04-10T12:45:00.007+01:00</published><updated>2008-04-10T13:01:32.295+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><title type='text'>Samba no pé...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_4BM5K4eLI/AAAAAAAAAJc/AAqyjPvLtZc/s1600-h/DanÃ§ando+com+o+azul_Ddiarte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187585141793913010" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="304" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_4BM5K4eLI/AAAAAAAAAJc/AAqyjPvLtZc/s320/Dan%C3%A7ando+com+o+azul_Ddiarte.jpg" width="194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amor é um livro, sexo é &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;esporte&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sexo é &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;escolha&lt;/span&gt;, amor é sorte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amor é pensamento, teorema&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amor é novela, sexo é &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;cinema&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sexo é &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;imaginação&lt;/span&gt;, &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;fantasia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amor é prosa, sexo é &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;poesia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O amor nos torna patéticos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sexo é uma &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;selva&lt;/span&gt; de epiléticos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amor é cristão, sexo é &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;pagão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amor é latifúndio, sexo é &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;invasão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amor é divino, sexo é &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;anima&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;l&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amor é bossa nova, sexo é &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;carnaval&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amor é &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;para sempre&lt;/span&gt;, sexo também&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sexo é do &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;bom&lt;/span&gt;, amor é do bem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amor sem sexo é amizade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sexo sem amor é &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;vontade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amor é um, sexo é &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;dois&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sexo &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;antes&lt;/span&gt;, amor depois&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sexo vem dos &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;outros&lt;/span&gt; e vai &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;embora&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amor vem de nós e demora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(....)Amor é isso, sexo é aquilo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E coisa e tal, e tal e coisa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ai, o amor...Hum, o sexo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;("Amor e Sexo", Rita Lee)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sem amor, mas com muita vontade, escolhi a poesia. Dura para sempre, como tudo, pelo menos, enquanto não terminar. No meu Carnaval pagão e sem data marcada em calendário, é tempo de dar largas à imaginação e à fantasia. Vestir-me de animal e, por desporto, correr na selva. Antes, chegar com os outros, invadindo a tela de mãos dadas. Depois, como é bom, ir embora.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: "Dançando com o Azul" de Ddiarte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-3484105631222093583?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/3484105631222093583/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=3484105631222093583' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/3484105631222093583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/3484105631222093583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/04/samba-no-p.html' title='Samba no pé...'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_4BM5K4eLI/AAAAAAAAAJc/AAqyjPvLtZc/s72-c/Dan%C3%A7ando+com+o+azul_Ddiarte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-5712483060640940410</id><published>2008-04-09T18:02:00.007+01:00</published><updated>2008-04-09T18:51:50.235+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><title type='text'>Casa com vista para o futuro</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_z3Q7q-IcI/AAAAAAAAAI4/Yr2A0NMrXho/s1600-h/Casa+de+ChÃ¡+da+Boa+Nova+-+Jorge+Dias.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187292741091860930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_z3Q7q-IcI/AAAAAAAAAI4/Yr2A0NMrXho/s400/Casa+de+Ch%C3%A1+da+Boa+Nova+-+Jorge+Dias.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Casa com vista para o futuro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um dia os olhos se fechassem como punhos,&lt;br /&gt;ocultarias a luz entre os teus dedos.&lt;br /&gt;Como crianças, rasgaríamos a esperança,&lt;br /&gt;entre oferendas embrulhadas, numa véspera de Natal.&lt;br /&gt;Espreitaríamos o futuro no interior de um poço&lt;br /&gt;e antevíamos desejos nas moedas arremessadas ao horizonte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Digita-me o teu corpo com mãos de luz.&lt;br /&gt;Revela-me o teu segredo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;como um filho confessa as tropelias à mãe.&lt;br /&gt;Faz do meu ombro a terra prometida,&lt;br /&gt;onde desabas e te reconstróis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Ama-me agora!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;quando secretamente páras para respirar,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;quando me chamares “casa”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entre limpezas de disco, pens, cd roms e outros depósitos de informação, dei com esta "Casa com vista para o futuro". As propriedades do ficheiro afirmam digitalmente que o mesmo foi criado numa "terça-feira, 13 de Fevereiro de 2007, 15:52:53". As propriedades da minha memória não me permitem recordar o que é que me levou a esboçar este projecto de casa... acho que sou eu quem, afinal, precisa de uma limpeza e de um &lt;em&gt;upgrade&lt;/em&gt;&lt;em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: "Casa de Chá da Boa Nova" de Jorge Dias.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_z22bq-IaI/AAAAAAAAAIo/6fe8IRovC-E/s1600-h/Casa+de+ChÃ¡+da+Boa+Nova+-+Jorge+Dias.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-5712483060640940410?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/5712483060640940410/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=5712483060640940410' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5712483060640940410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5712483060640940410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/04/casa-com-vista-para-o-futuro.html' title='Casa com vista para o futuro'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_z3Q7q-IcI/AAAAAAAAAI4/Yr2A0NMrXho/s72-c/Casa+de+Ch%C3%A1+da+Boa+Nova+-+Jorge+Dias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-4328668027590596419</id><published>2008-04-08T14:11:00.008+01:00</published><updated>2008-04-08T15:30:48.884+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Take (time)'/><title type='text'>Três tempos ou três possibilidades de amar (entre tantas)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A propósito de &lt;em&gt;Three Times de Hou Hsiau Hsien (2005)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186861577914950034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="187" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_tvH7q-IZI/AAAAAAAAAIg/TrwF3zMkXkU/s400/tempos140208.jpg" width="227" border="0" /&gt;Três fragmentos históricos de três histórias, em tempos e com tempos diferentes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Inicia-se com o tempo da busca de um depositário da indomável vontade de amar. Em 1966, &lt;em&gt;O tempo do amor&lt;/em&gt; chegou e é, então, urgente saber-lhe o rosto, desenhar-lhe a voz e esculpir-lhe o corpo. A procura estanca na ténue reciprocidade enternecida e vaidosa que aí se estabelece. São, agora, crianças trôpegas e desajeitadas a aprender a cruzar as mãos, a entrançar os dedos, desatando o nó dos sentidos mudos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O tempo da espera surge em 1911, no leito de uma concubina apaixonada. É um tempo suspenso, tecido com rigores de filigrana nos gestos compassados, na roupa majestática, na máscara opaca e perfeita que amordaça o grito fundo de dor e desespero, nas amarras invisíveis que aferrolham os amantes no pé da rígida e opressiva ordem social que os juntou e os aparta. É o &lt;em&gt;Tempo da Liberdade&lt;/em&gt; que se deseja.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A pulverização da ordem traz o &lt;em&gt;Tempo da Juventude. &lt;/em&gt;Em 2005, as opções multiplicam-se ao ritmo dos veículos de encontro, convocando a desordem e a dificuldade acrescida de arrumar prioridades, de construir decisões, de formar uma escolha. Nessa impossibilidade, a vida bebe-se de um só trago em todas as circunstâncias em que se serve. Os momentos raptam-se em &lt;em&gt;frames&lt;/em&gt; desordeiramente alinhados, testemunhando o esforço de um arbítrio livre, o empenho no tudo, ainda que nada reste. É o tempo da escolha, porque &lt;em&gt;desejo&lt;/em&gt; se escreve, agora, no plural, com &lt;em&gt;rain and tears:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Rain and tears all the same&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;But in the sun, you've got to play the game&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;When you cry in winter time&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;You can't pretend, it's nothing but the rain&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;How many times I've seen&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Tears coming from your blue eyes&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Rain and tears all the same&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;But in the sun, you've got to play the game&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Give me an answer of love &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;I need an answer of love&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Rain and tears in the sun&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;But in your heart, you feel the rainbow waves&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Rain and tears both for shown&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;For in my heart, there'll never be a sun&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Rain and tears all the same&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;But in the sun, you've got to play the game &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-4328668027590596419?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/4328668027590596419/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=4328668027590596419' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4328668027590596419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4328668027590596419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/04/trs-tempos-ou-trs-possibilidades-de.html' title='Três tempos ou três possibilidades de amar (entre tantas)'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_tvH7q-IZI/AAAAAAAAAIg/TrwF3zMkXkU/s72-c/tempos140208.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-5387367231622673383</id><published>2008-04-07T13:56:00.004+01:00</published><updated>2008-04-07T14:16:18.766+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outros futebóis'/><title type='text'>3... a conta que o Porto fez!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;AGENDA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;SÁBADO 05 DE ABRIL&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vencer o Estrela e transitar de Bi (orientação muito vaga e ambígua) para Tri (1 é bom, 2 é melhor e 3 é um forrobodó...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ligar para a empresa de merchandising e explicar que há uma necessidade antecipada do material: ainda a procissão vai no adro e já somos campeões.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cumprimentar o balneário e festejar o título com os "rapazes".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186486700284453250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_oaLLq-IYI/AAAAAAAAAIY/4xjGQanl83s/s400/485x400.gif" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;strong&gt;DOMINGO 06 DE ABRIL&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dar um jeito na Avenida dos Aliados e na Alameda do Dragão (as festas têm destas coisas, fica tudo em desalinho, o que vale é já estarmos habituados...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Descansar e recuperar da ressaca (o espumante não era grande coisa...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;strong&gt;SEGUNDA 07 DE ABRIL&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Postar para a posteridade o fim de semana glorioso...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Não esquecer&lt;/em&gt;: Dar um salto à Rua do Almada e ver prateleiras... a sala de troféus está sem arrumação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: João Abreu Miranda e Estela Silva - Lusa&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-5387367231622673383?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/5387367231622673383/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=5387367231622673383' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5387367231622673383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5387367231622673383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/04/3-conta-que-o-porto-fez.html' title='3... a conta que o Porto fez!'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_oaLLq-IYI/AAAAAAAAAIY/4xjGQanl83s/s72-c/485x400.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-5895580770651426072</id><published>2008-04-04T16:10:00.009+01:00</published><updated>2008-04-04T19:25:16.532+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resoflexões'/><title type='text'>Morde(r)-me</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185409187479167346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_ZGLrq-IXI/AAAAAAAAAIQ/K1AIoG-uYTw/s400/Tenta%C3%A7%C3%A3o_Amanda+com.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O engodo dos sentidos continua… Os raios de sol agitam-se, fazendo soar em uníssono os sinos da luz e da claridade que chocalham com as campainhas da energia e do calor. Irrompem fortes, inesperados e intensos, protagonizando o solo do momento. O corpo, treinado milenarmente para lhes responder, apieda-se, bamboleia-se em contracções, arrepios e espasmos intuídos, accionando um doce e intermitente estado de alerta. Saliva, o corpo saliva, tal como era esperado, tal como lhe compete.&lt;br /&gt;Este verão, quando chega, é para todos. Distribui-se com a razão contabilística de um deve e haver não saldado no rude Inverno que passa. Incide com (in)justiça nos endividados, equilibrando a balança, com depósitos de olhares que se cruzam e se perdem... perplexos, maravilhados com os centímetros epidérmicos que timidamente despontam aqui, ali, acolá, mais adiante, além...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a alegria e a comoção que sentimos perante a novidade da fruta da época. Os primeiros morangos, as primeiras cerejas orgulhosa e provocadoramente expostas no centro dos caixotes de madeira da mercearia do bairro. É a ansiedade nervosa da primeira trinca, a curiosidade infantil e sôfrega de comprovar se vão ser doces, se concentrarão as propriedades intransmissíveis que brincam e provocam o gosto, se escorregarão em suco, pela esquina dos lábios até ao queixo, convidando um indicador a percorrer esse trilho e a devolvê-lo à boca onde pertence.&lt;br /&gt;Nada substitui o gáudio com que se recebem os primeiros morangos. Raramente são os melhores. Objectivamente, costumam ser desenxabidos, baços e rijos, mas marcam o tempo em que a prova começa, inaugurando o desfile de todos os que se seguirão… até se tornarem rotina, presença habitual, conduto do dia-a-dia. São assim os primeiros ombros que se vislumbram, transbordando de fragilidade, palidez e pudor, mas sabendo-se alvo da comoção alheia que os mira, que os finca e que de, muito, bom grado os sorveria languidamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São apenas os primeiros…os melhores ainda estão para vir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;Foto: "Tentação" de Amanda Com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-5895580770651426072?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/5895580770651426072/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=5895580770651426072' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5895580770651426072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5895580770651426072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/04/o-engodo-dos-sentidos.html' title='Morde(r)-me'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_ZGLrq-IXI/AAAAAAAAAIQ/K1AIoG-uYTw/s72-c/Tenta%C3%A7%C3%A3o_Amanda+com.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-4755748425741010084</id><published>2008-04-03T12:59:00.004+01:00</published><updated>2008-04-03T13:08:57.535+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><title type='text'>Body talk</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_THKrq-IVI/AAAAAAAAAIA/ePvl1roB8Ss/s1600-h/Vistapela+janela_Photoart.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184988057345859922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_THKrq-IVI/AAAAAAAAAIA/ePvl1roB8Ss/s400/Vistapela+janela_Photoart.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;O corpo é realmente muito estúpido!!! É só sentir uns raiozinhos de sol e uma temperatura mais amena e acha logo que o estão a chamar e que adquiriu o direito de falar, de manifestar vontades e desatar a &lt;em&gt;primaverar&lt;/em&gt; por aí... Humpf! "Até eu declarar o contrário, aqui, ainda neva, estúpido!!!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;"Pshhhhhht, cala-te!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto: "Vista pela janela" de Photoart.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-4755748425741010084?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/4755748425741010084/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=4755748425741010084' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4755748425741010084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4755748425741010084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/04/body-talk.html' title='Body talk'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_THKrq-IVI/AAAAAAAAAIA/ePvl1roB8Ss/s72-c/Vistapela+janela_Photoart.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-8132316260650636417</id><published>2008-04-02T10:21:00.009+01:00</published><updated>2008-04-02T14:12:56.169+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outros futebóis'/><title type='text'>África minha, África tua...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_NZsrq-IUI/AAAAAAAAAH4/pgYSfaTX-n8/s1600-h/CC000137.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184586220205646146" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_NZsrq-IUI/AAAAAAAAAH4/pgYSfaTX-n8/s400/CC000137.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Em pequena, lembro-me de uma colecção de livros, que penso ainda existir, cuja protagonista era a Anita. A Anita era uma moça que teimava em não crescer e que partilhava com os seus pequenos e fiéis leitores as suas inúmeras aventuras: Anita vai à escola, Anita no Japão, Anita no Carnaval e &lt;em&gt;ronhonhó&lt;/em&gt; por aí a fora... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não costumo ver os espaços informativos televisivos. Tenho por norma reservar à televisão uma função nobre, de estupidificação diária. Porém, com a rádio é um pouco diferente. Por preguiça, está sempre sintonizada na Antena 1 e impera em quase todos os cantos da casa (cozinha, quarto, escritório, casa de banho). É automático chegar a alguma dessas divisões é &lt;em&gt;clic&lt;/em&gt; ligar o rádio. Por azar, desventura, destino (ou o que quer que seja), calhei de apanhar por duas vezes (porque o programa repete) a entrevista do senhor Presidente da República à Maria de Flor Pedroso, em terras Moçambicanas. Ora, à primeira audição, ficou a perplexidade, à segunda, instalou-se a exasperação, à terceira (em podcast, disponível no site da Antena 1, &lt;a href="http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?prog=1010"&gt;http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?prog=1010&lt;/a&gt;) uma saudável curiosidade antropológica. Reza assim o excerto que teimou em perseguir-me:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;"(...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Cavaco Silva - Não se resolvem as dificuldades com esses pedidos de desculpa (…). Não está na minha maneira de ser. Eu acho que é coisas concretas (…). E eu trouxe, como prenda, 20 quilos de lápis sabe?&lt;br /&gt;Maria Flor Pedroso - Lápis?&lt;br /&gt;CS - Lápis, canetas, esferográficas, réguas, material escolar…&lt;br /&gt;MFP - Mas foi comprado pela Presidência ou foi oferecido por alguma?&lt;br /&gt;CS - Não, trouxe da presidência. (…) Agora, quando fui, na ilha onde estivemos a passar férias com o meus filhos, os meus netos voltaram a Portugal só com uma camisa, porque tudo o resto demos… Eles foram à escola, os meus netos foram à escola. Andaram 7 quilómetros para ir à escola. E também demos todas as nossas canetas e os nossos lápis. Tudo aquilo que… Os professores vieram ter connosco, depois. Convidamos os professores. Deixamos tudo aquilo que podíamos. Tínhamos comprado em Lisboa 5 quilos de rebuçados. Também foi uma festa enorme. Para além do jogo de futebol que ocorreu. Também participei numa pescaria, lá, com os, os, nativos da ilha. Muito engraçado! (…) Eu acho que temos facilidade de comunicação com estes povos africanos! (…) Eu gosto muito de África. Não me esquece um dos filmes que eu nunca mais esquecerei na minha vida é África Minha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;(…)&lt;br /&gt;MFP - Senhor presidente, estas entrevistas costumam terminar com uma música à escolha do convidado. (…) Por isso, pedia-lhe para indicar a música que gostaria de ouvir no final desta conversa&lt;br /&gt;CS - Sabe, eu seria tentado a indicar uma música clássica do Mozart, mas isso podia ser um pouco maçudo para os ouvintes. E, por isso, coloque uma música dos Beatles. Pode colocar o Yellow Submarine."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De facto, a retórica feita "desculpem-lá-qualquer-coisinha-derivado-de-alguns-anitos-de-colonialismo-brando (porque bárbaro foi o dos outros)" não acrescenta, nem transforma grande coisa. Mas, quando CS se reportava a &lt;em&gt;coisas concretas&lt;/em&gt;, não sei, pensei em algo diferente de 20 quilos de lápis, canetas e réguas. Do mesmo modo que a festa, proporcionada pelos 5 quilos de rebuçados comprados na metrópole, continua a não consubstanciar a minha ideia de &lt;em&gt;coisas concretas&lt;/em&gt;... Por seu turno, a pescaria com os &lt;em&gt;nativos&lt;/em&gt; deixou-me mesmo... ehhh nervosa e quase envergonhada (lembrando-me as situações de convívio social em que alguém que conhecemos despeja uma qualquer barbaridade e, por transferência, o embaraço recai em nós, como se a frase tivesse sido articulada pelos nosso lábios). As operações de cosmética linguística, que eliminam algumas expressões tidas como politicamente incorrectas, não passam disso: embelezamento superficial. Mas, habituei-me a elas e perante a expressão &lt;em&gt;nativos&lt;/em&gt; senti o peeling do etnocentrismo a descolar... Claro, no final da entrevista, tranquilizei-me quando percebi que &lt;em&gt;nativos&lt;/em&gt; é o que somos, aos olhos paternalísticos do senhor Presidente de todos nós (e de além mar). Antecipando as nossas limitações e poupando-nos a um esforço de boa vontade cultural (já que não nos tinha preservado da partilha da sua messiânica boa vontade social junto dos pobrezinhos), o senhor Presidente deu-nos o Submarino Amarelo em vez da maçuda cantilena de um tal de Mozart. É sempre motivo de festa quando nos dão assim... um rebuçado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E como é que se diz, Anita? &lt;em&gt;Kanimambo, senhor presidente&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-8132316260650636417?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/8132316260650636417/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=8132316260650636417' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/8132316260650636417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/8132316260650636417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/04/frica-minha-ou-minha-frica.html' title='África minha, África tua...'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_NZsrq-IUI/AAAAAAAAAH4/pgYSfaTX-n8/s72-c/CC000137.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-6909109783208786271</id><published>2008-04-01T10:56:00.003+01:00</published><updated>2008-04-01T11:02:08.122+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><title type='text'>O ponto J</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estava desde a uma da manhã naquilo… Enrolava-me na cama repetidamente… Mudava constantemente de posição, em busca de o encontrar… Ajeitava-me de modo a ficar o mais confortável e relaxada possível… Tentava limpar da mente tudo o que me perturbava e concentrava-me, ansiosa por o achar… Nada… O sono não vinha… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_IHNrq-ISI/AAAAAAAAAHo/DpQKsVno90I/s1600-h/tds_stewart_m4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184214052699513122" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_IHNrq-ISI/AAAAAAAAAHo/DpQKsVno90I/s400/tds_stewart_m4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Fiz chá, rumei até à sala e liguei a televisão e, não tendo encontrado o sono, reencontrei o &lt;em&gt;Daily Show*&lt;/em&gt;. Definitivamente, caso-me com o homem que, às três da manhã, vasculhando no meio da minha insónia e irritação, consiga arrancar-me uma gargalhada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I love you &lt;strong&gt;J&lt;/strong&gt;on Stewart!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                                                                                                        * Passa na Sic Radical e na CNN, em horário incerto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-6909109783208786271?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/6909109783208786271/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=6909109783208786271' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6909109783208786271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6909109783208786271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/04/o-ponto-j.html' title='O ponto J'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_IHNrq-ISI/AAAAAAAAAHo/DpQKsVno90I/s72-c/tds_stewart_m4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-8372831457266390783</id><published>2008-03-31T16:55:00.004+01:00</published><updated>2008-03-31T17:14:55.909+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resoflexões'/><title type='text'>Seguindo em frente</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_EJZbq-IQI/AAAAAAAAAHY/YyQHku07Y6E/s1600-h/080_APX_JPG.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183934978609520898" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 227px; CURSOR: hand; HEIGHT: 243px" height="273" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_EJZbq-IQI/AAAAAAAAAHY/YyQHku07Y6E/s400/080_APX_JPG.jpg" width="254" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(em resposta - embora não responda - ao comentário da Teresia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Através das palavras surge a possibilidade de capturar a realidade e de a enjaular na nossa grelha perceptiva. Não deixa de ser ilusório. A realidade é uma fera brava, um animal selvagem que não admite freios, nem amarras. Domestica-se durante um tempo, mas, quase sempre, quando menos esperamos (ou mesmo quando já só aguardamos e desejamos que tal aconteça), ela, qual leão, mostra a sua raça, quebrando as sólidas barreiras em que a havíamos encaixado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O post anterior surgiu de um acontecimento concreto, a partir do qual ousei tecer algumas generalizações. Do mesmo modo que existem, pelo menos dois sentidos, virar ou seguir frente, também o protagonismo do movimento é, pelo menos, duplamente partilhado Contudo, tendo aflorado a questão, não me cheguei a colocar do outro lado. Se calhar, porque tenho a ideia de que lá não estive muitas vezes… Admiro a persistência, a determinação e a tenacidade com que algumas pessoas perseguem, um ideal, um objectivo, o ser amado... Curiosamente, não é assim que me vejo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na deambulação pelas obscuras vielas em que se estabelecem as relações humanas, trocam-se sinais. Socorremo-nos deles para tentar demonstrar um interesse, ora vago, ora ligeiro, ora intenso, ora arrebatador… (depende do ponto em que se encontra a relação que se cozinha). Simultaneamente, procuramos decifrar os sinais que o outro nos envia. As operações são concomitantes, concorrentes, convergentes, antagónicas, simbióticas, mas sempre delicadas, complexas e, sobretudo, incertas. Anos a fio a tentar falar em comum e não há acordo ortográfico que valha à miríade de dialectos que por aqui pulula. Nesta caótica torre de Babel, para mim, a possível e provisória resolução passa por criar uma verdade própria que se alicerça na força das declarações produzidas e no capital de confiança que lhes deposito. Então, estas declarações têm um valor fiduciário. Por si só, elas nada valem, apenas adquirem valor, porque a minha fé sabe que elas se trocam por um capital de afecto, desejo, amor, etc. Naturalmente, o mercado é sujeito a enormes flutuações e este valor oscila também em função de inúmeros acontecimentos. Declara-se o &lt;em&gt;crash&lt;/em&gt;, a falência e a crise quando, procurando trocar os títulos pelo seu valor facial, percebemos que não passam disso, declarações nominais, sem real liquidez e valor de troca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, assim dito, parece fácil… Contudo, no jogo dos sinais tudo se complexifica na regra dos &lt;em&gt;porquês&lt;/em&gt;: "ao mesmo tempo que se interroga obcecadamente por que motivo não é amado, o sujeito apaixonado vive na convicção de que, na verdade, o objecto amado o ama mas não o diz” (R. Barthes). Neste jogo, ridicularizamo-nos com muita facilidade. Sou a prova viva disso…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por alturas do Dia dos Namorados, tendo-se já finado o meu, embora eu ainda não o houvesse decretado no Diário da República do coração e habitasse num vazio legal que teimava em não regulamentar, acontecia o seguinte: a outra parte emitia sinais. A pessoa em causa, apresentava-se no &lt;em&gt;Messenger&lt;/em&gt;, acompanhada de legendas que eu, porque ainda amava, me julgava serem dirigidas. Andei a ruminar naquelas legendas (&lt;em&gt;eu, avisei que era ridículo&lt;/em&gt;) durante uma semana e o corolário do ruminanço ocorreu no dia 14 de Fevereiro. Saindo de casa de manhã, pensando “hoje é um belo dia para a emissão de mais um sinal que será, sem dúvida inequívoco”, volvidos alguns metros, aproximo-me de uma rotunda onde se edifica um viaduto. Aí, um lençol branco prendia a minha atenção, bem como a de todos os automobilistas. E como uma profecia que se cumpre, à força de tanto a desejarmos, lia-se uma frase que, porque eu queria, me julguei ser dirigida. A mensagem aparecia assinada, mas quis o vento (&lt;em&gt;e o destino, pensei&lt;/em&gt;) que o lençol se dobrasse estrategicamente após a primeira inicial, ocultando as restantes letras. O vento balançava aquela frase naquele viaduto, tal como a minha vontade a fazia oscilar em mim, todo dia…aquela inicial: C.&lt;br /&gt;Era, no mínimo contraditório (para não apelidar de insano), eu “julgava sofrer por não ser amada e no entanto sofria, porque julgava sê-lo” (R. Barthes). Eu desejava ler naqueles proto-sinais um “fica... não vás... amo-te”. Felizmente (ou não) deixei-me estar, convicta de que a comunicação deveria escorrer por outros canais que inequivocamente me fossem dirigidos. Como tal não acontecia, enchi-me de coragem (&lt;em&gt;ou simplesmente perdi o medo de ser ridícula&lt;/em&gt;) e, no dia seguinte à noite, estacionei na rotunda à espera que o vento me acompanhasse naquele exercício de desocultação onde, amargamente, um Custódio qualquer se revelou apaixonado…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecendo-me um pouco, sei que um “ele ama-me” vagamente intuído em cantos dispersos do quotidiano, onde se catam olhares, gestos e palavras, não me basta. Sei que, a partir desse ponto, mergulharei na espiral da quantidade: "porquê só um pouco, como é que só me ama um pouco? Eu disse gosto muito de ti e ele diz eu só gosto de ti”… Seguindo-se a vertigem nominalista, “se ama, por que é que não o diz de uma vez por todas?” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_ELSrq-IRI/AAAAAAAAAHg/baYDPx4g-nc/s1600-h/365PX_JPG.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183937061668659474" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="125" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_ELSrq-IRI/AAAAAAAAAHg/baYDPx4g-nc/s400/365PX_JPG.jpg" width="114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Neste processo, o estado de espírito que em mim se instala assemelha-se ao acto de acampar. Acho graça ao terreno irregular da ambiguidade, onde tudo é periclitante e a pedra onde as costas insistem em assentar não nos permite ter uma noite de sono tranquilo e retemperador. Mas só aprecio (e não muito, devo acrescentar) durante um período muito limitado de tempo. A partir de então, quero mesmo é a caminha do hotel, com lençóis, água quente, sabonetinhos e tv por cabo. Mas isso, sou eu, que já percebi que não me sinto feliz numa tenda de campismo. Claro que perco, segundo os entendidos, os prazeres da natureza, da mobilidade, de ser económico, etc. No quarto de hotel onde agora me encontro instalada, estou sozinha. O &lt;em&gt;single&lt;/em&gt; sai comparativamente muito mais caro do que o duplo. Provavelmente, encontraria, com alguma facilidade, tendas, iglos e &lt;em&gt;roulottes&lt;/em&gt; para partilhar. Mas, por preguiça, comodismo, hedonismo (é só escolher), agora, acho que prefiro assim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Optar, escolher, implica sempre perder alguma coisa. Sabendo o que se perde, não há que ter medo, nem pena de o fazer. Se é campismo selvagem que queremos fazer, pois, então, vamos lá. Mas vamos e estamos, enquanto quisermos lá estar, enquanto acharmos que ali há algo por que vale a pena dormir mal e andar sujo. Quando se lá está, mas a sonhar com o Ritz, então mais vale pegar na mochila e procurar algum conforto na residencial ou pensão familiar mais próxima. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-8372831457266390783?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/8372831457266390783/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=8372831457266390783' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/8372831457266390783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/8372831457266390783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/03/seguindo-em-frente.html' title='Seguindo em frente'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R_EJZbq-IQI/AAAAAAAAAHY/YyQHku07Y6E/s72-c/080_APX_JPG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-3271844803825695012</id><published>2008-03-28T23:52:00.006Z</published><updated>2008-05-13T21:14:19.193+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Other business'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resoflexões'/><title type='text'>Vira ou segue em frente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R-2FL7q-IPI/AAAAAAAAAHQ/rZnZxQqSyiU/s1600-h/Ou+vira+ou+segue+em+frente_Vieirinha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182945186216288498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R-2FL7q-IPI/AAAAAAAAAHQ/rZnZxQqSyiU/s400/Ou+vira+ou+segue+em+frente_Vieirinha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já fui deixada pelo caminho algumas vezes. Naturalmente, também já fui abandonando algumas criaturas na berma da estrada. No apertado e desconfortável veículo de comunicação que, das primeiras vezes, se habita e se procura partilhar, nem sempre se chega a bom porto. Refiro-me aos contactos iniciais, aos preâmbulos da imagem que construímos do outro, onde tudo se cata, tudo se pesa e se avalia. Com a experiência de algumas viagens e, sobretudo, de promessas de jornadas que não o chegam a ser, comprime-se o tempo dedicado à primeira avaliação do suposto companheiro de navegação. Não sei se é a capacidade de medir o outro que se aprimora ou se é paciência que se esboroa aos poucos. A verdade, é que percebo (ou acho que percebo) com cada vez mais facilidade, após alguns lampejos de comunicação, se há possibilidade de peregrinar em conjunto, ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve alturas, em que, querendo prosseguir viagem, fui percebendo que do outro lado a vontade não era idêntica. Provavelmente (&lt;em&gt;muito provavelmente&lt;/em&gt;), já fui a gaja chata que não se enxerga e não descola. Contudo, dentro das minhas limitações interpretativas, sempre que descortinei que a querença (e a crença, também) do outro não coincidia, naquele ponto, de estar ali, comigo e prosseguir. Então, parti ou escancarei a porta para que, quem assim o desejasse, partisse. Quem já viajou guarnecido de companhia, sabe que não é possível ir muito longe com quem não comunga de uma idêntica disposição de descoberta. Por isso, sozinhos apenas estamos se assim o decidirmos e mal acompanhados também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não raras vezes, essa partida é acompanhada de uma certa depuração dos sinais do ex-viajante do veículo. Em tempos de comunicação mediada telefonicamente, e concluída a impossibilidade de estabelecer mediação, portanto esvaído o significado, apaga-se também o significante da lista. Este processo, para mim, é muito pessoal, muito íntimo, é o círculo fechado e autocrático, onde, senhora de um incomensurável poder, decido (&lt;em&gt;ou, pelo menos, penso que decido&lt;/em&gt;) quem entra e sai da minha vida. Nunca me ocorreu panfletar a decisão, submetê-la ao escrutínio de terceiros e muito menos dos visados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, o inverso já me aconteceu algumas vezes. Desta última vez, detive-me a pensar um pouco mais no assunto. Tínhamos falado algumas vezes no &lt;em&gt;Messenger&lt;/em&gt;, não muitas, porque não sou grande apreciadora do instrumento. O meio faz a comunicação e a minha onda é mais da co-presença (que é como quem diz &lt;em&gt;fronha-to-fronha&lt;/em&gt;), portanto, saímos uma vez, para tomar o café da praxe e, enfim, conhecermo-nos. A introdução bastou-me para compreender que não queria ler mais capítulos. Precipitado? Talvez, mas ao contrário de um livro, que eu decido não ler, uma pessoa, no caso ele, tem sempre margem de acção para me convencer do contrário e conduzir-me a acreditar que ali, está uma história que, por vários motivos, vale a pena ser lida. Neste caso, não foi isso que aconteceu. Eu não quis ler e, com excepção de algumas sms de fazer sala, ninguém me convidou a deixar de ser analfabeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante isto, foi com algum espanto que o meu telemóvel me informou, com inesperada mágoa, que: “&lt;em&gt;Tendo em conta que não existe reciprocidade… vou apagar o teu contacto. Boa continuação e um bjo&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Ehhh, atão, tá&lt;/em&gt;”, pensei eu. Ainda por cima, sempre embirrei com a expressão “continuação”, nunca percebi, continuação de quê? O que só me levou a confirmar a decisão que já se havia cristalizado. Bom, mas se comunicação de apagar o contacto me surpreende, a sua não concretização já me exaspera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, tinha um e-mail que se arrastava nos porquês que eu não havia fornecido para justificar a minha ausência (!!!), “&lt;em&gt;não era por nada, era só por curiosidade e tal&lt;/em&gt;”. Mais, acrescentava que caso eu não respondesse, se veria forçado a diminuir a sua consideração (!!!) por mim. Lá respondi, tal como lhe expliquei, não movida pela redução da minha consideração no seu &lt;em&gt;considerómetro&lt;/em&gt; (que é coisa que evidentemente não me interessa), mas porque as questões, quando colocadas, merecem sempre uma resposta, sempre. E disse aquilo que, para mim (e se calhar, para mais alguém), é complicado por em palavras… não me senti minimamente impelida, motivada em pensar uma viagem contigo, em conhecer-te. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fiquei a conjecturar sobre a situação… É evidente que a criatura simpatizou (ou lá o que é) comigo. É evidente que pensou que comigo se teria passado o mesmo e esperou, desejando que eu o contactasse, que eu resgatasse e o conduzisse pelos corredores do que o encantou em mim. E a ausência de reciprocidade a que ele se reporta, tece-se nesse reduto imaginário, nessa projecção da nossa vontade no outro. Eu falhei, porque não lhe devolvi essa imagem. Ele falhou, porque não percebeu que não ameaçamos sair do jogo, para ganharmos a simpatia da equipa e termos o capitão a pegar em nós pelo braço, “&lt;em&gt;oh, não vás, fica mais um bocadinho&lt;/em&gt;”. Não se anuncia uma partida, acalentando o desejo contrário. Ou resolutos e (mais ou menos) dignos vamos embora, sem olhar para trás. Ou ficamos, porque enquanto houver bola em campo e até o árbitro apitar, o jogo continua...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Foto: "Ou vira ou segue em frente" de Vieirinha&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-3271844803825695012?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/3271844803825695012/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=3271844803825695012' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/3271844803825695012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/3271844803825695012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/03/vira-ou-segue-em-frente.html' title='Vira ou segue em frente'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R-2FL7q-IPI/AAAAAAAAAHQ/rZnZxQqSyiU/s72-c/Ou+vira+ou+segue+em+frente_Vieirinha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-2144260222326430550</id><published>2008-03-27T18:02:00.006Z</published><updated>2008-03-27T18:11:59.734Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><title type='text'>Na caixa da glória</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R-vimbq-IOI/AAAAAAAAAHI/8p57Dppaez4/s1600-h/2365553169_c7bceeab15.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182484946110783714" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 186px; CURSOR: hand; HEIGHT: 252px" height="300" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R-vimbq-IOI/AAAAAAAAAHI/8p57Dppaez4/s400/2365553169_c7bceeab15.jpg" width="198" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;I'm so tired, of playing&lt;br /&gt;Playing with this bow and arrow&lt;br /&gt;Gonna give my heart away&lt;br /&gt;Leave it to the other girls to play&lt;br /&gt;For I've been a temptress too long&lt;br /&gt;Just. .&lt;br /&gt;Give me a reason to love you&lt;br /&gt;Give me a reason to be ee, a woman&lt;br /&gt;I just wanna be a woman&lt;br /&gt;From this time, unchained&lt;br /&gt;We're all looking at a different picture&lt;br /&gt;Thru this new frame of mind&lt;br /&gt;A thousand flowers could bloom&lt;br /&gt;Move over, and give us some room&lt;br /&gt;Give me a reason to love you&lt;br /&gt;Give me a reason to be ee, a woman&lt;br /&gt;I just wanna be a woman&lt;br /&gt;So don't you stop, being a man&lt;br /&gt;Just take a little look from our side when you can&lt;br /&gt;Show a little tenderness&lt;br /&gt;No matter if you cry&lt;br /&gt;Give me a reason to love you&lt;br /&gt;Give me a reason to be ee, a woman&lt;br /&gt;Its all I wanna be is all woman&lt;br /&gt;For this is the beginning of forever and ever&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Its time to move over... ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, ainda estou aqui, nesta &lt;em&gt;Glory box&lt;/em&gt;… mas incapaz de deixar de brincar e dar a minha vez a quem quer que seja, ainda à procura de um &lt;em&gt;you&lt;/em&gt;, porque a &lt;em&gt;reason to love&lt;/em&gt;, eu já tenho...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-2144260222326430550?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/2144260222326430550/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=2144260222326430550' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/2144260222326430550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/2144260222326430550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/03/na-caixa-da-glria.html' title='Na caixa da glória'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R-vimbq-IOI/AAAAAAAAAHI/8p57Dppaez4/s72-c/2365553169_c7bceeab15.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-7095655387240339315</id><published>2008-03-26T18:15:00.007Z</published><updated>2008-03-26T18:53:16.896Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Other business'/><title type='text'>Viver (também) é recordar…</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R-qZLbq-IMI/AAAAAAAAAG4/GwIxtDdZO0s/s1600-h/4532224128a0ca0485246010.L"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182122742928777410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R-qZLbq-IMI/AAAAAAAAAG4/GwIxtDdZO0s/s400/4532224128a0ca0485246010.L" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R-qTB7q-IKI/AAAAAAAAAGo/3otZkiWRgBs/s1600-h/4532224128a0ca0485246010.L"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ao contrário do que Vítor Espadinha proclama, não acredito que recordar seja viver, mas sei que viver também passa aí, por recordar… O concerto dos Portishead a que hoje vou assistir (&lt;em&gt;sim, eu tenho bilhete para a plateia… há muito tempo&lt;/em&gt;) é também um exercício de nostalgia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Dummy, o primeiro álbum da banda, foi meu primeiro &lt;em&gt;Compact Disc&lt;/em&gt; e foi também o primeiro presente do meu primeiro namorado. Perdi a conta das vezes que em que me arrastei com aquela voz, pelas paisagens melancólicas, pontuadas por tonalidades cinzentas, ora escuras, ora expoentes exacerbados de luminosidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Em 97, tinha entrado para a faculdade e, entre os colegas de curso, destacava-se o N., inicialmente, por apenas me ter resgatado da massa anónima das restantes criaturas que por ali se juntavam. Aproximamo-nos de uma forma lenta, alimentada por horas de cafés e chávenas de conversas e por matinés de cinema que, sem dificuldade, se sobrepunham ao horário das cadeiras mais chatas. Durante muito, mas mesmo muito tempo, eu não percebi o que é que aquele homem descobria em mim que lhe agradava e que o forçava a ficar, a cativar-me. Na altura, ele era 8 anos mais velho do que eu. Naturalmente, hoje essa diferença cronológica é igual, mas há dez anos atrás, eu tinha apenas 18 e, perante ele, nada de relevante para contar, nada de essencial a acrescentar-lhe, o que dilatava distância a que dele me via.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Percebi há algum tempo que as pessoas por quem me enamorei partilham de algo em comum: a capacidade de me despertarem algum tipo de admiração. Há algo em todas elas que me maravilha e que me é estranho. Algo que eu considero inalcançável, inatingível, raro e belo. Algo que eu quero, que desejo, que anseio por incorporar em mim. No caso do N., esse assombro nascia no reduto intelectual, na erudição que eu lhe reconhecia, na capacidade que eu testemunhava de articulação de toda a sua experiência e saber para a produção de um sentido e de inteligibilidade do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Acho que nunca lhe disse isto, e duvido que ele suspeite, mas só muito recentemente, me sinto realmente de igual para igual numa conversa com ele, sem complexos, sem receios de me espalhar ao comprido numa imbecilidade qualquer. Não porque tenha deixado de ser imbecil e ignorante, mas porque percebi que, entre nós (como em todas as relações humanas autênticas) o que é nevrálgico, na intimidade que se tece, não é o conteúdo. Não é relevante o número de livros que se terá lido, os filmes que se terão visto, as viagens que se realizaram... A base do nosso entendimento residia na forma. No modo cúmplice como comunicávamos de improviso e sem pauta nos instalávamos como velhos conhecidos num sentido de humor partilhado. No riso, na gargalhada fácil que despertávamos no outro, a partir do elemento quotidiano mais banal ou a partir de um tabu, de um assunto interdito, de um acontecimento traumático e designado pelos outros como coisa séria, com a qual não se brinca… Esse era (e é) o ponto do nosso entendimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A partir daí, foi fácil concluir que estava apaixonada, mais fácil ainda reconhecer um desejo crescente, primordial e desconhecido que apenas o corpo poderia aplacar. Foi numa sessão do FantasPorto, &lt;em&gt;Blue Velvet&lt;/em&gt; do David Linch na tela, e uma te(n)são que crescia entre nós como arame farpado, já doía estarmos próximos e não nos tocarmos. Esse foi o primeiro beijo e uma das maiores descargas de adrenalina, prazer e sensualidade que os meu lábios já testemunharam. A partir de então, as matinés de cinema viram-se trocadas por tardes de sol filtradas na janela do quarto, pela roupa amarrotada que enfeitava o soalho, pelo cabelo em desalinho que nos ligava, suados, exaustos e insaciados. Tenho uma imagem muito nítida de uma dessas tardes. Regressava a casa, no final do dia, num autocarro apinhado de gente remetida de locais de trabalho acinzentados e baços e acreditei genuinamente que teria de me esforçar para ocultar daqueles olhares inquisitivos, o brilho, a lúxuria e a felicidade que exalava do meu corpo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Nesse verão, há dez anos, os Portishead vieram cá, ao festival do Sudoeste. As amarras parentais não me permitiram estar lá com ele, a ouvi-los. Recebi um postal que dizia “&lt;span style="color:#333399;"&gt;Nobody loves like you do&lt;/span&gt;”… Dez anos depois, sabemos que não foi assim. Mas, sei que houve um dia em que também o foi e isso é meu, intrínseco e indissolúvel…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#333399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#333399;"&gt;To pretend no one can find,&lt;br /&gt;The fallacies of morning rose,&lt;br /&gt;Forbidden fruit, hidden eyes,&lt;br /&gt;Courtesies that I despise in me&lt;br /&gt;Take a ride, take a shot now. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#333399;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;‘Cause nobody loves me,&lt;br /&gt;It's true,&lt;br /&gt;Not like you do. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Covered by the blind belief,&lt;br /&gt;That fantasies of sinful screens,&lt;br /&gt;Bear the facts, assume the dye,&lt;br /&gt;End the vows no need to lie, enjoy,&lt;br /&gt;Take a ride, take a shot now. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;‘Cause nobody loves me,&lt;br /&gt;It's true,&lt;br /&gt;Not like you do. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Who oo am I, what and why?&lt;br /&gt;‘Cause all I have left is my memories of yesterday,&lt;br /&gt;Ohh these sour times. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;‘Cause nobody loves me,&lt;br /&gt;It's true,&lt;br /&gt;Not like you do. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;After time the bitter taste,&lt;br /&gt;Of innocence decent or race,&lt;br /&gt;Scattered seed, buried lives,&lt;br /&gt;Mysteries of our disguise revolve,&lt;br /&gt;Circumstance will decide. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;‘Cause nobody loves me,&lt;br /&gt;It's true,&lt;br /&gt;Not like you do&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Sour Times, Portishead)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-7095655387240339315?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/7095655387240339315/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=7095655387240339315' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/7095655387240339315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/7095655387240339315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/03/viver-tambm-recordar.html' title='Viver (também) é recordar…'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R-qZLbq-IMI/AAAAAAAAAG4/GwIxtDdZO0s/s72-c/4532224128a0ca0485246010.L' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-3926831562042118965</id><published>2008-03-25T15:16:00.005Z</published><updated>2008-04-01T11:53:41.534+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><title type='text'>Ressurreições</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R-kcHbq-III/AAAAAAAAAGY/1rnsePgn8M0/s1600-h/Sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181703760279117954" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 192px" height="209" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R-kcHbq-III/AAAAAAAAAGY/1rnsePgn8M0/s400/Sem+t%C3%ADtulo.bmp" width="214" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Imbuída do espírito milagreiro e ressuscitativo da época, a minha tese de mestrado emergiu do estado comatoso e moribundo em que se encontrava. Ainda se encontra ligada à máquina, não consegue respirar por si, revela algumas limitações de articulação, tem dificuldade em ser coerente do princípio ao fim do discurso, necessita de algumas transfusões de sangue teórico compatível (dadores já amplamente identificados). De acordo com o chefe da equipa cirúrgica (vulgo orientador), revela-se excelente na sua estrutura, necessitando apenas de um período de intensa terapia diária. Se a recuperação correr de feição, no princípio do mês de Maio, estará cá fora de boa saúde (até lá, reservo os meus serões e fins de semana a cuidar da pobrezinha).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-3926831562042118965?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/3926831562042118965/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=3926831562042118965' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/3926831562042118965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/3926831562042118965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/03/ressurreies.html' title='Ressurreições'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R-kcHbq-III/AAAAAAAAAGY/1rnsePgn8M0/s72-c/Sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-3487459495647048675</id><published>2008-03-20T19:25:00.005Z</published><updated>2008-03-20T20:21:02.224Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Other business'/><title type='text'>De bestial a besta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R-K6KLq-IHI/AAAAAAAAAGQ/VLWWy03R8WQ/s1600-h/73979147.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179907205523972210" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R-K6KLq-IHI/AAAAAAAAAGQ/VLWWy03R8WQ/s400/73979147.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Um pequeno incidente de (in)comunicação ocorrido num barzito aqui, do burgo, fez-me relembrar a velha máxima que sintetiza a facilidade com que, no futebol (mas, não só...), passamos de bestiais e bestas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado à noite, eu, duas amigas e um amigo. Dois de um lado da mesa e os outros dois do lado oposto, cinzeiro no centro (&lt;em&gt;sim, pode-se fumar&lt;/em&gt;) e muita conversa em circulação. Eu estava de costas para as restantes mesas no espaço, portanto, apenas via os dois amigos que estavam à minha frente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Ora, à custa de andar a puxar a porra da mala pelas Lisboas e pelos comboios e pelos táxis e mais sei lá o quê, dei um jeito às costas que, nesse dia, praticamente me imobilizava (&lt;em&gt;na realidade, é apenas velhice precoce localizada na zona lombar e, foi-se a ver, não era assim tão grave, porque nesse dia fiquei a dançar até às 7 da matina&lt;/em&gt;). Bom, ao fim de algum tempo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;procurando uma posição mais confortável (ou menos dolorosa, consoante as perspectivas), sou obrigada a voltar-me para as restantes mesas do bar e para o imberbe grupo de gralhas que estava mesmo ali ao lado. Ajeitado o reumático, v&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;erifico que dois miúdos desse grupo, me olhavam fixamente com ar divertido. O olhar era tão ostensivo que igualmente os fitei. Pois, para minha grande surpresa e estupefacção, um deles (&lt;em&gt;por acaso, era o mais engraçadito... menos mal&lt;/em&gt;): inclina o tronco ligeiramente para a frente, esbugalha lentamente os olhos, encurrilhando a testa, entreabre os lábios e... &lt;span style="color:#993300;"&gt;PÕE A LÍNGUA DE FORA&lt;/span&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Eu observava-o agora com espanto, perplexidade e uma ponta de desprezo, enquanto pensava: &lt;em&gt;"esta agora, o que é que o raio do puto quer?!?".&lt;/em&gt; O compincha da criatura, adivinhando o meu pensamento e percebendo que eu não falava "aquela língua", resolve traduzir: "&lt;em&gt;ah, e tal... &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;em&gt;chamaste a atenção do meu amigo!&lt;/em&gt;”. Pois, claro, então não é evidente! Pedagogicamente, respondi-lhe, "&lt;em&gt;Ah, está bem. Mas, devias pensar em domesticar o teu amigo primeiro, antes de o deixar sair à rua e interagir com pessoas&lt;/em&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;A custo (&lt;em&gt;porque me doíam as cruzes&lt;/em&gt;), voltei-me novamente para a minha mesa. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Breves instantes passaram e um &lt;em&gt;zum-zum&lt;/em&gt; adensava-se nas minhas costas (&lt;em&gt;e não era o reumático, que ainda não estou nesse ponto de chiar dos ossos&lt;/em&gt;). Voltei-me novamente, olhando as mesmas criaturas. &lt;/span&gt;Desta feita, era o mais engraçadito quem falava. O episódio incial provava que &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;o gato não lhe tinha comido a língua, contudo, constatava agora que alguma coisa lhe havia carcomido a zona do cérebro responsável pela função linguística. Eu juro que prestei atenção, mas não encontrei a ponta do novelo daquele raciocício: “&lt;em&gt;não sei quê, porque eu sou gajo, e eu tu fosses gajo eu falava contigo de outra maneira, mas como és gaja… porque se fosses gajo, como eu sou gajo, a gente resolvia a coisas de outra forma...&lt;/em&gt;”. Consciente das minhas limitações de género, declarei, “&lt;em&gt;ok, se eu fosse gajo, tu falavas comigo. Mas, como vês, não sou. Por isso, é inútil prosseguirmos&lt;/em&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Voltei-me para a mesa, passaram uns momentos e nova investida. De entre as vociferações que as criaturas proferiam houve uma que se revelou crucial: “&lt;em&gt;ah e tal... és feia, és mesmo feia...”.&lt;/em&gt; Eu achei graça, mas curiosamente perante aquela frase os meus amigos mobilizaram-se (acho que não queriam ficar mal falados, com fama de se fazerem acompanhar por uma rapariga &lt;em&gt;mesmo feia&lt;/em&gt;). Foi perante o único gajo que estava na mesa (que por acaso tem 1,90 cm) que ele se explicou e que eu fiquei a compreender:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;“&lt;em&gt;Ah e tal, já estava aqui há algum tempo e a tua amiga chamou-me a atenção, achei-a, prontos, engraçada e gostava de a conhecer&lt;/em&gt;.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hummm, eu tenho andado um bocado arredada destas lides, mas d&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;esde quando é que por a língua de fora deixou de ter uma conotoção trocista e infantil e passou a ser utilizado como um cumprimento, um elogio (&lt;em&gt;naturalmente, reporto-me à idade adulta, o jardim de infância e a escola primária não contam&lt;/em&gt;)?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;É sabido que, no futebol, equipa que ganha, tem um treinador bestial. Mas, se a mesma equipa, com os mesmos jogadores e com a mesma táctica perde, defraudando as expectativas dos adeptos, o &lt;em&gt;mister&lt;/em&gt; é indiscutivelmente uma besta. Já me tinha esquecido que no jogo do engate rasteirinho é a mesma coisa. Num espaço cheio de gente, há uma pessoa que, por algum motivo (&lt;em&gt;bem, na verdade estamos a falar da vertente rasteirinha, por isso, normalmente não são os lindos olhos...)&lt;/em&gt; prende a nossa atenção. Se vamos até lá e a coisa corre bem: bestial. Se levamos para trás: ganda vaca, tem a mania qué boa, mesmo feia... Besta! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Como diria o outro "e eu qui sô ruim? eu qui sô mau treinadô?"&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-3487459495647048675?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/3487459495647048675/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=3487459495647048675' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/3487459495647048675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/3487459495647048675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/03/de-bestial-besta.html' title='De bestial a besta'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R-K6KLq-IHI/AAAAAAAAAGQ/VLWWy03R8WQ/s72-c/73979147.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-1474768934085605327</id><published>2008-03-19T19:40:00.004Z</published><updated>2008-03-19T20:38:07.066Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Other business'/><title type='text'>Como nossos pais*</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R-F5S7q-IGI/AAAAAAAAAGI/Il3WKBlHB2g/s1600-h/Himba+Tribes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179554412615311458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="205" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R-F5S7q-IGI/AAAAAAAAAGI/Il3WKBlHB2g/s400/Himba+Tribes.jpg" width="274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Diz que é Dia do Pai e eu vou dar um salto até casa dos &lt;em&gt;pappis, &lt;/em&gt;abancar-me pó jantarinho e dar duas de letra com o velhote. Passar em revista os disparates semanais do governo, dizer mal do benfica (&lt;em&gt;ainda quero ver o que é que ele acha deste achado que é o Chalana como treinador!&lt;/em&gt;), lamentar solidariamente a (mais que provável) descida de divisão do Leixões (&lt;em&gt;'taditos, compraram um autocarro à séria pa fazer bonitinho na liga, mas é tão grande que eu desconfio que, na próxima época, quando voltarem a ir jogar à Rechousa e a Nogueiró dos Vinhos, a traquitana não deve passar pelas vielas esconsas&lt;/em&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nunca chamei o meu pai de pai, chamo-o pelo nome. Sempre foi assim. Enquanto criança, os amigos perguntavam se era meu padrasto, ao que eu respondia: "não é o meu pai, mas chamo-o Zé, porque é o nome dele" (&lt;em&gt;parecia-me tão evidente!!&lt;/em&gt;). Acho que nunca fomos próximos, íntimos, fluidos e totalmente autênticos um com o outro. A minha adolescência marcou um período de conturbada existência entre nós, apaziguado com frequência e com uma diplomacia que causaria inveja a qualquer funcionário das Nações Unidas, pela minha mãe (&lt;em&gt;que chamo de mãe e nunca me ocorreu ser de outro modo&lt;/em&gt;). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conservador. Acho que é uma das palavras que define o meu pai. Razão pela qual, quando transmiti a intenção de morar sozinha (escapando ao fado geracional de sair de casa dos pais para casar) pensei que seria decretado o "estado de sítio" da nossa relação. Nada disso! Perante o meu comunicado, ele apenas pergunta: "mas, vais viver com um companheiro?" (&lt;em&gt;não sei como contive tamanha alarvidade de riso e gargalhada perante esta expressão, tão PREC... um companheiro, camarada, campesino...).&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde então, o denso manto de neblina que separava e bloqueava a nossa comunicação foi-se levantando, permeabilizando-se a alguns raios de luz que o deixam ver com mais nitidez. Fica clara a sua aversão à mudança, mas também uma fidelidade canina à família e aos amigos, uma honestidade a toda a prova, uma existência colada aos princípios em que acredita, uma certa obstinação face à palavra e ao compromisso. Quando a minha mãe se chateava comigo, uma das piores coisas que ela me podia dizer era, "és igualzinha ao teu pai". Aquela frase arremessava-me de novo para o ponto zero, para um ponto próximo dele, de onde, eu achava que me queria afastar. Hoje, perante tal declaração, apenas sorrio. Se calhar, é mesmo muito provável que comunguemos de um mesmo património de carácter. Podia ser pior... podia ter herdado o benfiquismo (argh)!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;*De preferência, ao som de Ellis Regina&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: "Himba Tribes" de Nuno Lobito&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-1474768934085605327?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/1474768934085605327/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=1474768934085605327' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/1474768934085605327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/1474768934085605327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/03/como-nossos-pais.html' title='Como nossos pais*'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R-F5S7q-IGI/AAAAAAAAAGI/Il3WKBlHB2g/s72-c/Himba+Tribes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-4858829143882687303</id><published>2008-03-18T18:41:00.004Z</published><updated>2008-03-18T19:32:33.362Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='E para os amigos'/><title type='text'>Virar o disco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ontem, foi o aniversário do meu melhor amigo, o L. Apercebi-me, durante o fim-de-semana, que ele providenciava telefonicamente os convites para o jantar. Fiquei surpreendida e muito satisfeita com essa iniciativa. Mas, percebi depois que havia compreendido mal o que ela significava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O L não é muito dado ao chamado &lt;em&gt;espírito de grupo&lt;/em&gt;, quando este é segregador de uma certa individualidade (e, em maior ou menor grau, estar em grupo implica sempre diluirmo-nos um pouco). A esta condição de base, soma-se a actual e ainda recente conjuntura de desemprego que lhe esvazia os dias, mas, sobretudo, tende a contaminar horizontes de projecção futura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isto, no ano passado, não me espantou quando ele alegou um “estado de neura temporário”, declarando não organizar qualquer espécie de reunião festiva. À socapa, eu fiz os convites, e no pacato sábado à tarde, em que dissecamos os jornais, temperando a leitura com vociferações e banalidades, os amigos convidados foram chegando ao café, até ele se aperceber da inevitabilidade do jantar. Foi bom, foi divertido, porque também foi inesperado para ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, o que sucede é que o &lt;em&gt;espírito de festa&lt;/em&gt; resiste ao &lt;em&gt;prêt-à-porter&lt;/em&gt; e&lt;em&gt; &lt;/em&gt;não se compadece com datas e horas marcadas. Por coincidência conjuntural, actualmente, há uma vaga de neura-depressiva que assola um conjunto alargado de amigos. Os motivos e as situações são diversas: uns estão enredados em relações infelizes que insistem arrastar, arrasando-se com elas; outros estão reféns de narrativas profissionais que, pela ausência ou excesso de substância, lhes minam a alegria; alguns acumulam estas situações.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O jantar estava marcado para as 20:30. Eu, para não variar, deixei-me atrasar, e cheguei por volta das 21. Verifiquei, com espanto, ausências injustificáveis pela relação afectiva que julgo existir. Fui perguntando por A, B, C e explicações diversas e ligeiras foram apontadas. O jantar decorreu sem grande entusiasmo, a partida fez-se anunciar com olhares nervosos para os relógios e telemóveis. Dos 12 no jantar, ficaram 4 para beber um copo. Dos 4, fiquei eu e o L. Dei comigo a equilibrar atabalhoadamente, numa mão, o cigarro e, na outra, o pesado balanço negativo que ele produzia sobre o jantar. Este jantar significava mais para ele do que eu poderia supor. A fragilidade que ele oculta numa postura que lhe é sempre idêntica: forte, vencedora, audaz, determinada, pedia agora por colo, por um abraço colectivo. Essa mensagem, ele não a passou da melhor forma. Mas, por outro lado, parece-me que &lt;em&gt;esta gente&lt;/em&gt; estaria demasiado embriagada na sua infelicidade e miséria para perceber.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em inúmeras situações da minha vida, eu sou “esta gente”, bêbada de egoísmo e desventura. Nessas circunstâncias, acho que nunca me detive muito tempo a pensar na real importâcia da minha ausência para com os outros. Eu encontrava-me refém do infortúnio e padecia de uma espécie de síndroma de Estocolmo, identificando-me e criando fortes laços de estima com a dor que me havia sequestrado do mundo. A dada altura, libertar-me dependia só de mim, contudo tornava-se paradoxalmente doloroso abandonar aquele reduto familiar e confortável de lástima e de miséria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179154361351336370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R-ANc4lC8bI/AAAAAAAAAGA/nA4gS04XfEc/s400/Lagoa+do+Vento+I_DDiarte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, ontem magoou-me ver o meu amigo triste, saudoso dos amigos "raptados", a extrair palavras hesitantes de si para exprimir a custo o que sentia, quase envergonhado por falar das expectativas goradas naquele jantar. Senti uma impotência (que imagino) quase maternal, perante alguém que se ama e que se quer cuidado e protegido e que ainda assim não é possível imunizar da dor que os outros, por vezes, teimam em lhe infligir. Da dor que, tantas vezes, por negligência e leviandade devo ter infligido. Quanta desatenção é desigualmente distribuída. Quanto descuido. Quanto desamor face àqueles que não nos falham, que estão ali e que, às vezes, gritam, “hoje, preciso de ti, preciso de um abraço”. Mas, esse grito não é audível porque, a infelicidade destila a sua melodia, em estilo &lt;em&gt;black metal&lt;/em&gt;, na aparelhagem que lhe emprestamos, equipada com &lt;em&gt;stereo&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;dolby surround&lt;/em&gt;... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: "Lagoa do Vento I" de DDiArte&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-4858829143882687303?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/4858829143882687303/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=4858829143882687303' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4858829143882687303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4858829143882687303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/03/virar-o-disco.html' title='Virar o disco'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R-ANc4lC8bI/AAAAAAAAAGA/nA4gS04XfEc/s72-c/Lagoa+do+Vento+I_DDiarte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-4062076058645924428</id><published>2008-03-17T16:22:00.008Z</published><updated>2008-03-17T17:27:57.788Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resoflexões'/><title type='text'>Viagens na minha terra: entre a cesta e a samsonite</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R96a2olC8aI/AAAAAAAAAF4/FCo-Vj5pijg/s1600-h/800px-Lisboa_-_Gare_do_Oriente.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178746884919062946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R96a2olC8aI/AAAAAAAAAF4/FCo-Vj5pijg/s400/800px-Lisboa_-_Gare_do_Oriente.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Desde que tenho memória que os locais de viagem me fascinam: aeroportos, gares de comboio, etc. Deslumbra-me a ideia de um território que se define como passageiro, transitório e efémero no (des)encontro que promove. Marc Augé, fala de &lt;em&gt;não-lugares&lt;/em&gt; para designar os espaços de passagem, a terra de ninguém da identidade, onde nos une e nos isola a condição de viajante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A minha memória das viagens de comboio remonta aos tempos de infância. As férias (na altura, mesmo, grandes) previam um mês passado na aldeia dos meus avós, em Trás-os-Montes. A viagem era antecipadamente planeada e os dias de partida e de chegada estruturalmente desenhados em torno do autoritário horário do comboio, avivados intermitentemente pela minha avó: “&lt;em&gt;ele&lt;/em&gt; não espera por nós e se &lt;em&gt;o &lt;/em&gt;perdemos, ficamos em terra” (expressão curiosa a utilizar para um transporte sem mar à vista). O receio de “o perder” fazia sentido, porque a frequência de comboios não abundava (situação que hoje ainda se mantém). Mas, mais grave, não cumprir com esse horário significava hipotecar o precário equilíbrio que se havia planeado com o horário da &lt;em&gt;carreira&lt;/em&gt; que era necessário apanhar em seguida. A &lt;em&gt;carreira&lt;/em&gt; era o autocarro velho, que apenas por protocolo tácito com a morfologia escarpada do percurso acedia em não se despenhar nos socalcos vinícolas, conduzindo-nos ao longínquo destino na montanha. Dessas viagens, retive uma imagem construída e reconstruída dos viajantes: mulheres com buço, vestidas de negro e lenços na cabeça, acompanhadas de invariáveis cestas de onde espreitavam hortaliças e de onde se desprendiam odores animais. Pesava na cesta e nesse percurso a ignorância e o analfabetismo com que fitavam o encriptado painel (mais ou menos) electrónico onde se a anunciavam as linhas, os destinos e os horários de partida, “oh, menina, pó Porto, que comboio é?", acumulavam-se nas filas da bilheteira com a confusão de quem não se explica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As férias na aldeia deixaram de acontecer há muitos anos. As viagens de comboio tornaram-se mais frequentes e tomaram outros destinos. Nos entretantos, muita coisa mudou na fachada e no funcionamento das gares e estações de embarque. Ainda assim, a imagem das cestas não se dissipou. De vez em quando, nos contextos mais inesperados, ela dá sinais de si...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na gare do Oriente, sexta-feira ao final do dia, tal como muita gente, encetava a viagem de regresso ao Porto. Na plataforma, juntavam-se pessoas cujos trajes e semblantes se assemelhavam, denunciando a pertença a profissões mais ou menos qualificadas e técnicas – pessoas em trânsito profissional. Foi entre "dôtores e enginheiros", PDA’s e telemóveis de última geração, que uma voz feminina, agradável e, curiosamente, perceptível (demonstrando a extinção da tradicional e nasalada advertência “o comboio procedente de Lisboa Santa Apolónia, com destino a Porto Campanhã, vai dar entrada na linha número 1, efectua paragem em, blá, blá, blá", da qual apenas era possível decifrar pequenas sílabas que se alinhavam mentalmente num puzzle em que faltavam peças) explicava agora pedagogicamente que o comboio das 19 horas teria duas composições: na linha 1, entrariam as carruagens 1 a 6 e, na linha 2, 4 minutos depois, seguiam as carruagens 7 a 12. A mesma voz pedia com insistência que os senhores passageiros conferissem o número da carruagem no respectivo bilhete e se dirigissem para a linha correspondente. Explicou uma vez, duas, vezes, três, vezes, quatro vezes (nesta altura eu já sabia de cor o relambório da moça). Finalmente, dá entrada a primeira composição, carruagens 1 a 6. E eu, esquecida de um país de cestas que não decifrava um painel de informação, verifiquei estarrecida a confusão analfabeta e ansiosa das &lt;em&gt;Samsonites&lt;/em&gt; e dos &lt;em&gt;laptops&lt;/em&gt; que se atropelavam na busca infundada da carruagem 7, 9 e 10 ,que só partiria daí a 4 minutos na linha contígua. "Oh, menina, pó Porto é este comboio, não é?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mudam-se as cestas (com sorte, rapa-se o buço), mas algo insiste teimosamente em persistir…&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-4062076058645924428?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/4062076058645924428/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=4062076058645924428' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4062076058645924428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4062076058645924428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/03/viagens-na-minha-terra.html' title='Viagens na minha terra: entre a cesta e a samsonite'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R96a2olC8aI/AAAAAAAAAF4/FCo-Vj5pijg/s72-c/800px-Lisboa_-_Gare_do_Oriente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-6248632677066656522</id><published>2008-03-11T19:42:00.002Z</published><updated>2008-03-11T19:55:04.936Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outros futebóis'/><title type='text'>Lxxxxxx</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R9bjWolC8ZI/AAAAAAAAAFw/6ZJqP9YThGY/s1600-h/Alfred+Molon.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176574799698391442" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 264px; CURSOR: hand; HEIGHT: 196px" height="243" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R9bjWolC8ZI/AAAAAAAAAFw/6ZJqP9YThGY/s400/Alfred+Molon.jpg" width="319" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Diz que vou para Lissabonne uns dias, ver moços... quer dizer, trabalhar: MUITO! Chega a ser anedótico, vou dar formação, nada mais, nada menos do que: Gestão do Tempo! Eu e gestão do tempo. Bom, também não é tanto assim. Na verdade, sendo uma dimensão em que falho constantemente (horários, prazos, etc), há muito tempo que me procurei endoutrinar e munir das técnicas, instrumentos, estratégias, etc., para enfrentar essa situação. Na prática, não sou muito eficaz, mas na teoria sou o Cristiano Ronaldo dos cronogramas e do planeamento (embora, eu renda mais sossegadita a dormir...).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não me apoquenta e lido bem com esta dissonância: "bem prega frei tomás, faz o que ele diz, não faças o que ele faz"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-6248632677066656522?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/6248632677066656522/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=6248632677066656522' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6248632677066656522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6248632677066656522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/03/lxxxxxx.html' title='Lxxxxxx'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R9bjWolC8ZI/AAAAAAAAAFw/6ZJqP9YThGY/s72-c/Alfred+Molon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-6608611194804301727</id><published>2008-03-10T16:38:00.005Z</published><updated>2008-03-10T16:50:10.638Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='C. business'/><title type='text'>Degraus na longa escada da compreensão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Neste espaço onde não me coíbo de mim e onde o encontro se combina nas esquinas das palavras, também me escondo, também me oculto, também me atraso e também falto ao compromisso. Nestes dias, e até hoje, eu teria sempre algo a acrescentar sobre ti… Mas eu não quero, porque não sou totalmente capaz de esmiuçar e desgastar os nexos explicativos para a dor e para a perplexidade que, também aqui, tenho tentado aplacar. Por pudor, por vergonha, mesmo para mim, é difícil apresentar, redigir e digerir completamente a didascália desta acção. Mas a verdade é que se me distanciar, se me vir como personagem desta história: faz algum sentido. Porque já vivi outros amores, já sofri noutros lugares, tive a pretensão de achar que aos 28 anos, já tinha percebido como é que isto funciona. Eu já tinha &lt;em&gt;tirado de letra&lt;/em&gt; esta coisa das relações. A mim, já ninguém me apanhava em falso. Eu não dizia isto, mas acho que era o que pensava… E aqui, vejo a Vida com um ar matreiro e sabido, numa esplanada lânguida com sol e gins tónicos, a decretar preguiçosamente a reposição da ordem cósmica do reconhecimento e das ignorâncias: &lt;em&gt;"ah, então tu pensavas que sabias tudo… espera lá…"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, dizias-me, “gostava de te ter conhecido antes, gostava de te ter conhecido quando estava bom”. Essa frase… essa frase plantava em mim sensações tão díspares, sentia-a, ora como um elogio, ora como um insulto. Às vezes, dava-lhe algum seguimento, imaginando como é que seria? E a verdade, é que foi pela forma como agora caminhavas até mim que permiti que te aproximasses. Eu dizia-te, e dizia-me vezes sem conta, que essa condição nada influenciava… Mas mentia… Essa condição perturbava tudo, porque essa diferença me deslumbrava, turvando e ocultando tudo o resto e distraindo-me de ti. Porque era a prova visível da aprendizagem que tu inevitavelmente terias realizado, o catalizador irrefutável para a mudança que tu terias operado (transformação em que, na generalidade, eu nem sequer acredito ser possível, porque, no essencial, as pessoas não mudam). Tentava imaginar-te antes e (especulativamente, bem sei) não era capaz me ver a nutrir mais do que um leve desprezo pela tua bela aparência oca e desprendida. Ao &lt;em&gt;antes-de-ti&lt;/em&gt; eu já tinha sido apresentada e do &lt;em&gt;antes-de-ti&lt;/em&gt; eu também já tinha descoberto que nada haveria a esperar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aprendi por mote próprio que não se deixa para amanhã o que se pode gostar hoje, aprendi que não ocultamos quem amamos das pessoas que nos rodeiam, aprendi que todas as manhãs são poucas e todas as noites demasiadamente curtas para não as partilharmos com quem amamos, aprendi que não nos afastamos para nos resolvermos, apoiamo-nos nas pessoas que amamos para nos tornarmos mais claros, mais nítidos e melhores. Aprendi com o corpo, com as lágrimas, com a dádiva e com a dor. E achei que já sabia...&lt;br /&gt;Mas, agora, tu deslizavas até mim, corporizando uma realidade que me era tão estranha e que eu não ousava questionar. Esse era o reduto justificativo onde te apoiavas agora para te afastares, como sempre o fizeras, embora invocando outros pretextos.&lt;br /&gt;E eu, ainda com tanto para aprender, a achar que já tinha percebido tudo… E, eu tola, a achar que não me poderias magoar, não tinhas como… Tu não tinhas pernas, mas sim asas para me proteger como um anjo. Tu não tinhas maldade, apenas sofrimento e gratidão no olhar. Tu conduziste-me ao engodo primordial nas pesquisas que fiz, a fim de te perceber melhor… a tua deficiência é emocional e não tem rampas à vista.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176155868588339586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R9VmVolC8YI/AAAAAAAAAFo/LTr6pO8CTTY/s400/ST_Rosalina+Afonso.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto : Sem Título, Rosalina Afonso&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-6608611194804301727?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/6608611194804301727/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=6608611194804301727' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6608611194804301727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6608611194804301727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/03/degraus-na-longa-escada-da-compreenso.html' title='Degraus na longa escada da compreensão'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R9VmVolC8YI/AAAAAAAAAFo/LTr6pO8CTTY/s72-c/ST_Rosalina+Afonso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-5421562747969799974</id><published>2008-03-10T14:16:00.003Z</published><updated>2008-04-01T11:54:22.893+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Take (time)'/><title type='text'>A supertrampa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R9VC9olC8WI/AAAAAAAAAFY/XhJutOgU270/s1600-h/400x330.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176116973364506978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R9VC9olC8WI/AAAAAAAAAFY/XhJutOgU270/s400/400x330.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Domingo de neura. Jornais lidos. Rumo ao cinema. Sala composta. Filme: Into the Wild&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se um jovem de 22 anos, bem parecido, bom aluno, com uma situação social e económica confortável, dissesse "eh pá! isto da materialidade das coisas é muito sufocante". Asceticamente, prescinde da sua família, do seu dinheiro e de todos os seus bens materiais e enceta uma jornada rumo à descoberta de si, rumo à purificação, rumo à felicidade. Apelida-se Alexander Supertramp e pela estrada fora ele vai. Terra acima, terra abaixo, terra acima, terra abaixo, terra acima, terra abaixo (ehhhh, que sono! é que o percurso dura 140 minutos). Pelo caminho, vai conhecendo um pessoal, mas ele não se desvia do propósito e prossegue, prossegue, prossegue… até não conseguir avançar mais. Morre, não sem antes concluir: &lt;span style="color:#333399;"&gt;Hapiness is real when shared&lt;/span&gt;. Irra que o Siddharta suburbano é um bocado lerdo (como se não bastasse, inspira-se em factos reais)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-5421562747969799974?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/5421562747969799974/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=5421562747969799974' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5421562747969799974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5421562747969799974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/03/supertrampa.html' title='A supertrampa'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R9VC9olC8WI/AAAAAAAAAFY/XhJutOgU270/s72-c/400x330.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-2008943793696116306</id><published>2008-03-08T16:09:00.005Z</published><updated>2008-03-08T16:31:57.319Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tempo de excertos'/><title type='text'>Fragmentos encontrados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R9K6PIlC8VI/AAAAAAAAAFQ/Ub93xBYfIQM/s1600-h/9724413187.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175403690965791058" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R9K6PIlC8VI/AAAAAAAAAFQ/Ub93xBYfIQM/s400/9724413187.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Há alguns anos, descobri esta pérola num alfarrabista do Porto (a capa era outra).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, em limpezas e arrumações caseiras, foi ele que me descobriu a mim, como que adivinhando um estado de espírito mais dotado de renovados e íntimos fragmentos de compreensão do seu conteúdo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na minha contracapa, reza assim: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;Dois poderoso mitos fizeram-nos acreditar que o amor podia, devia sublimar-se em criação estétita: o mito socrático (amar serve para criar uma multidão de belos e magníficos discursos) e o mito romântico (produzirei uma obra imortal escrevendo a minha paixão&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;" (Roland Barthes) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Até ver, fica em posição de destaque na mesinha de cabeceira...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-2008943793696116306?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/2008943793696116306/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=2008943793696116306' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/2008943793696116306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/2008943793696116306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/03/fragmentos-encontrados.html' title='Fragmentos encontrados'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R9K6PIlC8VI/AAAAAAAAAFQ/Ub93xBYfIQM/s72-c/9724413187.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-2718871016039527824</id><published>2008-03-07T14:45:00.008Z</published><updated>2008-03-07T15:19:34.013Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outros futebóis'/><title type='text'>Nem a ocasião faz a oposição</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R9FcnolC8UI/AAAAAAAAAFI/oItYIyrcerI/s1600-h/menezes_lusa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175019282802864450" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R9FcnolC8UI/AAAAAAAAAFI/oItYIyrcerI/s400/menezes_lusa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Não era necessário ser o Gabriel Alves da arena político-partidária portuguesa para prever que Luís Filipe Menezes não seria grande espingarda como líder do PSD. Agora, o que ninguém poderia imaginar é que seria assim tão MAU...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O povo afirma que "a ocasião faz o ladrão" querendo com isto ilustrar a primazia das circunstâncias sobre a (potencial) virtude das acções dos indivíduos. A actual ocasião, de crescente crispação social, de acumulada e generalizada insatisfação com o rumo que o país leva (ou o "mal-estar difuso", expressão eufemística e cronologicamente desfasada utilizada por uns senhores da SEDES - &lt;em&gt;diz que são dôtores e botam boa faladura&lt;/em&gt;...), seria terreno fértil para (independentemente da virtude dos indíviduos) lançar as bases de sólidos argumentos de oposição às actuais políticas de governação. É que da maneira como as coisas vão, nem era preciso muito esforço, nem era preciso acreditar de facto nesses eventuais argumentos, era apenas necessário que existissem... Mas não, diz que não, e o timoneiro do principal partido da oposição explica porquê:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"&lt;em&gt;Há um paradoxo. É que, da mesma maneira que o PSD ainda não merece - vai merecer - ser Governo, o PS já não merece ser Governo. Portanto temos aqui um vazio complicado, que o maior partido da oposição vai ter de resolver rapidamente merecendo ser Governo&lt;/em&gt;" &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(in TSF Online)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hummm, com que então há um paradoxo ?! (&lt;em&gt;eu não sei, mas se procurarmos bem até encontraremos mais do que um&lt;/em&gt;) Hummm, com que então uma crise de &lt;em&gt;diz-mereço-mais-do-que-tu&lt;/em&gt; para resolver?! Ora bem, isso ainda pode levar algum tempo... alguém carrega no botão do &lt;em&gt;pause&lt;/em&gt; do país, enquanto os senhores disputam a crise de mérito?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-2718871016039527824?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/2718871016039527824/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=2718871016039527824' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/2718871016039527824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/2718871016039527824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/03/nem-ocasio-faz-oposio.html' title='Nem a ocasião faz a oposição'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R9FcnolC8UI/AAAAAAAAAFI/oItYIyrcerI/s72-c/menezes_lusa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-7725588599203580160</id><published>2008-03-06T12:56:00.006Z</published><updated>2008-03-06T14:44:41.188Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='C. business'/><title type='text'>Perenidades temporárias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;As marcas da tua cadeira ainda jazem na parede da minha sala. Estão lá. Fossilizadas. Testemunhas mudas de um amor estridente que outrora fizemos. Ainda não as consegui apagar. Ainda não me consigo ver munida de lixívia e pano em riste a esfregar esses sinais. A lutar com esses vestígios já tão distantes de ti. A branquear esses resíduos que provam que não enlouqueci, que não me limitei a sonhar a tua presença.&lt;br /&gt;Não me desfiz do vestido que me ofereceste num aniversário que parece já tão longínquo. Depositei-o num saco, destinei-o à lixeira com os demais detritos que a vida de todos os dias produz. Mas, ainda não fui capaz, porque esse não foi um vestido de todos os dias. Foi o vestido do dia em que me presenteaste, provando saber o meu tamanho de cor. Provando saber que eu te queria, sabendo-me mulher, sabendo-me tua, sabendo-me o corpo medido nas unidades das tuas mãos. Foi o vestido de um jantar com velas que te preparei com o desvelo de uma dona-de-casa, que já não é dona de si. Foi o vestido que, com dúvida, afastavas metodicamente para confirmar o que sabias desde o princípio: o meu corpo sedento do teu.&lt;br /&gt;Ainda não me imagino a aprender outro corpo. E para o fazer tenho de manter esse vestido. Aguardando o dia em que ele me permita eleger novas mãos. Aguardando o dia em que ele já não se sinta traído e desrespeitado porque uma outra dúvida o aparta. Aguardando o dia em que seja possível inscrever novas marcas, provas irrefutáveis do fim… de um capítulo, porque Fukuyama estava errado, a História não termina.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174612947905214050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R8_rD1IG9mI/AAAAAAAAAE4/IA3md7rVm1A/s400/1108556.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#996633;"&gt;Foto: "Rugas" de Maria Isabel Baptista&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-7725588599203580160?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/7725588599203580160/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=7725588599203580160' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/7725588599203580160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/7725588599203580160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/03/perenidades-temporrias.html' title='Perenidades temporárias'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R8_rD1IG9mI/AAAAAAAAAE4/IA3md7rVm1A/s72-c/1108556.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-5661677058745582388</id><published>2008-03-05T14:42:00.007Z</published><updated>2008-03-05T15:49:55.040Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outros futebóis'/><title type='text'>Bonito serviço...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R86xXFIG9hI/AAAAAAAAAEQ/pPea_S5vXzM/s1600-h/quem_quer_ser_milionario.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174268031966574098" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R86xXFIG9hI/AAAAAAAAAEQ/pPea_S5vXzM/s400/quem_quer_ser_milionario.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Decidi interromper o ritmo tresloucado de trabalho em que havia enveredado nas últimas semanas. Houve um colega que arranjou melhor poiso e foi-me proposto ficar o trabalho dele… continuando com o meu, claro… ganhando o mesmo, claro! Mas há umas semanas a necessidade de preencher as manhãs, as tardes e as noites (e de me esvaziar de mim) era tão grande que nem pensei duas vezes antes de aceitar. Bom, sair desta chafarica às 10 ou 11 da noite começou a ser a regra e os mais próximos questionavam se me tornaria uma &lt;em&gt;workaholic&lt;/em&gt;. Eu bem gostava, acho chique a valer e muito &lt;em&gt;fashion&lt;/em&gt;… Mas não, só me vicio no que é bom e esse risco eu sabia que não corria. Meu dito, meu feito. Ontem percebi que esta carga de trabalho não se resolve tão cedo e que haverá sempre mais dias (in)úteis... &lt;em&gt;Portantos&lt;/em&gt;, ontem à minha horinha rumei para a aula de ioga. Chegada a casa com os &lt;em&gt;chakras&lt;/em&gt; alinhados (mas com uma valente dor nas cruzes), preparei uma espécie de jantar e abanquei com o tabuleiro no colo. Ligo a televisão que, por defeito, se inicia sempre na RTP 1, e tcharam:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Quem quer ser milionário?" Perguntava o Jorge Gabriel. "Eu, eu", respondia o moço de Vila do Conde. Pois bem, então a pergunta é:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Amélia e &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Amaro&lt;/span&gt; são personagens de qual dos livros de Eça de Queirós?&lt;br /&gt;a) Primo Basílio&lt;br /&gt;b) Os Maias&lt;br /&gt;c) O crime do padre &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Amaro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;d) A Relíquia”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moço&lt;/em&gt;: Ehhhh...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;JG&lt;/em&gt;: (&lt;em&gt;levanta o sobrolho&lt;/em&gt;) Conhece o Eça de Queirós?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moço&lt;/em&gt;: Ehhhh...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;JG&lt;/em&gt;: Conhece algum destes livros?&lt;br /&gt;Moço: Ehhhhh… uma pessoa fica nervosa aqui… Ehhh. Vou ter que pedir ajuda.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;JG&lt;/em&gt;: (&lt;em&gt;não contendo o lapsus facial de espanto&lt;/em&gt;) Vai pedir ajuda?!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moço&lt;/em&gt;: Vou telefonar à Nelinha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi&lt;/em&gt;: (&lt;em&gt;já a falar sozinha&lt;/em&gt;) Oh, valha-me Deus… Onde é que está o comando?!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;50 anos de Serviço Público? Sim, definitivamente na:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174269749953492530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="39" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R86y7FIG9jI/AAAAAAAAAEg/iEpm7xW1-HI/s400/dotfox-comscore-tab.gif" width="94" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-5661677058745582388?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/5661677058745582388/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=5661677058745582388' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5661677058745582388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5661677058745582388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/03/bonito-servio.html' title='Bonito serviço...'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R86xXFIG9hI/AAAAAAAAAEQ/pPea_S5vXzM/s72-c/quem_quer_ser_milionario.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-778769238854870713</id><published>2008-03-04T15:27:00.007Z</published><updated>2008-03-04T16:49:42.740Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Other business'/><title type='text'>Lições de mercado...ou porque não há almoços grátis</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R815yJKxrNI/AAAAAAAAAEI/1oS7iqmR0Zs/s1600-h/ofertaeprocuradabetfairmv1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173925449280105682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R815yJKxrNI/AAAAAAAAAEI/1oS7iqmR0Zs/s400/ofertaeprocuradabetfairmv1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aos poucos, de volta ao mercado, ainda só para sentir como param as curvas (de oferta e de procura, claro…), convenço-me que a coisa não vai lá só à força da &lt;em&gt;mão-invisível&lt;/em&gt;. É urgente uma entidade reguladora, um provedor, uma polícia especializada, um FMI, um tribunal vocacionado para este tipo de contendas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Situação 1 – Meter conversa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Tentativa de meter conversa numa discoteca cá do burgo. 2 predadores a cercar território, com lenta aproximação física. E vai o mais feiinho:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Feiinho&lt;/em&gt; - Olha, oghxoçrugxoçrg…&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi&lt;/em&gt; - Desculpa, não percebi!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Feiinho&lt;/em&gt; - Queria perguntar se te podia apresentar o meu amigo? (&lt;em&gt;e o amigo, mesmo ao lado espreita e sorri com ar de totó&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi &lt;/em&gt;- Ah! Acho que não.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Feiinho&lt;/em&gt; - Oh, mas porquê, ele é muito bom rapaz, sabes? (&lt;em&gt;ri-se satisfeito com a graçola&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi &lt;/em&gt;– Ah! Acredito, acredito.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Feiinho&lt;/em&gt; – Então, por que é não to posso apresentar?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi &lt;/em&gt;– Porque para me apresentares o teu amigo, terias de me conhecer primeiro, não é?&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Lição 1:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Já não temos 15 anos... E meter conversa é um &lt;em&gt;core business&lt;/em&gt; que não admite &lt;em&gt;outsourcing&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Ficando sozinha na mesa de um barzito, quando os amigos se ausentam para abastecer a copofonia.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Desconhecido&lt;/em&gt; – Então, olá.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi&lt;/em&gt; – Olá.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Desconhecido&lt;/em&gt; – Não te lembras de mim?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi &lt;/em&gt;– Não.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Desconhecido&lt;/em&gt; – Mas, não te lembras porque não tens memória ou porque não te queres lembrar?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi&lt;/em&gt; – Se calhar, não me lembro porque não nos conhecemos, de facto, não é?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Lição 2:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Se quer fidelizar clientes, não aposte num plano de &lt;em&gt;marketing&lt;/em&gt; intrusivo à la-banha-da-cobra, sobretudo, se não tem capacidade argumentativa para o desenvolver.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Situação 2 – Os cafezinhos, jantarinhos e outros inhos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;a) Cafezinho da praxe, com uma personagem que gere activos, mercados de risco e outras coisas não tangíveis e sobre as quais eu não percebo um chavelho (e quero continuar a não perceber). Segue o guião habitual: atão e como é que é teu trabalho, atão e como é que… tutti, tutti, tutti… a dada altura:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi&lt;/em&gt; - E filmes também sacas da net?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gestor&lt;/em&gt; - Ah só alguns… Tenho poucos… Só mesmo os filmes da minha vida (&lt;em&gt;eu devia ter suspeitado da expressão tão Lauro Dérnio&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi &lt;/em&gt;- Ah! Então e quais são?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gestor &lt;/em&gt;- Ah, e tal, tu não deves conhecer?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi&lt;/em&gt; - (&lt;em&gt;confesso, aqui ocorreu-me a produção cinematográfica do Sri Lanka, Kuala Lumpur, Gronelândia&lt;/em&gt;) Mas, passo a saber. Diz lá.&lt;br /&gt;Gestor - Então, o Cinema Paraíso&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi&lt;/em&gt; - (&lt;em&gt;Toing&lt;/em&gt;) hum, sim, conheço.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gestor &lt;/em&gt;- Este se calhar não conheces mesmo… É antigo&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi&lt;/em&gt; - Sim&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gestor&lt;/em&gt; - Francês&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi &lt;/em&gt;- Sim&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Gestor &lt;/em&gt;- Há festa na aldeia.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi&lt;/em&gt; - Do Jacques Tati, sim.&lt;br /&gt;And so on, and so on…&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Lição 3: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;o Mercado não é alheio às dinâmicas homo e heterogeneizantes da globalização. Portantos, não ignoremos as suas especificidades. Com todo o respeito, mas nem tudo se resume e cabe num blockbuster perto de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Já na base do jantarinho com "amigo" escandalosamente giro e obsessivamente bem esculpido com quem disserto sobre as vantagens do diálogo sobre a violência física (&lt;em&gt;ah, tem uma empresa de segurança e estórias hiper suculentas de quando trabalhava nas portas dos bares e discotecas cá da zona&lt;/em&gt;):&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Segurança&lt;/em&gt; - E então o que é que vais pedir?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi&lt;/em&gt; - Nã sei… Hum, acho que vou no entrecosto.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Segurança&lt;/em&gt; - Isso é porco?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi &lt;/em&gt;- Sim, é porco, porquê?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Segurança&lt;/em&gt; - Iac, não como porco.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi&lt;/em&gt; - Mas, porquê és muçulmano?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Segurança&lt;/em&gt; - Não.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi&lt;/em&gt; - Não gostas? (&lt;em&gt;confesso que aqui pensei que se seguiria um diálogo à la Pulp Fiction: porks are fielthy animals...&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;Segurança - Não é isso, faz muito mal.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi&lt;/em&gt; - Pois, viver pode trazer danos irreparáveis à saúde (&lt;em&gt;disse eu, com ar de gozo&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Segurança&lt;/em&gt; - E às mulheres então… vai tudo para coxas e para o rabo (&lt;em&gt;diz ele, com ar sério&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi &lt;/em&gt;- (&lt;em&gt;Toing&lt;/em&gt;) É bem possível...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Lição 4&lt;/span&gt;:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; O que vai para as coxas e para o rabo sou eu que decido e tu, definitivamente, não. Onde é que ficou a máxima do cliente tem sempre razão. Humpf!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) Bom, como este espécime é mesmo muito apetecível (&lt;em&gt;quando está calado&lt;/em&gt;) pensei em insistir. 2º jantarinho, chegamos à fase da arqueologia do mulherio:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi&lt;/em&gt; - Ah, e então acabaram?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Segurança&lt;/em&gt; - Foi, porque ela bebia muito e também fumava (&lt;em&gt;a gande vaca, pensei eu que ele pensava&lt;/em&gt;). Olha como é que ela ficou. (&lt;em&gt;rapa do telemóvel e vai de mostrar&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi&lt;/em&gt; - Ahh.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Segurança &lt;/em&gt;- E então, conheci a blá-blá-blá, e acabamos.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi &lt;/em&gt;- Ah foi?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Segurança&lt;/em&gt; - Ela queria sempre discutir muito (&lt;em&gt;rapa do telemóvel e vai de mostrar&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi &lt;/em&gt;- Ahh.&lt;br /&gt;E continuou… ao ponto de eu achar que aquilo não era um telemóvel, mas sim um mini-buraco negro em frames...puff!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Lição 5:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; A referência ao percurso histórico (ou seja, ao mulherio anterior, faz-se na base do tópico, da súmula). Digamos que é apenas um Curriculum Vitae Síntese... se não são artistas, nem designers, o mercado dispensa o &lt;em&gt;portfolio&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modos que é assim, o mercado tá flat... &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-778769238854870713?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/778769238854870713/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=778769238854870713' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/778769238854870713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/778769238854870713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/03/lies-de-mercadoou-por-que-no-h-almoos.html' title='Lições de mercado...ou porque não há almoços grátis'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R815yJKxrNI/AAAAAAAAAEI/1oS7iqmR0Zs/s72-c/ofertaeprocuradabetfairmv1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-6339946368981737599</id><published>2008-03-03T20:19:00.007Z</published><updated>2008-03-17T18:39:28.221Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tempo de excertos'/><title type='text'>Salteando Salteadores alheios</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A minha incursão nestas lides blogosféricas é muito recente e avançou quase em simultâneo como blogautora (&lt;em&gt;expressão algo pretensiosa para designar os garatujos verborreicos que aqui vou depositando&lt;/em&gt;) e como blogleitora. Descobri que os blogs são como as cerejas, porque a partir de um, fui descobrindo outro, que depois me conduziu a outro e por aí fora… Nesse percurso, fui coleccionando alguns espaços de eleição e de visita obrigatória, que (quais Kosovos e Países Bascos) conquistaram foros de autonomia e autoproclamação na minha agenda diária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto desse passeio por jardins, salas de estar, quartos e cofres criados por pessoas que desconheço e que me atraem pelo sentido de humor, pela sensibilidade, pelo arrojo, pela partilha e identificação com algumas situações, pela inquietação e interpelação que promovem, etc. Vou-me descobrindo e revejo-me (de maneiras muito diferentes) nesses espaços por onde deambulo. Hoje, não foi diferente. Passei por todos eles. Mas, hoje encontrei-me aqui, de uma forma tão nítida, tão definida, tão perplexa e tão inquietante... Li, reli, voltei a ler e, ressalvados os devidos direitos autorais, não resisto a apropriar-me aqui deste pedaço de escrita, uma vez que estas palavras hoje irromperam em mim (sem pedir licença), assenhorando-se do meu estado de espírito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lê-se assim, &lt;span style="color:#330099;"&gt;Controversa Maresia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;(&lt;a href="http://controversamaresia.blogs.sapo.pt/"&gt;http://controversamaresia.blogs.sapo.pt/&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;strong&gt;o salteador dos afectos perdidos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#330099;"&gt;É um tipo de homem que faz alguns estragos. Provoca sentimentalmente as mulheres, da mesma forma que estas (algumas delas) provocam sexualmente os homens: com empenho, persistência e gozo. Tem geralmente uma vida sem detalhes amorosos relevantes; não porque não tenha quem goste dele (aliás, é geralmente uma pessoa adorada), mas porque é incapaz de retribuir o amor na mesma medida. Sente-se afectivamente incompleto e sabe que o defeito está nele pelo que, como um vício, alimenta-se da paixão que induz em outras mulheres na esperança de que alguma um dia o preencha. Ateia chamas como um pirómano no pico do Verão; provoca um fogo de cada vez, numa mata criteriosamente escolhida e na qual se insinua, rasteiro. Acende uns fogachos aqui e ali, em várias frentes, até lhes ser difícil, a elas, combaterem o fogo todo de uma vez. Provoca amiúde verdadeira devastação e um rescaldo que se prolonga no tempo. Porque ele nunca se envolve e sai de cena sempre a meio; e não dá nada de si parecendo que se entrega inteiro (porque tem pouco para dar, na verdade, quase nada). Quando se apercebe da seriedade e empenho do sentimento alheio, retrai-se e tenta várias estratégias. Uma (a mais frequente e cobarde) é recorrer ao humor e à ligeireza: tenta brincar com o monstro que criou, transformá-lo num gatinho inofensivo, para que não se torne numa ameaça. Isto tende a confundir aquela que, enquanto ainda arde, não percebe a razão de tais baldes de água fria. Por forma a manterem a face, elas alinham no jogo e, se não lhe respondem na mesma moeda (porque por enquanto não conseguem: aquilo queima), fingem que ele está efectivamente a conseguir apagá-las e acabam por aceitar o lugar de canto para onde são relegadas. A seguir, dá-lhes a entender que foram elas que interpretaram mal os sinais, numa cerimónia de transferência de culpa. Aceitam-no, por fim, como amigo e renegam quaisquer recordações de algo mais, com vergonha de estarem a ultrapassar a linha invisível que ele lhes traçou. Este tipo de homem é perigoso porque deixa nas mulheres por quem passa um sentimento de pendência que se prolonga no tempo, uma sensação de qualquer coisa por resolver e de incompletude emocional, uma necessidade de encerrar um ciclo, de voltar atrás e de remediar as coisas, talvez vivenciando-as de facto. Pode tornar-se numa obsessão, sem o saber. Mas não se pense que as mulheres que seduz são vítimas inocentes, nada disso. Geralmente comprometidas e com filhos (para que fiquem sempre com um pé preso noutro sítio e não se aventurem demais), são, não tanto carentes de afecto, mas mais carentes de um pouco de aventura nas suas vidas planas. Sabem no que se estão a meter e julgam que o risco compensa. Ao princípio, existe de facto uma satisfação mútua que se traduz num fino equilíbrio de vontades e numa consciência comum dos limites. Quando acaba o entusiasmo (através do tal fim subtilmente induzido por ele), resta-lhes geralmente uma amizade distante, à qual de vez em quando aflora a excitação antiga. Só há um azar susceptível de comprometer esse equilíbrio: a perda do sentido de exclusividade, pois cada uma se reconforta no facto de ter sido única . É este sentido, o de último reduto, de once in a lifetime, que sustenta o risco e que o justifica, que faz tudo ter valido a pena. Se, por manifesta estupidez ou desleixo dele, elas descobrem que assim não é, que foram apenas uma peça de um jogo que se repete, desmorona-se o precário edifício de afectos que vinham confabulando, o que pode ter consequências imprevisíveis. Isto porque a simples constatação de que o salteador irá uma vez mais ficar impune e passar incólume é pura e simplesmente inaceitável. Aquilo que alguns classificam desdenhosamente de despeito, muitas vezes mais não é do que a vontade de repor a ordem cósmica das coisas. E, convenhamos, não há melhor combustível para a vingança do que a unilateralidade das lágrimas (mesmo daquelas que já secaram há muito).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#330099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#000000;"&gt;Às vezes, há textos que nos deixam assim:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5173617172554526242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R8xhaE35LiI/AAAAAAAAADo/cSPse1Dw9lE/s400/t1777763.jpg" border="0" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="right"&gt;.... despudoradamente nus e vulneráveis...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Sem Nome, Cristina Bento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#330099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;color:#330099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-6339946368981737599?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/6339946368981737599/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=6339946368981737599' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6339946368981737599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6339946368981737599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/03/salteando-salteadores-alheios.html' title='Salteando Salteadores alheios'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R8xhaE35LiI/AAAAAAAAADo/cSPse1Dw9lE/s72-c/t1777763.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-3140758210870532912</id><published>2008-02-29T15:08:00.003Z</published><updated>2008-03-07T15:46:33.469Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><title type='text'>E quando a memória nos trai?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R8ggGU35LhI/AAAAAAAAADc/_ENYr0nfx5c/s1600-h/sapatos-bale-danca-chinelos-artes-ainda-vida-~-1480R-173.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172419465089461778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R8ggGU35LhI/AAAAAAAAADc/_ENYr0nfx5c/s400/sapatos-bale-danca-chinelos-artes-ainda-vida-~-1480R-173.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Jantar em casa da D. é sempre motivo de festa para os meus sentidos. Aquela mulher tem a capacidade única de transformar o mais simples acto de deglutição de alimentos num banquete de contornos pantagruélicos (acho que por simbióticas artes moçambicanas ela consegue verter a sua inesgotável alegria de viver em todos os pratos que prepara). Acompanhada por um bom vinho e melhor conversa, foi fácil, muito fácil esquecer-me do telemóvel na mesa da cozinha e vir-me embora.&lt;br /&gt;Dia seguinte: o drama, o horror, o pânico. Sem telemóvel, descobri que deixei de saber de cor todos os números de telefone. Ou melhor, percebi que apenas sei 4 números de telefone:&lt;br /&gt;- o número de casa dos meus pais, afinal, a minha adolescência foi feita na base do telefone fixo (não, eu não sou assim tão velha, este mundo é que, em algumas coisas, avança a uma velocidade estonteante…), sem Messenger, sem hi5 e com muitos gritos do meu pai e pseudo incursões pedagógicas sobre a real vocação do telefone: transmitir recados e não alimentar conversas durante horas. Bah! Daddy, agora eu percebo, no teu tempo eram sinais de fumo…&lt;br /&gt;- o número de telemóvel da minha mãe, porque (é quase embaraçoso dizer isto), apesar de morar sozinha há quase dois anos e de praticamente apenas almoçar em casa dos meus pais ao domingo, mantenho o hábito de diariamente enviar uma sms à mummy: “Mãe, hoje não vou jantar aí a casa. Beijo”. À força de o fazer todos os dias, durante quase dois anos… fixei o número.&lt;br /&gt;Até aqui, tudo bem. Agora, curioso foi verificar que a malandra da memória ainda regista o número do Arquitecto (ex, ex). Fiquei estupefacta! Não uso esse número há anos e, entanto, quando, sem telemóvel, tentava resgatar alguma combinação numérica do meu baú, eis que surge o : 93 GGGDFJG. Aparecia assim, de uma forma muito nítida, sem hesitações. Naturalmente, em fase de negação, pensei “nã, nã pode ser o n.º do cromo”. Resgatado o telemóvel (fofucho) confirmou-se, era o número dele, que ao fim de tanto tempo sem uso permanecia ali empoeirado na prateleira da minha memória (ele é com cada uma!).&lt;br /&gt;Bom, e depois há o teu número… Apaguei-o do telemóvel há umas semanas, bem como tudo o que te dizia respeito. Foi uma limpeza feita por fases. Reli todas as mensagens antes de as apagar, mergulhando nessas águas paradas dos momentos vividos em que acreditei termos sido felizes. Contemplei todas as fotos antes de as apagar também. Eram sobretudo fotos de verão, de suadas brincadeiras na cama, em que te apanhava a dormir exausto e sereno como uma estátua. Cada registo que apagava doía-me como se me apartasse de mim às migalhinhas…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não ligues, hoje tou assim trenga e carente. E, logo hoje, o teu número pôs os sapatos de dança e teima em rodopiar coreograficamente no salão da minha memória, fazendo leves riscos num chão recentemente encerado… &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-3140758210870532912?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/3140758210870532912/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=3140758210870532912' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/3140758210870532912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/3140758210870532912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/02/e-quando-memria-nos-trai.html' title='E quando a memória nos trai?'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R8ggGU35LhI/AAAAAAAAADc/_ENYr0nfx5c/s72-c/sapatos-bale-danca-chinelos-artes-ainda-vida-~-1480R-173.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-1845770195343324738</id><published>2008-02-28T16:36:00.005Z</published><updated>2008-03-07T15:48:08.412Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='C. business'/><title type='text'>Enquanto me saio de ti</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ajudaste-me da pior maneira possível, sem o saberes. Afundava-me no poço ambíguo do teu silêncio, inesperado, violento e incógnito, sem lhe encontrar o fundo. Desvendar a tua dupla face (intuindo a existência de outras tantas), descobrir que o fio do teu desinteresse conduzia a um outro interesse, a uma outra presença (intuindo a existência de outras tantas) foi o que me amparou, foi o chão firme onde apoiei os meus pés. Foi a plataforma de onde me impulsionei para &lt;em&gt;me ir saindo de ti&lt;/em&gt;. O poço era tão fundo, a queda foi tão feia e esse chão… esse chão era tão lodoso, por isso sei que ainda estou em movimento, nesse movimento de &lt;em&gt;me ir saindo de ti&lt;/em&gt;. Por isso, eu sei que ainda custa cruzar-me contigo e fingir-te estranho, quando sinto o peito a querer fugir-me e tenho de o segurar com um passo firme que não te intercepte, que te seja tangencial…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Queria saber-te coxo do coração, como eu fiquei. Só queria ter percebido que te importei, só queria ter comprovado que não ficou tudo igual, depois de eu ter passado por aí.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pareces-me triste… a barba tão comprida… o cabelo tão desleixado… e, no entanto, devias estar feliz, estás a amar novamente (&lt;em&gt;ou lá o que é que tu fazes que pensas que se assemelha a amar…)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto para dizer que ainda me dói. Tu não sabes, não tens como, porque quando decidi retomar a rotina que nos cruza, resgatei o rosto que queria que visses: sereno e imperturbável, sorridente e inacessível. E, às vezes, penso que encaras o meu comportamento como uma vingança, a pior, porque é uma das mais doces… e penso que te obstinas nesse silêncio fechado, vingando-te também... &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;“&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#990000;"&gt;If only you knew how little you had to revenge…&lt;/span&gt;” &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Sarah, em The End of Affair)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172071114005865426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R8bjRn9g49I/AAAAAAAAADU/u6FrsSUU_Fs/s400/Numsotao+de+memorias+vas_paulo+cesar.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: &lt;em&gt;Num sótão de memórias vãs&lt;/em&gt;, de Paulo César&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-1845770195343324738?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/1845770195343324738/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=1845770195343324738' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/1845770195343324738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/1845770195343324738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/02/enquanto-saio-de-ti.html' title='Enquanto me saio de ti'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R8bjRn9g49I/AAAAAAAAADU/u6FrsSUU_Fs/s72-c/Numsotao+de+memorias+vas_paulo+cesar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-4922358486701259315</id><published>2008-02-27T16:02:00.005Z</published><updated>2008-02-27T17:55:52.227Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='E para os amigos'/><title type='text'>O mundo, hoje, está mais bonito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R8WKZH9g48I/AAAAAAAAADM/2uGkRt8uyD8/s1600-h/Flor_nas_Flores_JoÃ£o_Viegas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5171691911343301570" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R8WKZH9g48I/AAAAAAAAADM/2uGkRt8uyD8/s320/Flor_nas_Flores_Jo%C3%A3o_Viegas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(Mensagem recebida às 10:26, enviada por F.):&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Após 20 h de trabalho de parto, 11 das quais sem anestesia, a S. fez nascer o T., rapaz de 3890g e 53 cm. O mundo, hoje, é um lugar ainda mais belo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O F. e a S. protagonizam uma das mais bonitas reais histórias de amor que conheço. Não é uma história de paixão assolapada, com picos de dor e de angústia, seguidos de reconciliação idílica e frenética. É a história de um amor tranquilo, feito de cumplicidade, de companheirismo, de serenidade e sentido de humor. É a história de um amor que cresceu, simplesmente crescendo, fortificando-se a partir dos obstáculos que foi capaz de integrar em si. É a história de um amor que hoje e, seguramente, amanhã deixa o mundo de todos os que os conhecem mais belo, mais sereno e mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O F. é uma pessoa muito ponderada e reservada. Aproximarmo-nos, como amigos, foi um processo lento e gradativo de pequenos, mas sólidos e irreversíveis passos. Reza a lenda, porque ele não é de contar estas histórias na primeira pessoa, que o F. partiu para Itália há 7 anos, na companhia da namorada de outros tantos anos. Lá chegados, a moça concluiu que eram muito-novos-e- tal, que deviam conhecer-outras-pessoas-e-mai-não-sei-quê. Reza a lenda que o F. ficou destroçado, à sua maneira, uma maneira contida, uma maneira reflexiva de quem se (des)constrói com a dor que o assola. Fiel aos seus objectivos (mais fiel do que qualquer outra pessoa que conheço) prosseguiu com a senda académica que o tinha levado a Roma, frequentando as aulas de mestrado e cursinhos quejandos. Nessas lides, conheceu a S., uma finlandesa linda (que, apesar de não se acreditar, fala um português quase perfeito, apenas traído pelo enrubescimento das suas faces brancas). Ambos estavam em Roma de passagem, e o fim dessa estadia poderia ditar o fim de um romance que mal tinha começado. Aliás, penso que o mais provável seria justamente esse destino, o fim. Quem os conhece sabe que são daquelas pessoas cujas certezas não se diluem em distâncias geográficas, culturais e emocionais. Alimentaram e alimentaram-se de um amor à moda antiga, feito de cartas, feito de ausências e de inabaláveis saudades, feito de planos e da alegria antecipada de os fazer. (Recordo umas férias em Odeceixe, em que todos os dias o F. se retirava para escrever um postal com destino finlandês. Recordo o olhar partilhado entre amigos, quando tal acontecia, um olhar que dizia eu também quero amar assim um dia, um dia eu também quero amar todos os dias num postal de verão).&lt;br /&gt;Os anos de cartas e de afastamento deram lugar a opções mais sérias. Tendo obtido a bolsa de doutoramento, o F. partiu para se instalar com a S. num apartamento de 50 m2 em Helsínquia. Visitei-os uma vez e também aí, desejei aquela felicidade partilhada num apartamento exíguo, numa cidade hirta e estranha, com uma grande janela com vista para um jardim. Agora, eles estão cá. O F. está a dar aulas numa Universidade. A S. tem uma licença de maternidade (daquelas à Estado-Providência). Durante 2, 3 anos podem traçar alguns planos de estadia geográfica, a partir desse limite já não é possível. Mas, isso não assusta o meu amigo, porque ele sabe, naquele seu modo que lhe é tão característico, de emoção traçada a régua e esquadro, que estará e irá com o seu amor, um amor tranquilo, discreto, pouco vistoso, mas que é de uma força avassaladoramente poderosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem vindo, T. não poderias estar em melhores mãos, não imagino melhor abraço, melhor beijo, melhor colo para cresceres. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: "Flor nas Flores", de João Viegas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-4922358486701259315?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/4922358486701259315/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=4922358486701259315' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4922358486701259315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4922358486701259315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/02/o-mundo-hoje-est-mais-bonito.html' title='O mundo, hoje, está mais bonito'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R8WKZH9g48I/AAAAAAAAADM/2uGkRt8uyD8/s72-c/Flor_nas_Flores_Jo%C3%A3o_Viegas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-7282316898131896011</id><published>2008-02-26T18:52:00.002Z</published><updated>2008-02-26T19:00:25.517Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><title type='text'>Adaptações livres</title><content type='html'>"(...) Too much &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;work&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; will kill you&lt;br /&gt;It'll make your life a lie&lt;br /&gt;Yes, too much &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;work&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; will kill you&lt;br /&gt;And you won't understand why&lt;br /&gt;You'd give your life, you'd sell your soul&lt;br /&gt;But here it comes again&lt;br /&gt;Too much &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;work&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; will kill you&lt;br /&gt;In the end... In the end."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nunca me senti tão grata por estar completa e absolutamente assoberbada em trabalho. Um grande bem haja a todos os bem-intencionados que este mês decidiram pedir-me tudo e mais um par de botas, destaco com particular carinho as candidaturas para o POPH, com todos os seus pontos omissos, regulamentos e formulários lacunares.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-7282316898131896011?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/7282316898131896011/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=7282316898131896011' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/7282316898131896011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/7282316898131896011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/02/adaptaes-livres.html' title='Adaptações livres'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-1129112645201481358</id><published>2008-02-25T12:54:00.006Z</published><updated>2008-03-07T15:49:12.075Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><title type='text'>Os re-começos no fim</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R8K81n9g46I/AAAAAAAAAC8/GXfUPIbWocw/s1600-h/1410290.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170902951620830114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R8K81n9g46I/AAAAAAAAAC8/GXfUPIbWocw/s320/1410290.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há dias em que não sei o que é mais difícil...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se um fim que se precipita, num movimento centrífugo que arrasta o que se viveu, que draga o que se vive e que suga tudo o que se prometia viver...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se a sofreguidão de um novo começo, num tortuoso caminho pautado pelo ritmo da tentativa, erro, tentativa, erro...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: "Vertigo", de a.tomic&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-1129112645201481358?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/1129112645201481358/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=1129112645201481358' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/1129112645201481358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/1129112645201481358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/02/os-re-comeos-no-fim.html' title='Os re-começos no fim'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R8K81n9g46I/AAAAAAAAAC8/GXfUPIbWocw/s72-c/1410290.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-2651602449248701945</id><published>2008-02-23T16:16:00.004Z</published><updated>2008-02-23T16:30:34.946Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outros futebóis'/><title type='text'>Ignorância isolada</title><content type='html'>No outro dia, saiu-me:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi: (...) ah e tal, vou por no meu blog.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Amigo L: Tu tens um blog?!?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi: Sim, mas...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Amigo L: E qual é?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi: Oh! Não te vou dizer...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Amigo L: Não me vais dizer?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi: Noops.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Amigo L: Porquê? É pornográfico?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi: Não, é muito pessoal. É assim mais terâpeutico. É quase um diário, percebes?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Amigo L: Mas, eu sou o teu amigo íntimo. Tu contas-me tudo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi: Pois és. Mas, ainda assim, eu não te conto tudo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Amigo L: Humpf!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Moi: (a dar beijo) Não chora bébe. Um dia destes, eu digo-te...&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Olha, entretanto, diz-me uma coisa, como é que eu faço para por no blog...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;AmigoL: (ainda despeitado) Blog, qual blog? Aquele que é um diário público para toda a gente que não te conhece, menos para mim, que sou teu amigo? Não sei, não faço a mínima ideia como é que se faz! (amuo fingido e ignorância real, ele também não sabia o que eu queria)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em suma, não dá para perguntar a ninguém quais são as funcionalidades desta choça e eu sou muito azelha com estas cenas da internet. Estive a mexer nas definições e, de repente, apareceu um lápis e um envelope no fim dos posts e num sei mesmo para que servem...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-2651602449248701945?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/2651602449248701945/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=2651602449248701945' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/2651602449248701945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/2651602449248701945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/02/ignorncia-isolada.html' title='Ignorância isolada'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-179777468380336479</id><published>2008-02-22T15:14:00.002Z</published><updated>2008-02-22T15:22:50.735Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><title type='text'>Chuva de verão e Sol em pleno Inverno</title><content type='html'>&lt;span style="color:#993300;"&gt;"Podemos ser amigos simplesmen...te&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Coisas do amor nunca mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Amores do passado, do presente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Repetem velhos temas tão banais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Ressentimentos passam como o vento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;São coisas de momento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;São chuvas de verão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Trazer uma aflição dentro do peito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;É dar vida a um defeito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Que se extingue com a razão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Estranha no meu peito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Estranha na minha alma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Agora eu tenho calma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Não te desejo mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Podemos ser amigos simplesmente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Amigos, simplesmente, e nada mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Podemos ser amigos simplesmente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Amigos, simplesmente, nada mais"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;("Chuvas de Verão", Caetano Veloso)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bom, por acaso, não podemos nada ser "simplesmente" amigos, até porque ser amigo não tem nada de simples. Mas, é bom poder respirar novamente e começar a ser capaz de sorrir e receber com alegria os raios de sol com que este dia de Inverno me presenteia, desprendendo-me de ressentimentos inúteis, despegando-me de ti... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mim muito contente com mim própria!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-179777468380336479?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/179777468380336479/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=179777468380336479' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/179777468380336479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/179777468380336479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/02/chuva-de-vero-e-sol-em-pleno-inverno.html' title='Chuva de verão e Sol em pleno Inverno'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-7890778293406508034</id><published>2008-02-21T20:06:00.004Z</published><updated>2008-02-21T20:26:26.643Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resoflexões'/><title type='text'>O meu buraco na areia é aqui e tem vista para uma ponte</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169532032419685218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R73d_n9g42I/AAAAAAAAACc/We0aFkLqjh4/s320/1087556.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Tens de falar com ele! Fala com ele ou cava um buraco na areia e grita tudo o que vai aí dentro. Aí, sabes que é o fim, que morreu e poderás, finalmente, despedir-te e fazer o teu luto" (Palavras sábias, de sábias amigas)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tentei fazer o que me disseste T., legitimei por decreto a SMS como meio de comunicação. Até escrevi mesmo a SMS. Mas, não é por acaso que ela incorpora &lt;em&gt;Short&lt;/em&gt; no nome e o que eu tenho para dizer, por muito sintetizado que seja, é &lt;em&gt;Long&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;too Long&lt;/em&gt;... Na verdade, é demasiado longo porque excede o número de caracteres definido e demasiado extenso porque extravasa a capacidade do meu receptor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma coisa eu sei: eu não sou esta gaja neurótica, triste e amarga obcecada pela descoberta do que te poderá magoar (e acredita que aqui, em pensamento, já me ocupei a imaginar situações que nem ouso mencionar - comecei a perceber melhor a semente dos crimes passionais que ocupam as parangonas do 24Horas e do Correio da Manhã). Eu não sou isso, eu sou aquilo que eu quiser que tu acredites que eu seja. Eu vou ser capaz de te desejar, com um sorriso doce nos lábios, que encontres tudo o que tu procuras, que tenhas tudo o que tu mereces, que colhas tudo aquilo semeaste. Eu vou dizer-te adeus, agitando ternura na ponta dos dedos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou cavar aqui o meu buraco na areia e libertar-me deste grilhão de ódio e de raiva que ainda me liga a ti, em breve, muito breve...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Foto: "Ponte por um canudo" de Nuno de Freitas)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-7890778293406508034?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/7890778293406508034/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=7890778293406508034' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/7890778293406508034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/7890778293406508034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/02/o-meu-buraco-na-areia-aqui-e-tem-vista.html' title='O meu buraco na areia é aqui e tem vista para uma ponte'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R73d_n9g42I/AAAAAAAAACc/We0aFkLqjh4/s72-c/1087556.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-3172844252161295603</id><published>2008-02-19T18:24:00.005Z</published><updated>2008-02-19T18:49:49.136Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resoflexões'/><title type='text'>In dubio pro reo???</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R7sfZ39g41I/AAAAAAAAACU/5lWguduYcfE/s1600-h/t1683813.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168759526716924754" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="208" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R7sfZ39g41I/AAAAAAAAACU/5lWguduYcfE/s320/t1683813.jpg" width="139" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Para mim, as relações humanas (de amizade, de amor, de cariz profissional, etc.) baseiam-se inabalavelmente no pressuposto da confiança. Este é o alicerce a partir do qual é possível construir tudo o resto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os últimos acontecimentos têm-me levado a ponderar se tenho por hábito precipitar esta infraestrutura. Naturalmente, não se trata de de desatar a confiar cegamente num primeiro momento em todas as pessoas que me são apresentadas. Mas, a verdade é que muito rapidamente assumo que, por princípio, a outra pessoa está comigo de boa fé, assumo que a outra pessoa é verdadeira naquilo que me diz. Em suma, pode-se dizer que adopto, na gestão dos meus contactos sociais, o princípio jurídico da pressunção da inocência. Ou seja, até me ser provado o contrário, eu acredito, acredito no Outro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A arquelogia histórica das minhas emoções evidencia que não foram muitas as situações em que "transitou em julgado a condenação dos arguidos". Contudo, sempre que tal aconteceu, senti essa prova como um rude e cruel golpe na estrutura de confiança que dera como incorruptível. Nestas situações, não perdoo, não sou magnânime. Sou intrinsecamente humana e visceral. Gravo essa situação na pele, na carne, petrificando esse acto impuro. Costumo dizer, que a confiança é como a virgindade. Assumindo que cada relação é única, original e nova, caminhamos virgens nesse trilho até tal estado ser irreversivelmente corrompido. E, aí, para mim, já nada é possível fazer...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pergunto-me se conseguiria moderar esta postura pós-quebra-de-confiança, alterando o pressuposto inicial das relações. "És culpado, vil, traiçoeiro e cobarde, até me provares o contrário"? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: "Fragmentação" de Margarida Amaral&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-3172844252161295603?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/3172844252161295603/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=3172844252161295603' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/3172844252161295603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/3172844252161295603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/02/in-dubio-pro-reo.html' title='In dubio pro reo???'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R7sfZ39g41I/AAAAAAAAACU/5lWguduYcfE/s72-c/t1683813.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-1806077533752243130</id><published>2008-02-18T20:52:00.010Z</published><updated>2008-04-01T11:55:26.477+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Take (time)'/><title type='text'>Quando imitamos a vida...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há momentos em que só é mesmo possível imitar a vida, estar no palco e desempenhar os papéis prescritos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda não consigo escrever sobre a minha recente descoberta a teu respeito. A dor que, sem saberes e, também por não a saberes, me causaste no sábado é tão vil, tão cruel, tão animal que ainda opera como uma rocha que impede que o que eu sinto seja vertido em palavras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda assim, sei que quero continuar a acreditar e sei que com o tempo hei-de voltar a sentir que acredito. É uma promessa...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R7nwMn9g40I/AAAAAAAAACM/jZeqBDlhjEE/s1600-h/imitationoflife.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168426147060441922" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 187px; CURSOR: hand; HEIGHT: 272px" height="237" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R7nwMn9g40I/AAAAAAAAACM/jZeqBDlhjEE/s320/imitationoflife.jpg" width="179" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#996633;"&gt;Imitation of Life&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R7nwMn9g40I/AAAAAAAAACM/jZeqBDlhjEE/s1600-h/imitationoflife.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;What is love without forgiving?&lt;br /&gt;Without love, you’re only living&lt;br /&gt;An imitation, an imitation of life.&lt;br /&gt;Skies above in flaming color,&lt;br /&gt;Without love, they’re so much duller&lt;br /&gt;A false creation, an imitation of life.&lt;br /&gt;Will the sound of the lark sound half as sweet&lt;br /&gt;Would the moon be as bright above&lt;br /&gt;Everyday would be gray and incomplete&lt;br /&gt;Without the one you love&lt;br /&gt;Lips that kiss can tell you clearly&lt;br /&gt;Without this our lives are merely&lt;br /&gt;An imitation, an imitation of life&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#996633;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Música: Sammy Fain, letra: Paul Francis Webster,interpreção: Earl Grant)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nota&lt;/strong&gt;: Produto da inusitada incursão cinematográfica domingueira.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não Esquecer&lt;/strong&gt;: Analisar a possibilidade de processar a Universal Studio pela disseminação de produtos nocivos à gestão adulta da saúde emocional. Se "fumar mata", o vício de acreditar que assim se pode amar também. &lt;em&gt;I'm an incorrigible addict...&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-1806077533752243130?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/1806077533752243130/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=1806077533752243130' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/1806077533752243130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/1806077533752243130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/02/quando-imitamos-vida.html' title='Quando imitamos a vida...'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R7nwMn9g40I/AAAAAAAAACM/jZeqBDlhjEE/s72-c/imitationoflife.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-5184296062107226295</id><published>2008-02-15T17:20:00.002Z</published><updated>2008-04-01T11:55:26.477+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Take (time)'/><title type='text'>Lust and caution, porquê?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R7XKSX9g4zI/AAAAAAAAACE/MAaCjSNhKjs/s1600-h/photo_06_hires.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167258564495991602" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R7XKSX9g4zI/AAAAAAAAACE/MAaCjSNhKjs/s320/photo_06_hires.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Não consigo dissociar os filmes da experiência contextual do seu visionamento. Não é nada de novo. Pelo contrário, é a velha e estafada questão epistemológica do sujeito e do objecto, da direcção e da primazia relacional que entre eles se estabelece.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Posto isto, fui eu (sujeito), mais o meu amigo L. e toda a minha actual circunstância-neura-descompensada-esquizofrénica-inaturável - etc., relacionar-me com o dito filme (o objecto).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não levava grandes expectativas (ao contrário do que aconteceu com o Expiação, grrr, fraquinho, fraquinho).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cenário histórico conduz-nos à China, nos anos 30/40, durante a ocupação japonesa. Respira-se, ao longo de todo o filme, um ar ideologicamente pejado da forja dos nacionalismos, das resistências, dos poderes e das contradições. Mas, falando inevitavelmente disso, Ang Lee opta por contar uma outra história. Uma história que nasce neste contexto e que, portanto, não lhe é alheia, mas uma outra história. Uma história de amor em tempo de guerra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há um grupo de jovens estudantes que decide envolver-se na contenda que envolve o seu país. Há ali uma ingenuidade pura, comandada pela força obscura e incipente do nacionalismo que se afirma nessa altura. Há, nesse grupo de jovens, um que se destaca dos restantes, como líder natural,  pelo brilho presente nos seus olhos quando incita os demais a tomarem partido e a comprometerem-se com a causa da resistência. É pelas palavras e por esse brilho que a jovem Wong Chia Chi é inicialmente arrebatada. Em nenhum momento ela expressa as suas convicções políticas sobre a realidade na qual pretende intervir. Ela move-se pela força da emoção e da paixão. Assim, acede a participar numa peça de teatro para angariar fundos para a causa. E é como actriz que irá continuar a actuar, quando o grupo de jovens rebeldes decide armar uma patranha para assassinar um destacado membro da divisão japonesa, o Sr. Yee .&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela entra, então, nesse jogo, nessa actuação. Nesse teatro invísivel, ela é a Sra Mak, mulher de um empresário que se aproxima, do círculo em que o sr. Yee se move, com o intuito de o seduzir, atraindo-o para uma armadilha fatal, preparada pelos seus companheiros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É possível amar e, consequentemente, detestar este filme por inúmeras razões. Aquilo que fixou a minha atenção e a minha reverência a este objecto, prende-se com a noção de jogo que ele põe a nu. Wong Chia Chi, a protagonista, é uma jovem mulher que procura a transcendência a substância da sua vida num amor, num grande amor, daqueles à hollywood, que tudo podem e tudo vencem, com orquestra, glamour, beijos e lágrimas... (aliás, é possível em, pelo menos, dois momentos do filme, encontrar Wong Chia Chi em frente a uma tela a preto e branco, debulhada em lágrimas). Este desígnio é buscado em Kuang Yu Min, o colega e jovem líder universitário. É a ele que Wong pretende alcançar e é com ele que ela se vê durante muito tempo a protagonizar as cenas de amor a preto e branco que tanto a comovem. Como é que ela o faz? Dando-se completamente à causa que ele defende, entregando-se de modo inabalável ao que ele admira e persegue. Para o fazer, ela envereda num estratégico e bem delimitado jogo de sedução com o inimigo a abater, o sr. Yee. E, aqui, é que reside, para mim, o enorme fascínio deste filme: na fímbria da emoção e da razão, na relação antagonista entre a lúxuria que a arrebata e a contenção que o compromisso prévio lhe exige. É magistral o modo como esse processo nos é dado a ver. Wong, outrora uma jovem mulher a quem bastavam as imagens num ecrã, depois as palavras inflamadas de um jovem com olhos brilhantes, sucumbe à força dos actos do inimigo declarado, desmorona-se perante a imensidão do seu corpo entregue e comandado por outro, rende-se, quando percebe que esse corpo já não é seu, é da paixão, do amor que finalmente preencheu a sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda em reflexão: Wong cede ao amor, salvando a vida do seu amado e perdendo a sua. Yee, que havia já cedido por permitir-se amar, rigidifica-se doridamente, matando a amada. Será que mata também o amor?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R7XKKH9g4yI/AAAAAAAAAB8/LZtxaNUh7Ng/s1600-h/photo_06_hires.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-5184296062107226295?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/5184296062107226295/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=5184296062107226295' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5184296062107226295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5184296062107226295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/02/lust-and-caution-porqu.html' title='Lust and caution, porquê?'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R7XKSX9g4zI/AAAAAAAAACE/MAaCjSNhKjs/s72-c/photo_06_hires.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-4900119863971092931</id><published>2008-02-08T18:02:00.000Z</published><updated>2008-04-01T11:55:26.479+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Take (time)'/><title type='text'>Processando</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R6yZ-PGnssI/AAAAAAAAAB0/lnrXv_w9NmM/s1600-h/photo_04_hires.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164672167172354754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R6yZ-PGnssI/AAAAAAAAAB0/lnrXv_w9NmM/s320/photo_04_hires.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Loading file... ... ... ... ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informação ainda em processamento, mas, definitivamente, belo, belo, belo, muito belo, BELÍSSIMO...&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R6yZcPGnsrI/AAAAAAAAABs/a9do9e-CbgI/s1600-h/photo_04_hires.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-4900119863971092931?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/4900119863971092931/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=4900119863971092931' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4900119863971092931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4900119863971092931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/02/processando.html' title='Processando'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R6yZ-PGnssI/AAAAAAAAAB0/lnrXv_w9NmM/s72-c/photo_04_hires.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-4023197780470604190</id><published>2008-02-07T16:31:00.001Z</published><updated>2008-02-08T17:11:30.836Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='C. business'/><title type='text'>Irritações que ainda não passaram</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sabemos que o limiar da insanidade está próximo quando começamos a acreditar nas mentiras que deliberadamente construímos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não consegui vir trabalhar de manhã. Ontem, não te evitei. Cruzámo-nos nos tempos habituais, como se tudo estivesse normal. O dia estava lindo e, pensando que não me cruzaria contigo (ou se calhar, alimentando a secreta esperança de que tal acontecesse), ousei colocar um vestido e prender o cabelo (adoravas ver-me de vestido e com o pescoço desnudo...) E, não sei... Não sei se por estar sol, se por ter um vestido, se por não te ter evitado (tal como me acusaste de o fazer)... acho que pensei que tudo isso fizesse diferença... achei que ias ligar, que finalmente vinhas ter comigo... Eu sei que é tolo, mas era isso que secretamente esperava e foi isso que objectivamente não se passou. Foi tão difícil regressar a casa sem um sinal teu. Foi tão angustiante confrontar-me com as expectativas pueris que construí durante o dia. Adiei até ao limite a hora de me deitar e, consequentemente, fui transferindo de modo sucessivo a hora de me levantar. Hoje não te queria ver, sabia que hoje não te queria ver e queria que tu soubesses que hoje eu não te queria ver. Inventei um mal estar nocturno para justificar a minha ausência no emprego de manhã. E o que é estranho é que tenho passado o dia a chá, evitando café e comida com gordura, porque estive "mal" durante a noite. É a insanidade tornada facto...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Irrita-me o tempo que teima em não passar ao ritmo a que gostaria de te esquecer. Irrita-me o pouco empenho que as actividades diárias me exigem, não me permitindo tirar-te da minha cabeça. Irrita-me as centenas de conversas imaginadas que já tive contigo. Irrita-me sentir que os meus passos se encontram condicionados pela busca forçada do não te ver. E nesse esforço de não te encontrar, deparo-me constantemente contigo. Irrita-me sentir que não controlo e não influo em nada do que rodeia. Irrita-me não saber o que pensas, o que sentes. Irrita-me o medo que me assola antes de ir dormir, os momentos cheios de ti, quando me enrolo longamente nos lençóis na esperança vã de adormecer automaticamente, de não sonhar contigo e desejar acordar numa manhã mais limpa, em que tudo se repete, mas de uma forma cada vez mais desfocada e longínqua, menos dolorosa e sofrida. Para quando?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-4023197780470604190?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/4023197780470604190/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=4023197780470604190' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4023197780470604190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4023197780470604190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/02/irritaes-que-ainda-no-passaram.html' title='Irritações que ainda não passaram'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-7936793033552760599</id><published>2008-02-06T14:06:00.000Z</published><updated>2008-02-08T17:12:03.058Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resoflexões'/><title type='text'>4ª feira de cinzas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O "encontro" com o Seu Jorge deu-se por acaso, numa das promoções da FNAC. Chamava-se &lt;em&gt;Cru &lt;/em&gt;e ficou a repousar na estante dos CD's até o espírito pedir novidade. Não foi amor ao primeiro ouvido, nem ao segundo, mas a paixão crescia a cada nova rotação. Ia descobrindo pormenores na letra, na composição, na tonalidade burilada daquela voz negra e fumada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Natal trouxe de presente a parceria gravada ao vivo do Seu Jorge com Ana Carolina (disco já antigo e particularmente conhecido pela música "É isso aí" - uma versão &lt;em&gt;The Blower's Daughter&lt;/em&gt; do Damien Rice, celebrizada no filme &lt;em&gt;Closer&lt;/em&gt;). Este é o disco que, desde então, me acompanha nas auto viagens diárias. Não se gosta logo de todas as músicas com a mesma força, vai-se gostando... um dia de uma, no outro dia, percebemos o sentido da outra e amamos, &lt;em&gt;and so on. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;À hora de almoço uma colega brincou com a carne que eu comia, contrariando os preceitos católicos deste dia. Foi, então, que me ocorreu que hoje é 4ª feira de cinzas e isso lembra-me o &lt;em&gt;Vestido Estampado&lt;/em&gt; (&lt;span style="font-size:78%;"&gt;letra da Ana Carolina&lt;/span&gt;):&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acabou, agora tá tudo acabado&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seu vestido estampado&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dei a quem pudesse servir&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora que eu não posso mais caber em ti&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não quero te ver&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dizem que você não quer mais me olhar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como velhos desconhecidos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se você não me escuta, eu não vou te chamar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O amor que eu dei, não foi o mesmo que eu vi acabar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O amor só mudou de cor, agora já tá desbotado&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Corra, lá vem a tristeza atirando pra todos os lados&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pegue o vestido estampado&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Guarde pra um carnaval&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Guarde, que eu nunca te quis mal&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até o feriado, quarta-feira de cinzas e tá tudo acabado&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As cinzas simbolizam o carácter perecível, passageiro, transitório, efémero e frágil da vida. Assinalam a possibilidade de conversão e de transformação. Gosto de pensar que as cinzas do que penso, do que sinto e do que faço alimentarão um interminável ciclo de fértil mudança. Outro tempo começa sempre nas cinzas de um tempo que terminou, banhado de esperança pueril e de certezas num horizonte que não se alcança. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-7936793033552760599?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/7936793033552760599/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=7936793033552760599' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/7936793033552760599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/7936793033552760599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/02/4-feira-de-cinzas.html' title='4ª feira de cinzas'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-5200024014091502838</id><published>2008-02-04T15:38:00.001Z</published><updated>2008-03-07T16:00:01.108Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Other business'/><title type='text'>O mito do efémero retorno</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R6c62PGnsqI/AAAAAAAAABk/adQBewFl374/s1600-h/t1702566.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5163160201245209250" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R6c62PGnsqI/AAAAAAAAABk/adQBewFl374/s320/t1702566.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Encontramo-nos casualmente. Aliás, vivendo nesta cidade e tendo em conta o confinado circuito em que nos movemos, o que é estranho é não esbarrarmos um no outro mais vezes. Cumprimentei-te, mas não fazia tenção de alimentar conversa. Tinha-te enviado uma mensagem em Novembro que apenas pedia uma informação profissional. Não respondeste e pensei, "&lt;em&gt;ah, ok, não sabia que nos encontrávamos neste patamar de desentendimento, mas tudo bem&lt;/em&gt;!". Contigo, aprendi a não estranhar o desinteresse, a clausura e o autismo social em que é possível alguém a estruturar a sua vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para enviar essa mensagem tive de pedir o teu número a uma amiga comum (tenho o hábito de higienizar a minha lista telefónica, apagando números de telefone que não tenciono utilizar). Soube que te incompatibilizaste com essa amiga durante uns meses. Esta saída, em que nos cruzámos, e onde ela estava, marcava a vossa reconciliação e, consequentemente, a tua tomada de conhecimento da mensagem que te havia enviado.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Gostei que tivesses dissipado o mal entendido. Gostei do esforço explicativo a que te propuseste, afirmando não ter recebido essa mensagem, porque estavas fora. Gostei que tivesses afirmado que, não obstante tudo o que se passou, poderia contar contigo sempre que precisasse. Mais, confesso que gostei de te ouvir dizer que sentias saudades minhas e que achavas que isto (de termos deixado de falar) não fazia sentido. Simplesmente, devias ter ficado por aqui. Devias ter entendido que quando chutei para canto anotar o teu novo número de telefone, isso significava o meu limite. O limite traçado em torno de uma existência pacífica e cordial sempre que o acaso nos juntasse neste pequeno burgo. Só isso.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Embriagado pela carência emocional e etílica que às vezes te assola, decidiste ultrapassar essa fronteira e prosseguiste, invocando um passado que já não tem o mínimo sentido corporizar-se em palavras. Decidiste partir há quase quatro anos, sem uma explicação plausível. E eu não ta pedi. E tu, não tens a mínima ideia do que significou para mim avançar daquele ponto sem coordenadas em que me deixaste. Mas, como é evidente, avancei. Prossegui há muito tempo. E hoje, sei que a diferença não residiria nos argumentos que tu invocasses para terminar a relação. Hoje, eu sei que o que teria feito alguma diferença teria sido testemunhar da tua parte a existência de um esforço explicativo para o fim que desejavas, só isso. Não faz sentido, depois de todo este tempo, afirmares que há uma justificação que não me deste e que estás disposto a dar, claro, unicamente se ta pedir. E eu não peço aquilo de que não careço, aquilo não me faz falta.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Vertendo este encontro e a minha experiência contigo para o meu presente, há algo de positivo. Verificar a minha plena e completa indiferença à tua inesperada presença, quando durante muito tempo apenas pressenti-la me faria disparar de ansiedade e arritmia. Perceber que é sempre quem nega ao outro o que este lhe pede que mais tarde se encontra ainda incompleto e ainda periclitante.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por isso, sei que isso também irá acontecer contigo, C. Sei que chegará um dia em que deixarás de assaltar o meu pensamento nas mais diversas circunstâncias. Sei que chegará um dia em que a tua presença não influirá na minha. E, desconfio, que se insistires em recusar a hipótese de diálogo que te pedi, poderás ter dificuldade em fechar a porta que entreabrimos. &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Plastic Wind, DDiArte&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-5200024014091502838?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/5200024014091502838/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=5200024014091502838' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5200024014091502838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5200024014091502838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/02/o-mito-do-efmero-retorno.html' title='O mito do efémero retorno'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R6c62PGnsqI/AAAAAAAAABk/adQBewFl374/s72-c/t1702566.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-5709439974879417724</id><published>2008-02-01T15:50:00.000Z</published><updated>2008-02-08T17:12:31.989Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resoflexões'/><title type='text'>Oscilações</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R6NDKfGnsnI/AAAAAAAAABM/csnilth6tvc/s1600-h/Paulo+Pimenta_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162043445323739762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R6NDKfGnsnI/AAAAAAAAABM/csnilth6tvc/s320/Paulo+Pimenta_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Oscilo. Entre a carapaça construída de razão e de legitimidade, que me permite analisar as coisas como elas são, e que me indica um caminho de afastamento, que explicarei aos outros invocando os "factos". E entre um corpo de emoção rasgada e de ferida latente, que me remete para o infinitamente potencial universo dos "ses", e que me impele para o teu colo, para o teu ombro, para o abraço onde todos os outros desaparecem e os factos somos só nós, juntos, indissoluveis.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só porque é a carapaça que se encontra visível, não significa que o corpo não esteja lá dentro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-5709439974879417724?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/5709439974879417724/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=5709439974879417724' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5709439974879417724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5709439974879417724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/02/oscilo.html' title='Oscilações'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R6NDKfGnsnI/AAAAAAAAABM/csnilth6tvc/s72-c/Paulo+Pimenta_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-5088388334543247392</id><published>2008-01-31T20:25:00.000Z</published><updated>2008-02-06T14:46:06.121Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><title type='text'>Thursday night fever</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R6Ix2PGnsmI/AAAAAAAAABE/ifnrUQ-dm7E/s1600-h/john-travolta-saturday-night-fever.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161742930757005922" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="221" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R6Ix2PGnsmI/AAAAAAAAABE/ifnrUQ-dm7E/s320/john-travolta-saturday-night-fever.jpg" width="298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De maneiras que é assim... ir para casa, grande banho, roupa sensual e confortável q.b. e rockar até às 5 da manhã. It's thursday night fever.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nota mental: Não esquecer de verificar o stock de Guronsan; Não esquecer de deixar os 3 despertadores a funcionar!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-5088388334543247392?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/5088388334543247392/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=5088388334543247392' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5088388334543247392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/5088388334543247392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/01/thursday-night-fever.html' title='Thursday night fever'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R6Ix2PGnsmI/AAAAAAAAABE/ifnrUQ-dm7E/s72-c/john-travolta-saturday-night-fever.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-6534706996336073350</id><published>2008-01-31T17:15:00.000Z</published><updated>2008-02-06T14:46:14.338Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resoflexões'/><title type='text'>Tchhh</title><content type='html'>E "prontos" já tá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando desde Novembro para escrever 1000 caracteres para submeter uma comunicação a um congresso. O prazo terminava hoje... Até nem correu mal, ainda me sobraram 6 horas e 41 minutos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que se chama procrastinação, né? (ou então, preguiça crónica...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-6534706996336073350?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/6534706996336073350/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=6534706996336073350' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6534706996336073350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6534706996336073350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/01/tchhh.html' title='Tchhh'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-1525721394198155461</id><published>2008-01-30T18:30:00.000Z</published><updated>2008-02-06T14:45:19.936Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='C. business'/><title type='text'>SMS versão telefonema (a "chaga" continua)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mas será que não percebeste nada?!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde o início, não falamos a mesma língua, não entendias o que eu dizia e, consequentemente, eu também não descodifiquei devidamente o que me transmitias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na situação em que nos encontrávamos, existiam dois caminhos possíveis:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1 - Tu não ligavas e, logo, eu também não (e vivíamos felizes para sempre!)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2 - Tu ligavas, eu atendia (contrariamente ao que tu disseste que esperavas, vê-se que não me conheces) e nascia o nosso solilóquio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aconteceu a segunda e, devo confessar que não me surpreende inteiramente. Tu és um gajo que gosta de dizer depois, quando conta as histórias, "ah, mas ficamos amigos. Aliás, ver se lhe ligo para tomarmos um cafezinho".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, não entendeste, não vais entender e seguramente terás um choque, quando um Galileu qualquer irromper na tua vida e te demonstrar que o mundo não gira à tua volta!! Aliás, provavelmente já foste confrontado com essa revelação, mas certamente que a condenaste à fogueira. Não és capaz de, por instantes, sair da marcha autista da tua rotação e imaginares o que é estar na posição dos outros. Isso não é novo, foi sempre assim. Isso não aconteceu depois do acidente estruturalmente trágico que marcou a tua vida, simplesmente se agudizou depois disso. Isso não dá sinais de mudança e é aí que eu entro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Reconstruíste os factos para encaixarem no teu narcísico paradigma, à luz dos quais, o que é realmente central é:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- eu não ter respondido à tua mensagem (&lt;em&gt;como é que alguém tem o desplante de te ignorar?!&lt;/em&gt;);&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- evitar cruzar-me contigo em contextos que nada mais permitem do que uma fortuita troca de olhares (&lt;em&gt;como é que alguém pode conscientemente desperdiçar oportunidades raras de te contemplar?!&lt;/em&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta foi a informação que tu retiveste. Decidiste ignorar e não compreender (mesmo quando te explicava ao telefone) que:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- tu tinhas ficado de telefonar e não o tinhas feito;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- tinha de facto evitado situações de co-presença, que coincidem cronologicamente e derivam directamente de não teres cumprido com algo tão simples como telefonar, quando disseste que o farias;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- (&lt;em&gt;nem sei se este merece ser tópico&lt;/em&gt;) não, não respondi à tua mensagem, porque não era uma mensagem que eu esperava, e querer falar contigo dependia directamente do empenho e da importância que demonstrasses que esse acto de comunicação teria para ti.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resumindo: não percebeste nada do que se passou! Adepto fervoroso do negacionismo histórico, dediste escolher os factos que melhor te serviam, recusando, inclusivamente, discuti-los. Foi assim no telefonema, será assim na eventual conversa, negociada já em jeito de exasperada síntese, da seguinte forma:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;C. - ah e tal eu não sei se queres conversar comigo. Eu quero falar contigo, mas tu é que sabes... (&lt;em&gt;isto repetido de formas diferentes e intermitentes ao longo dos 15 minutos do telefonema&lt;/em&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Je - (&lt;em&gt;já a espumar pela boca, mas fazendo jus aos ensinamentos das aulas de ioga...Ommmmm&lt;/em&gt;) Ok, então, deixa ver se eu percebi. Tu queres falar comigo e queres ouvir o que tenho para te dizer, certo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;C. - Sim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Je - Eu também quero falar contigo, de outro modo, não te teria ligado há duas semanas a dizer 'preciso de falar contigo'. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;C. - (&lt;em&gt;que não aprende, mesmo, começa a rever mentalmente a sua agenda lotada&lt;/em&gt;) Ah, então amanhã, ehh, não amanhã, não, porque fiquei de ir com um amigo às compras. Mas, na sexta, ehh, na sexta tenho uma consulta e no fim de semana é compl...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Je - (&lt;em&gt;nesta altura já não haveria Ghandi que aturasse isto, mas ainda assim, saquei de um lampejo de diplomacia&lt;/em&gt;). Olha, C., fazemos assim (&lt;em&gt;acredite-se, ou não, eu ainda tenho dificuldades, consegui proferir esta frase com calma, de forma pausada e com uma dicção perfeita&lt;/em&gt;): Quando tu puderes, quando tu quiseres e te sentires com disponibilidade para conversarmos, telefonas-me e marcamos um dia, parece-te bem?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;C. - Sim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Je - Então fica, assim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sinceramente, não sei se vais ligar. Se ligares, é uma terra de ninguém que nos espera, um conjunto de ruínas ainda fumegantes que implodiram de desencanto, de desatenção e de desamor. Não será terreno habitável tão cedo...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-1525721394198155461?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/1525721394198155461/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=1525721394198155461' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/1525721394198155461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/1525721394198155461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/01/sms-verso-telefonema-chaga-continua.html' title='SMS versão telefonema (a &quot;chaga&quot; continua)'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-8045337031917788585</id><published>2008-01-30T12:30:00.000Z</published><updated>2008-01-30T16:19:39.908Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><title type='text'>O atraso emocional</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R6CjBfGnslI/AAAAAAAAAA8/TKa8NwzB9Po/s1600-h/1519238485_6daf8e6f45_b.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161304418891051602" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 272px; CURSOR: hand; HEIGHT: 131px" height="181" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R6CjBfGnslI/AAAAAAAAAA8/TKa8NwzB9Po/s320/1519238485_6daf8e6f45_b.jpg" width="304" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Definitivamente, devo padecer de um severo atraso emocional ou, então, a tristeza bate sempre mais tarde à minha porta, como os postais de natal que chegam depois do ano novo. Hoje, se alguém me toca com um dedo, tenho a sensação que desaguo num oceano de choro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-8045337031917788585?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/8045337031917788585/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=8045337031917788585' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/8045337031917788585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/8045337031917788585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/01/o-atraso-emocional.html' title='O atraso emocional'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R6CjBfGnslI/AAAAAAAAAA8/TKa8NwzB9Po/s72-c/1519238485_6daf8e6f45_b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-8468428864077814337</id><published>2008-01-29T12:59:00.000Z</published><updated>2008-01-30T16:28:36.290Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resoflexões'/><title type='text'>De hoje em diante?</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R58lXfGnsjI/AAAAAAAAAAs/3PCh8l_HTxY/s1600-h/86_g.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160884783406363186" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="267" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R58lXfGnsjI/AAAAAAAAAAs/3PCh8l_HTxY/s320/86_g.jpg" width="234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"De hoje em diante&lt;br /&gt;Eu vou modificar&lt;br /&gt;O meu modo de vida&lt;br /&gt;Naquele instante&lt;br /&gt;Em que você partiu&lt;br /&gt;Destruiu nosso amor&lt;br /&gt;Agora não vou mais chorar&lt;br /&gt;Cansei de esperar&lt;br /&gt;De esperar enfim&lt;br /&gt;E prá começar&lt;br /&gt;Eu só vou gostar&lt;br /&gt;De quem gosta de mim..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;                   Caetano Veloso&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Isto está tudo muito bem, mas serei a única a identificar um obstáculo genealógico na premissa?Se todos nós decidirmos gostar apenas de quem gosta de nós, quem é que vai começar a gostar primeiro?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-8468428864077814337?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/8468428864077814337/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=8468428864077814337' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/8468428864077814337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/8468428864077814337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/01/de-hoje-em-diante.html' title='De hoje em diante?'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R58lXfGnsjI/AAAAAAAAAAs/3PCh8l_HTxY/s72-c/86_g.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-7323352104567750912</id><published>2008-01-28T16:31:00.002Z</published><updated>2008-03-07T16:02:48.471Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='C. business'/><title type='text'>Chorar e esquecer-te</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R54-T_GnsiI/AAAAAAAAAAk/KeuMvghQpZg/s1600-h/estoque-opcao-concessao-lixo-~-u11729414.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160630736090804770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="235" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R54-T_GnsiI/AAAAAAAAAAk/KeuMvghQpZg/s320/estoque-opcao-concessao-lixo-~-u11729414.jpg" width="175" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É verdadeiramente inacreditável... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda não consigo medir o tamanho da tua cobardia... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou a escrever a quente, bem sei, atónita, movida por uma raiva vazia e indignada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não foi neste domingo que eu te liguei, foi no anterior.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não foi nesta segunda feira que tu te comprometeste a telefonar para combinarmos um encontro para EU falar. Foi na segunda feira passada, que o meu sofrimento e a minha espera se transformaram numa eternidade. Parecia que te esperava há um ano, e desejava-te regressado da guerra e igualmente sofrido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que é tu fazes? Recorres ao Short Message Service, esse instrumento esquizofrénico de camuflada comunicação contemporânea. Para me dizeres o quê?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que &lt;em&gt;sabes que estás em falta comigo&lt;/em&gt; (pois, muito bem que ainda não está tolinho nem falho de memória).&lt;/div&gt;Que &lt;em&gt;notaste que te ando a evitar&lt;/em&gt; (ora, brilhante, e o prémio nobel da inteligência emocional vai para...).&lt;br /&gt;Questionas &lt;em&gt;se ainda quero conversar contigo&lt;/em&gt; (é, de facto a única coisa que se aproveita, porque é mesmo uma pergunta e, sinceramente, não tenho resposta) .&lt;br /&gt;Aproveitas para afirmar que &lt;em&gt;gostavas de conversar comigo&lt;/em&gt; (olha que bem! Levamos cromos e figurinhas para trocar?).&lt;br /&gt;E rematas de uma forma abrutalhadamente cobarde e cruel: &lt;em&gt;"Mas tu é que sabes..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que eu sei, é que te quero esquecer, porque eu não conheço esta pessoa e não foi por ela que me apaixonei. Pensei que precisava de te comunicar o que sentia e o que pensava, para poder abandonar definivamente o local em que te amei. A tua silenciosa recusa, a tua ausência egoísta para com a necessidade que te havia verbalizado, faz-me repensar aquilo de que preciso. Não preciso de aplacar a tua culpa, não preciso de ouvir as tuas justifcações inúteis, não preciso de me arriscar a ficar novamente enlaçada no emaranhado da tua confusão mental e emocional.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu só preciso de abandonar definitivamente este espaço onde achei que encontraríamos o amor descompassado e sôfrego que nos permitiria ultrapassar interditos e partilhar momentos de corpórea felicidade na nossa imperfeição. E para isso, eu acho que já não preciso desta conversa. Só preciso de acreditar que o meu amor morreu e chorá-lo enlutadamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-7323352104567750912?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/7323352104567750912/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=7323352104567750912' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/7323352104567750912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/7323352104567750912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/01/chorar-e-esquecer-te.html' title='Chorar e esquecer-te'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R54-T_GnsiI/AAAAAAAAAAk/KeuMvghQpZg/s72-c/estoque-opcao-concessao-lixo-~-u11729414.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-4489781271612212870</id><published>2008-01-28T12:40:00.000Z</published><updated>2008-01-30T16:22:46.901Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outros futebóis'/><title type='text'>A posição habitual</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R53ShfGnshI/AAAAAAAAAAc/tvXtWwCz4yU/s1600-h/oporto_quaresma.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160512220763238930" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R53ShfGnshI/AAAAAAAAAAc/tvXtWwCz4yU/s320/oporto_quaresma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não percebo grande coisa de futebol. Não sei o que é um trinco e desconheço as vantagens de um 4x4x2. Mas gosto de ver os jogos do meu clube. Sobretudo, gosto da onda de sociabilidade que se gera em torno dos grandes jogos: cafés cheios, salas de amigos com Sport TV a abarrotar de ansiedade, cascas de amendoins e cervejas. Como é evidente um Sporting-Porto teve honras de grande jogo e de respectiva reunião. Ora, do que é que eu não gosto?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- de ver o Porto a perder (especialmente quando está a jogar bem), sobretudo, quando a outra equipa faz dois remates à baliza e marca (no fundo, aqui, o que é mesmo importante é a primeira parte: não gosto de ver o Porto a perder).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- de ver o Helton a abrir as pernas (homem faz-te de difícil), de ver o Helton (e toda a defesa) a olhar para o balão (e não para a bola, quando esta pede licença para entrar na baliza).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- de ver foras de jogo (mesmo quando são correctamente assinalados - onde é que é pára o favorecimento dos árbitros, hein?), de ver bolas à trave (ai, a estúpida da trave), de ver oportunidades de Lucho desperdiçadas, shuif, fico triste!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- de ver o Quaresma substituído a 10 minutos do fim (se não estava a cumprir, saía antes, se se confia nos momentos de genialidade, algo aleatórios é certo, o moço fica até ao fim).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, do que eu não gosto mesmo é do ambiente de bancada da sala de estar (tenho amigos, benfiquistas, sportinguistas, boavisteiros - eu sei, deveria ser mais selectiva, mas acho que não teria grande afinidade com os Super Dragões e não gosto de assaltar estações de serviço...). Passo a explicar: eu gosto de ver o meu clube a jogar (de preferência bem), gosto de ver o meu clube a ganhar (mal ou bem, aqui, já não importa). Portanto, isso é que me faz vibrar. Ora, o que é verdadeiramente notável, é verificar como os adeptos dos restantes clubes (sobretudo, benfiquistas, lamento, mas é o que me diz a sábia empiria) regozijam orgasmicamente com a derrota do Porto. No fundo, saboreiam essa derrota como se de uma vitória se tratasse. Acho, no mínimo, curioso... ainda por cima, não acontece assim tantas vezes. Por isso, questiono: não seria melhor fazerem-se sócios do FCP e festejarem as vitórias, é que são, de longe, bem mais frequentes. É só uma sugestão...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nota: Não resisto a transcrever as declarações do Paulo Bento&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Se ainda sonho com o título? Sou mais conhecido pelo pragmatismo. O Sporting deve pensar em chegar à Liga dos Campeões, porque tem uma diferença considerável para o F.C. Porto. Compete-nos fazer o mesmo que nos campeonatos anteriores. &lt;strong&gt;Estamos numa posição que foi a mais habitual no Sporting nos últimos 27 anos&lt;/strong&gt;."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E para quê almejar a quebrar com tão longa, nobre e tranquila tradição, não é?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-4489781271612212870?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/4489781271612212870/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=4489781271612212870' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4489781271612212870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4489781271612212870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/01/posio-habitual.html' title='A posição habitual'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R53ShfGnshI/AAAAAAAAAAc/tvXtWwCz4yU/s72-c/oporto_quaresma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-8568916895319109019</id><published>2008-01-25T18:49:00.001Z</published><updated>2008-03-07T15:57:36.912Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='E para os amigos'/><title type='text'>Ter um amigo é...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em casa da minha avó existiam umas almofadas com uns bonequinhos fofos, arredondados, nus (e, agora que penso nisso, sem pipis...estranho!) que diziam "ter um amigo é maravilhoso" (ou algo assim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo tanto tempo a dissertar sobre a necessidade de me lembrar que tenho de esquecer o C. que deixei passar em branco um dos mais maravilhosos momentos destes meses: o almoço, servido com praia e com sol, com o meu Grande Amigo L. Muito bom, muito bonito, assim, como ele é. Fiquei durante a tarde, embalada pelo néctar do Dão, a pensar no quanto eu gosto dele e no quanto o admiro. É curioso, porque a minha relação com ele foi evoluindo como uma música. A primeira vez que o vi, não dei nada por ele. Mas, a partir daí, a nossa amizade seguiu o rumo de uma crescente espiral de descoberta, reconhecimento e admiração até fazer parte de mim, da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que a amizade não se agradece, "apenas" se retribui o melhor que pudermos e soubermos. Sinto-me sempre em falta contigo e, provavelmente, isso também é recíproco. Talvez o segredo de uma relação que cresce esteja aí, nessa fome que tememos que exista no outro e queremos a todo o custo aplacar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(às vezes, acho que só digo isto a quem não o quer ouvir, desta vez, sei que não é o caso)&lt;br /&gt;É um privilégio ter-te como amigo. Gosto muito, muito de ti, L.!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-8568916895319109019?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/8568916895319109019/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=8568916895319109019' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/8568916895319109019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/8568916895319109019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/01/ter-um-amigo.html' title='Ter um amigo é...'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-6123158310827873042</id><published>2008-01-24T15:44:00.001Z</published><updated>2008-03-07T15:56:31.775Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='C. business'/><title type='text'>Fim interdito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Deixa ver se eu percebi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andas desde Dezembro neste chove não molha do "ai-hoje-não-posso-porque-deixei-a-avó-ao-lume" e do "ei-esta-rede-é-mesmo-uma-merda-não-é-que-a-tua-chamada-não-ficou-registada" até ao "não-respondi-à-sms-fofa-porque-o-reumático-me-impede-de-mexer-os-dedos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, que não sou parva (embora às vezes pareça) fui tomando nota das tuas atitudes em cima dos meus sentimentos. Ora, sucede que, tal como num bloco de notas finas, o que escrevemos numa folha acaba por passar para a seguinte. E o que tu fizeste ficou inscrito no que sentia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dada altura, entre uma fungadela e outra, fui pensando, "péra lá, isto não é a merda de um filme, que não vejo o realizador na sala a tentar apanhar o meu melhor ângulo de baba e ranho e nem é a porra dum livro para depois se arrumuar na prateleira. É a minha vidinha e, aqui, não curto por aí além o dramalhão!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E num lento, mas progressivo, assomo de lucidez, fui percebendo que eu não quero estar com quem não deseja estar comigo. É tão simples quanto isso (eu disse simples, não disse indolor, hein!). É que não quero MESMO! Acho notáveis as histórias que contas sobre as mulheres que apenas te pediam para te deixares estar ali, ao lado delas, que apenas te pediam permissão para te contemplarem, para te tocarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou assim, desinteressada, condescendente, boa pessoa. Sou mesmo egoísta no que respeita a sentimentos - quero-me muito, tal como tu deverias querer. Mas, não queres, certo? Ou melhor dizes que queres, mas não ages como quem quer, nunca agiste. A única diferença é que a minha fé desapareceu. Porque é de fé que se trata. Eu nunca tive a prova de que tu quisesses (nem poderia, nunca se pode ter esse comprovativo), mas acreditava militante e fervorosamente que querias. Até que essa crença, essa fé se esboroou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não acredito. E isto não aconteceu por decreto. Ando há semanas a tentar perceber este processo e a descobrir o que é que quero. Até que decidi e uma vez decidido, optei por me comportar como gente crescida e comunicar-te que "não estou feliz, não estou feliz há muito tempo e não acredito que possa vir a sê-lo contigo, por isso, acabou". Telefonei-te e disse-te, "preciso de falar contigo" e tu já sabias, porque imediatamente, com voz grave e séria respondeste "sim, amanhã ligo-te e conversamos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curioso como constantamente se dilata a nossa perplexidade e capacidade de sermos surpreendidos. Achei que já te tinha percebido, que já me tinha desiludido, que já tinha dado por terminado o período de esperar por ti, achei que teria a última palavra, mas não... aguardo, ainda aguardo esse telefonema...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-6123158310827873042?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/6123158310827873042/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=6123158310827873042' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6123158310827873042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6123158310827873042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/01/fim-interdito.html' title='Fim interdito'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-4730410129798858719</id><published>2008-01-21T18:02:00.000Z</published><updated>2008-01-30T16:24:55.027Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In the mood'/><title type='text'>paradoxos</title><content type='html'>Se agora, finalmente,  é tudo tão claro, tão definido e tão simples, porque é que dói de uma forma tão escura, tão esquartejada e tão obscura?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-4730410129798858719?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/4730410129798858719/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=4730410129798858719' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4730410129798858719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4730410129798858719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2008/01/paradoxos.html' title='paradoxos'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-6227758501883799500</id><published>2007-12-27T12:58:00.000Z</published><updated>2008-01-30T16:28:36.293Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resoflexões'/><title type='text'>em jeito de balanço, também cai</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O Natal passou e o ano aproxima-se do fim. Não resisto ao ímpeto merceeiro do balanço entre o deve e o haver do que finda. Esta altura não é a mais propícia para analisar com objectividade um ano que passou. Sinto-me triste, cansada, desalentada e nem sei bem porquê... A verdade é que na avalancha de telefonemas da época com pessoas com quem não privo há algum tempo impõe-se sempre uma resposta à crucial questão, "então, e tu, o que é tens feito?". Reparo que a minha resposta não é particularmente feliz e pujante, "ah, nada de especial. Tudo na mesma, Continuo na minha casinha. Tenho o mesmo emprego e estou a tentar terminar a tese".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É, talvez 2007 não tenha sido um grande ano no que toca a novidades e revelações. Talvez tenha sido um ano de manutenção. Um período de sedimentação de objectivos e horizontes futuros que se comecem a desenrolar em 2008. O balanço não é de todo mau. Continuar em minha casa, protagonizando o projecto acalentado durante anos de viver sozinha, é bom, é mesmo muito bom. Manter um emprego na área que me permite aplicar os conhecimentos que adquiri durante anos de estudo, com um bom ambiente de trabalho é igualmente muito positivo. Sentir que tenho o apoio e o amor dos meus familiares mais próximos, aprender definitivamente que o lugar onde eles se posicionam é irredutível e imutável face  a mim é muito reconfortante. Verificar que o leque de amigos se comprimiu, mas ter a certeza de que os que ficam são imperfeitos, mas verdadeiros no seu afecto, na sua atenção para comigo, é um enorme progresso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Sobra o amor. Curiosamente a esfera que eu não teria dúvidas em assinalar como a mais importante da minha vida e ainda assim aquela que preenchida de um modo mais imperfeito. Ontem à noite num inesperado atque de insónia e de choro pareceu-me ter um assomo de lucidez. Passou-se quase meio ano desde que estamos juntos e ao fim de meio ano parece-me que não ocupo na tua vida o lugar que desejo. Magoou-me a mensagem de Natal mimética que decidiste enviar-me. Magoou-me o presente indiferenciado que adquiriste com todos os outros, como provava o talão de troca. Magoa-me o desinvestimento, a indiferença relativa e a incompreensão que me manifestas. Quero um lugar único, cimeiro na vida da pessoa com quem estou. Não sei se isso existe, não sei se é possível, mas sei que o temos neste momento e o que este momento promete para o futuro se afasta cada vez mais do que desejo. Não sei se vais pereceber o que te vou dizer. Sei que tens ficado desorientado com algumas das minhas reacções que procuras colmatar com uma desculpa abrangente e desprovida de um real sentido, porque ainda não percebeste, ainda não me percebeste!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-6227758501883799500?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/6227758501883799500/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=6227758501883799500' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6227758501883799500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/6227758501883799500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2007/12/em-jeito-de-balano-tambm-cai.html' title='em jeito de balanço, também cai'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-1806884009076780982</id><published>2007-12-04T17:40:00.001Z</published><updated>2008-04-01T11:55:26.480+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Take (time)'/><title type='text'>Só porque é Natal, vá!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R1WVkt2r9zI/AAAAAAAAAAU/2cnjh5CrVPQ/s1600-h/senhores-do-crime04.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140179007730087730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R1WVkt2r9zI/AAAAAAAAAAU/2cnjh5CrVPQ/s320/senhores-do-crime04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Acompanho o trabalho de David Cronenberg com alguma assiduidade desde 1983: Videodrome, The Fly, Dead Ringers, Naked Lunch, M. Butterfly, Crash, eXistenZ, Spider, A History of Violence. Não podia deixar de marcar presença em Eastern Promises, traduzido para Promessas Perigosas vá-se lá saber porquê... Até porque vem com um pequeno grande e tatuado bónus: Viggo Mortensen. Saí do filme com uma sensação estranha, de puro desconcerto. Como tão bem sintetizou o amigo que me acompanhava enquanto sacávamos de um cigarro: ele faz bem o que é difícil e faz mal o que parecia ser fácil... A história envolveu-me desde o início, mas também desde aí fica muito claro o rumo que o enredo irá tomar. E isso é perturbador, a ausência de surpresa que teimamos que irá surgir... e não surge daí, mas sim da apregoada cena de violência desnuda protagonizada pelo semi-deus russo. E, aqui, o sublime foi feito: o que poderia ser uma banal cena de violência gratuita é cinematograficamente coreografado, com uma graciosidade, um desepero, sendo inverosímil é humanamente sobre-humano e toca-nos de forma arrepiante. Finalmente, &lt;em&gt;happy end&lt;/em&gt; tosco, com uma criança prestes a ser lançada às águas de um rio (não não é o Jordão). Talvez seja o meu cinismo pós-moderno... mas não convence... e eu gosto de ser convencida como uma criança no que respeita a cinema. Mas, vá lá... é Natal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-1806884009076780982?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/1806884009076780982/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=1806884009076780982' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/1806884009076780982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/1806884009076780982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2007/12/s-porque-natal-v.html' title='Só porque é Natal, vá!'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R1WVkt2r9zI/AAAAAAAAAAU/2cnjh5CrVPQ/s72-c/senhores-do-crime04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-4306565066660923601</id><published>2007-12-03T19:39:00.000Z</published><updated>2008-01-30T16:28:36.294Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resoflexões'/><title type='text'>(comunic)ACÇÃO</title><content type='html'>A era comunicação é uma tanga! Há coisas que só se resolvem mesmo pela (comunic)ACÇÃO!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-4306565066660923601?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/4306565066660923601/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=4306565066660923601' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4306565066660923601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/4306565066660923601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2007/12/comunicaco.html' title='(comunic)ACÇÃO'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1080326179434191481.post-8485591148625495733</id><published>2007-11-30T18:36:00.001Z</published><updated>2008-03-07T15:54:45.276Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='C. business'/><title type='text'>Até quando te morder</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Falámos. Finalmente falámos. Não sei se me consegui explicar devidamente. Não sei se compreendeste o que te quis dizer. Fico aturdida e muito pouco eloquente quando estou perto de ti. Procuro pesar cada palavra com rigor e construir um discurso filigranático para te transmitir o que quero e para ir ao encontro do que me parece que te é possível ouvir neste momento.&lt;br /&gt;Tu falaste mais. Tu falas sempre mais. Já avançámos do ponto em que nos encontrávamos há 4 meses atrás. Mas é sempre com uma cautela cirúrgica que te pronuncias sobre o grau do nosso envolvimento. "Quero que me incluas mais" disse-te a dada altura. "O que é que isso significa?". Significa que não quero ficar à parte nos momentos em que te procuras resolver. Abraças-me. Digo-te que "Gosto muito de ti e quero estar mais vezes contigo". Dizes, "Eu sei" e novo abraço surge entre nós.&lt;br /&gt;Separámo-nos e pedi-te "Confia em mim". Não sei o que é que isso significa, mas desenvolvi a infundada a teoria de que te é difícil acreditar na possibilidade de teres alguém ao teu lado que não se irá ausentar repentinamente e que não ousas ainda pensar na possibilidade de amar e de te deixares amar.&lt;br /&gt;Espero ter a força de te acariciar, beijar, sondar e sentir até te deixares morder como um fruto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1080326179434191481-8485591148625495733?l=temposquefogem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposquefogem.blogspot.com/feeds/8485591148625495733/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1080326179434191481&amp;postID=8485591148625495733' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/8485591148625495733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1080326179434191481/posts/default/8485591148625495733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposquefogem.blogspot.com/2007/11/at-quando-te-morder.html' title='Até quando te morder'/><author><name>Clepsydra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01069992559502183040</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://bp2.blogger.com/_6IIqGRP7TzE/R78DIX9g44I/AAAAAAAAACo/V0w3ljz7aPk/S220/Carvalhal-Por+do+Sol.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
